APENAS UMA CARTA...

APENAS UMA CARTA

 
(poema em rimas encadeadas. Ou seja, o meio dum verso rima sempre com o fim do verso anterior))

 


Mesmo que julgues tonto quem te escreve,
Aceito isso ao de leve, se assim for...
Quem escreve por amor, dizer-te deve
Que as almas voam leves, por amor


Nas horas em que estive à tua frente
Obtive de presente o teu carinho
Que aportou tão docinho à minha mente
Entrando calmamente, de mansinho


Voltei a admirar o teu sorriso
Quase perdi juízo por ser belo...
Que lindo, por singelo, onde eternizo
Que sejas paraíso em meu castelo!


Teus alvos dentes, tua boca aberta
A que acoberta essa linguinha doce,
São como fosse a maior descoberta
Se eu desse à certa, um beijo só que fosse...


Tua cinturinha tão fina, tão suave
É como clave de notas musicais
Ah fosse eu arrais, tivesse eu a chave
Te trouxesse suave de encontro ao meu cais...


Depois foste embora... mas já te afianço
Ficou-me o balanço do corpo que olhei
Poucas horas, sei... sem paz, sem romance,
Dum beijo ao alcance... mas que não te dei.



Joaquim Sustelo

(editado)

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