A Madrugada Despe a Alma

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A Madrugada Despe a Alma

 

A noite semeia espelhos na amplidão,

Enquanto o pensamento atravessa um deserto;

Pétalas Brancas do Silêncio beijam meu coração.

 

A lua borda incêndios sobre a memória,

E o vento desenha meu rosto no abismo;

Uma estrela clandestina reescreve minha história.

 

Minha alma calça a coragem de um viajante,

E a esperança respira constelação azul;

Vou ser peregrino de mim, lúcido caminhante.

 

A madrugada despe o invisível no pensamento,

E a saudade penteia o vento na varanda;

Meu silêncio costura o horizonte ao firmamento.

 

Há um espinho que fere a memória em segredo,

Enquanto o cosmos abre janelas de cristal;

Faço da própria ausência um jardim sem medo.

 

Se ninguém me espera, invento minha travessia;

E amanheço abraçado à minha própria companhia.

 

Fim

A Domingos

13 de maio de 2026

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Comentários

  • Antonio

    a madrugada despe a alma

    a madrugada é terrivel

    a madrugada tras o passado

    a madrugada  açoita o pobre coração apaixonado e cansado

    cansado de tanta saudades

    um abraço

  • Saudações das Sagas! Profundo, largo, há um flertar com o surreal, talvez uma ansiedade nos sentimentos. Tem senso de humor, mui criatividade. O coração da paixão enfim. Parabéns!

  • Simbolismo de um coração apaixonado e apaixonante. Letras que inspiram. Parabens, Antonio.

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