Aquela porta

Sabe aquela porta?
Eu fechei, não importa se você tá com a chave. Fechei com um pedaço de madeira grossa e 4 pregos. É, talvez não seja suficiente, mas é um começo. Não pude trocar a fechadura, não tenho recursos para tal, mas madeira e prego me serviu muito bem.
Não, não vai querer abrir, exigirá um pouco de esforço, por que você faria? Tem outra porta numa casa mais confortável, com chave em mãos. Essa já está em pedaços, remendada com esperança e curativos, tipo fitas pra tampar os buracos. Pinga por toda parte... Você malmente a-conhece, é só um lugar pra se esconder. Nunca soube o que realmente tinha ali, se soube tinha medo de colocar no seu nome algo grandioso demais.
Criei uma fortaleza num lugar tão simples e necessitado, poderia ter desmoronado, mas está ali, de pé. Percebi em meio ao caos um novo propósito, cuidarei desta casa sem esperar ajuda de ninguém, vale muito mais do que aparenta. Porque dentro desta casa, de porta fechada por madeira e prego, tem ouro, diamantes e riquezas que o dinheiro não compra. Desde a infância dizia que um dia ficaria rica e aqui estou, maravilhosamente independente por ter esta casa farta e pronta pra conquistar o que vier.

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Comentários

  • Gestores

    Bonita comparação dos sentimentos.

  • Lindo poema...mas nas pequenas brechas ainda pode o amor entrar

    Meus aplausos

    FC

  • Gestores

    O que é realmente importante é aquilo que o dinheiro não compra... Maravilhosooooooooooooooooo!

  • Corretíssimo Andreza! Uma pequena brecha pode deixar entrar grandes problemas. Todas as portas servem ao mesmo alvo: permitir aos moradores o controle absoluto de quem e do que haverá de adentrar à casa. Deixo aqui os meus patentes cumprimentos para sua inspiração. Poetisa não se esqueça de colocar seu nome no término dos seus trabalhos.

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