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Abstrato Serve-me de Manto (Revisado)31144154675?profile=RESIZE_710x

 

Lateja a desordem interna que tanto corta e afronta.
Quando se dá conta, parece que não adianta;
céu superior põe-me a manta..

Pareço mascado, rachado, carcomido.
Abstrato serve-me de manto.
Abstrato em relevos.
Rima, seja minha menta;
seja também minha oliva.
Rima, forneça-me seiva.
Rima em abundantes lótus.
Rima em vales de pergaminhos.
Rima, representa-me infinitos ninhos.
Rima, voemos ou flutuemos.
Rima, sejamos a correnteza,
uma outra fortaleza.
Rima pantaneira, parreira,
panteão da rima rara.
Rima colete ou repelente.
Persona de rima,
formemos uma polpa alienígena.
Rima, minha vastidão.
Rima, somos íntimos.

Traumas sugam almas;
mal resolvidos são infernais.

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Luiz Anthony

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Comentários

  • Rimado e bem poetizado! Parabéns 👏 

  • Gostei muito de sua maneira de escrever esse poema. Parabéns estimado,Luiz!

    Um abraço 

    DESTACADO 

    • Que bom que gostou amiga Márcia. Quanto mais apoio é melhor. Obrigado!

  • Prezado Poeta Luiz Anthony.

    Uma poesia como contraponto a sua poesia aqui publicada Abstrato serve-me de manto.

     

    Concreto Rasga-me o Véu

     

    No avesso do abstrato, 

    Ergo matéria orgânica que ora seria adubo…

    Os muros desmaiam como Concreto..

    Espelho meu a não me sangrar, não sou cardápio do instante, sangue meu não talha…

     

    Não me cobre nem expõe-me em carne de silêncio,

    Sou ruína lúcida , ainda que lamentos, lânguida em liturgia de um reinado que não se dobra.

     

    Invento um neologismo sem desejos: “desalvorada” sem salvação…

    Quando a alma perde o céu e cria outro dentro,

    Um sol que nasce debaixo da própria sombra.

     

    Ouço John Lennon sussurrar em Imagine,

    Mas aqui a paz é um vidro trincado, perigoso para ferir e sangrar , feioso, fatídico, artéria femoral, flagrante sonho falido..

     

    Onde cada homem vê seu reflexo em guerra, onde a Paz está covarde…combalida…consternada…

     

    Se tua rima vestem mantos de infinito,

    E rima, e ensina, determina, e rima com rufar dos tambores dos canhões e sinfonia dos drones assassinos…

    A minha sina rasga o tecido e cospe fragmentos,

    Uma antiga canção de ossos e vento concreto.

     

    Não flutuo , afundo na densidade do mundo,

    Na densidade do sal do mar morto , não afogo não…ora, eu flutuo no mar de sal..Que antítese enxuta…

    Minha palavra é pedra, e pau , fim da trilha, sem pilha, que lembra o abismo, a boca de larvas do vulcão..

    E ainda assim tenta florir entre escombros.

     

    E no fim, quando tudo se desfaz em vastidão,

    teu abstrato clama e chama-me de concreto e eu quase cedi a ilusão de uma performance teatral.

     

    Mas escolho ficar onde a dor ainda nomeia. ressoa no peito varonil de uma idiotice que me faz um varão varonil.

     

    Fim

    A Domingos 

    29 de abril de 2026

    • UAU! Incrível que minha poesia disperta em ti meu amigo, uma correnteza de emoções, parece que minha poesia junto ao grande poeta que tu és acaba fuindo algo inexplicável. Nossa não imaginava que meu poema pudesse tocar em ti tão intensamento. Que Fortaleza de poema, que emana num cosmo que faz um rodeio assim que até difícil tá de definir. É meu amigo aqui forma mais um dueto nosso. Vou postar com certeza essa combinação supimpa, baita, e que merece todo recohecimento. Em breve eu postarei nosso dueto! Valeu, Obrigado! Abraços

    • A decisão de um Dueto é toda sua.. Claro que eu gostaria de um Dueto...Mas quem escreve a poesia mãe é quem decide.

      Creio que este Dueto vai ser admirado por àqueles que lerem e também pela Diretoria do CPP 

      Abraços fraternos 

  • Que espetáculo de Poesia...Ora amigo Poeta é muita rima a rimar em si mesma...

    Adorei as palavras usadas em sua poesia única e expressiva de muitas assertivas.

    Colete, alienígena, repelente, lótus, pergaminhos.

    Irei incluir estas e outras palavras em meu dicionário..

    Também a figura de aliteração funciona com muita musicalidade..Rima pantaneira, parreira, panteão da rima rara...p, p, o, r, rara 

    Parabéns prezado Poeta Luiz Anthony e nossos abraços fraternos de Fernanda e Antonio Domingos 

     

    • Amigo Antônio! Ti é de casa, somos bem próximos já, fico imaginando no dia que por sorte ou pelo céu possamos nos conhecer pessoalmente. Mas já agradeço por estarmos bem entrosados, e a poesia onde reuni os nossos laços. Obrigado!

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