ENTRE COLUNAS

Venerável tempo
Eis-me absorto por entre colunas
Descalço
Nem vestido nem nu
Revestido de contemplação
Com a chama da alma na palma da mão
Longe dos deuses e nobres
Junto aos justos imperfeitos
Puxando as balsas pelas roldanas
Nem ao norte nem ao sul
Exatamente onde os astros me põem
Distante do gradil onde dormem
Todas as situações das eras vincendas

Eu subo os vossos degraus
Desço ao subterrâneo da lógica e dos defeitos
Passeio no entremeio das consciências
Onde se misturam destino e sorte
Quando a fome manifesta
O calor e a luz das sarças
E a morte a vida apresta

Sob a abóboda que o aço arca
E a foice corta se a carne é fraca
Junto os meus pés no arquétipo esquadro
E voo até as vossas alças
Aprendendo a ser forte puro e bom
Como devem ser lapidados
Os passageiros desta barca
Esses homens meus irmãos

 

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Paulo Sérgio Rosseto

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