AS DORES DO CAMINHO
Há tantas dores escondidas...
Tantos choram tão sozinhos.
Tantos males nos acompanham
Neste mundo particular,
Onde trazemos em nós
As feridas do caminho...
São segredos bem guardados,
Lamentos que dividimos
Com o silêncio da noite,
Com o cantar dos passarinhos...
Não há subterfúgio,
Nem mesmo com quem repartir.
São os nossos desafios:
Vencer a languidez
E seguir o próprio destino...
Só quem tem dores guardadas
Entende que, neste mundo,
É preciso ter coragem
Para não se entregar aos desalentos;
Lavar o rosto com lágrimas,
Mas depois sair para o mundo,
Abraçar a nossa gente,
Que também guarda no peito
As dores desse caminho...
Glorinha Anchieta – GG
17/01/2009
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