Cena desenhada pelo autor e formatada pela IA
CONFISSÃO
—Por que teimas negar-me teu amor?
Perguntou o poeta a sua musa:
—é dele, eu sei, a causa desta dor
que, sem razão, a tu !alma recusa!
—Reconheço – disse ela confusa,
mas confessar me proíbe o pudor,
e também não te quero pecador;
—só por isso fiquei assim reclusa!
—Porém, dize, poeta, quem contou?
—Serás mago, vidente ou coisa assim?
—Nigromante que a alma pode sondar?
—Não! Deste amor — o vate retrucou—
Ninguém disse, ou feitiço agiu em mim:
só vi na confissão do teu olhar!
Nelson de Medeiros
Comentários
Prezado Poeta Nelson Medeiros.
Quanta delicadeza neste belo soneto,
Uma construção em forma de diálogo entre o poeta e sua musa.
A composição valoriza os sentimentos ocultos, mostrando que o olhar muitas vezes revela aquilo que as palavras não conseguem confessar.
Destacamos o belíssimo verso:
" só vi na confissão do teu olhar! "
Verso que encerra com sensibilidade toda a essência do poema.
Parabéns por mais este belo trabalho poético e nossos abraços fraternos de Fernanda e Antonio Domingos
Belíssima música..Que violino Que melodia..
Nelson
lindo versar
um abraço
Espetacular.
Belo soneto de amor! Parabén poeta Nelson!
Outro belo soneto que somado a música é uma tela poética divina.
Parabéns, Nelson! Um abraço