A LUZ QUE O MEDO APAGA

 

A LUZ QUE O MEDO APAGA


Quem teme o amor, mais dele necessita,
pois que não vê a luz na noite escura,
não vê do sol, os raios de ternura,
e dele, por fraqueza, se abdica!


Esconde na alma a chama que o agita,
e guarda o seu afeto com usura;
mas todo ser que o próprio amor tortura
se precipita em dor, triste e maldita!

Oh! cego é o coração, que só se engana,
querendo —em paz — negar o que lhe falta
sem perceber que só o amor irmana!


Quem não enxerga o amor que o consome,
na carência sombria com que o trata,
sucumbe à mesa farta, em sede e fome!

Nelson de Medeiros,

08/11/2025

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Nelson de Medeiros

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Comentários

  • Salve Nersão, seu soneto é um abalo sísmico do peito, ou seja, é quando o poema mexe fundo, como um tremor de alma, parabéns e um forte abraço. ©JoaoCarreiraPoeta.

  • Meus parabéns, prezado Nelson, por este magnífico soneto.

  • Isso é que é conhecer bem o amor!

    E como disse o poeta Carlos Drummond de Andrade "Amar Se Aprende Amando"!

    Amei!

  • Nelson

    um versar lindo

    um abraço

  • Mais uma obra escrita com a alma do poeta apaixonado.

    Maravilhoso soneto, Nelson!

    Parabéns e um abraço 

    DESTACADO 

  • Eita sobre o amor e verdades. Interessante! Abraço

  • Uauuuuuuuuuuuuuuuu, que lindos e amorosos versos, Nelson!

    Aplausos!!

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