CONFISSÃO

 

31174926487?profile=RESIZE_710x 

Cena desenhada pelo autor e formatada pela IA

 

CONFISSÃO


—Por que teimas negar-me teu amor?
Perguntou o poeta a sua musa:
—é dele, eu sei, a causa desta dor
que, sem razão, a tu !alma recusa!

—Reconheço – disse ela confusa,
mas confessar me proíbe o pudor,
e também não te quero pecador;
—só por isso fiquei assim reclusa!

—Porém, dize, poeta, quem contou?
—Serás mago, vidente ou coisa assim?
—Nigromante que a alma pode sondar?

—Não! Deste amor — o vate retrucou—
Ninguém disse, ou feitiço agiu em mim:
só vi na confissão do teu olhar!

                                                                                                    Nelson de Medeiros

Enviar-me um e-mail quando as pessoas deixarem os seus comentários –

Nelson de Medeiros

Para adicionar comentários, você deve ser membro de Casa dos Poetas e da Poesia.

Join Casa dos Poetas e da Poesia

Comentários

  • Prezado Poeta Nelson Medeiros.

    Quanta delicadeza neste belo soneto, 

    Uma construção em forma de diálogo entre o poeta e sua musa.

    A composição valoriza os sentimentos ocultos, mostrando que o olhar muitas vezes revela aquilo que as palavras não conseguem confessar.

    Destacamos o belíssimo verso:

    " só vi na confissão do teu olhar! "

    Verso que encerra com sensibilidade toda a essência do poema.

    Parabéns por mais este belo trabalho poético e nossos abraços fraternos de Fernanda e Antonio Domingos 

     Belíssima música..Que violino Que melodia..

     

  • Nelson

    lindo versar

    um abraço

  • Gestores

    Espetacular. 31174954861?profile=RESIZE_400x

  • Belo soneto de amor! Parabén poeta Nelson!

  • Outro belo soneto que somado a música é uma tela poética divina.

    Parabéns, Nelson! Um abraço 

This reply was deleted.
CPP