Amor Velado nos Cosmos

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Amor Velado no Cosmos

 

Pertinente foi o silêncio que alimentou minha centelha,

Uma estrela bordou o horizonte com abelha de cor escura,

E meu coração fez monção sobre o cosmos em ternura.

 

O cometa abriu viagem interestelar no amor sarado,

Perfume zerado depois de exalado dormiu nas embalagens do destino,

O quadro negro sorriu quando o giz indolor desenhou um superverso cristalino.

 

A transmutação do verso tornou-se foguete de cristal,

Sobre um tapete persa, as Obras Persas conversavam com o etéreo,

Enquanto a civilização aprendia a respirar o invisível mistério.

 

Um jacaré-do-papo-amarelo, ora de rabos verdes, guardava o luar,

Nosso Jacaré presidente legal e letrado de rabos perdeu a síncope do tempo,

E a chuva de pétalas de rosas brancas do céu alfabetizou o vento.

 

Geleias coloridas disfarçam armadilhas do escorregão,

No chão, o tombo entortou as pernas, trincando o fêmur da ilusão,

O trinca-ferro flagrou a idosa na maca e transformou pranto em trinado.

 

A cadeira vazia do cadeirante sorriu para a flor de jasmim e quer morar no espaço sideral.

O amor de calor abraçou o ofurô furado que nada pensa, enfim,

E uma catapulta da guerra lançou geleiras coloridas sobre um jardim sem fim.

 

Que paz faz este beija-flor sugando o néctar do infinito,

Dançar, rodar, ligar dois corpos afins até a tontura virar constelação,

Cantar, e os cantos pubianos melindrarem docemente a timidez do coração.

 

Nossa Senhora de Fátima surgiu em visão solitária e luminosa,

Nossa Senhora, Virgem Maria, Virgem de Origem, cobriu o céu com esperança,

E os milagres dos elefantes de trombas da irritação adormeceram como criança.

 

O diamante encontrou a amante na curva da eternidade,

O rubi fez reverência à Rabi sob a esmeralda de grinalda transparente,

Enquanto o cavalo-marinho, tão pequenino e desprotegido, cavalgava a corrente.

 

A sedução pela humilhação perdeu a contração da tristeza,

Um barquinho de papel perdeu-se em alto-mar para encontrar o infinito,

E as águas do mar viajaram ao planeta céu sem deixar nenhum conflito.

 

A lua costurou um véu de lavanda sobre o perfume das estrelas,

O silêncio plantou sinos dentro das raízes do firmamento,

E o amor velado permaneceu invisível, porém eterno, em cada pensamento.

 

Fim

A Domingos

Julho de 2026

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Comentários

  • UAU! Saudações das Sagas! Espetáculo! Incrível! Impressionado! Admirável e possante poema, num abrangente denso e cheio de flertar com o surreal de forma única, e inovadora. Parece indo para lugares alternados e com uma fluidez magistral. Destacado! Bravo! Parabéns!!! Abraçossssssss.......................

    • Uma Poesia com toques de surrealismo..

      Creio que tenha ficado bom

      Muito obrigado por sua atenção e apreciação amigo Poeta Luiz Anthony.

      Uma honra ter seu comentário aqui 

  • Antônio, parabéns! Concordo com o comentário de Lilian. 

    Um abraço 

    • Muito obrigado amiga Poetisa Marcia por mais um valioso comentário.

  • Maravilhoso!!!

    Aplausos e meu abraço meu amigo querido

     

  • Impressionante a sua habilidade criar enredos usando vários temas e imagens do cotidiano e simbologia para nos dar uma mensagem sempre pertinente. Parabens, Antonio.

    • Sinto-me lisonjeado com suas palavras elogiosas... É um texto um tanto surreal.....Eu escrevo ao mesmo tempo uso um Dicionário Antonio Domingos, que venho construindo ao longo do tempo São expressões surreais, vocabulário culto e vocabulário usual..1200 expressões e palavras 

      Muito obrigado por sua atenção e apreciação amiga Poetisa Lilian 

  •  

    Parabéns pela bela inspiração! Abraços fraternos!

  • Antonio

    varias situações reais e merecem destaques

    o amor permaneceu invisivel porem eterno em cada pensamento

    umversar reflexivo e profundo

    uma formção poética com bases sólidas

    um abraço

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