Dois caminhos, uma essência:
quando estilos distintos se encontram na verdade
da poesia.
✍️ Introdução curta:
Na homenagem aos 10 anos da CPP, os gestores mencionaram a mim e ao poeta Carlos de Campos como “inspirados no oposto do termo ufana”.
Mas, em vez de oposição, encontrei eco.
Este poema é um tributo ao encontro de vozes diferentes que, à sua maneira, dizem a mesma coisa: a alma quer se expressar.
Carlos e Eu
Um escreve com as mãos em prece,
O outro com os pés firmes no chão.
Um canta luz que floresce,
O outro, a dor em transformação.
Ela é brisa que afaga a ferida,
Ele é vento que rasga a ilusão.
Ambos tocam a alma da vida,
Por caminhos de mesma intenção.
Ela borda as palavras com melodia,
Feito aurora em manhã serena.
Ele finca os versos com ousadia,
Na carne viva da cena.
Não são opostos, são espelhos:
Reflexos de uma alma só, em revezes.
Um é silêncio que ilumina os conselhos,
Outro, o grito que rompe as correntes.
E quando seus versos se encontram,
Não há ruptura, só fusão:
A flor cresce onde o medo se solta,
E a cura dança com a emoção.
Teeh Sant’Anna
10/09/2025
Comentários
Therezinha
essa fusão poetica ficou muito bonita
Therezinha e Carlos
abraços
Obrigada, Davi! A fusão mostra que diferentes vozes podem criar um mesmo sentimento.
Que lindeza poetas Therezinha e Carlos de Campos!
Parabéns e meu abraço
Obrigada, Ciducha! Celebramos a poesia que une, não separa.
Como já dizem os opostos se atraem e criam belos enredos poéticos. Aplausos
Verdade, Lilian! A diversidade fortalece a alma da poesia.
Uau! Mui interessante amiga Therezinha, em vez de oposição parece que houve uma fusão, onde um completa determinada parte. Abraço
Exatamente, Carlos! Juntos, os versos se tornam mais fortes e inteiros.