04/07/2026
Esparadrapo de Desculpas
Esparadrapo de desculpas,
para além das frescuras.
Vida sem doçuras,
meus personagens, minhas fofuras.
Sou capacho da arte com satisfação,
carrapicho do tempo.
Já o corriqueiro quer prevalecer;
feridas dos tempos não querem desaparecer.
Minha Europa é minha caneta,
meus esparadrapos camuflados,
meus esparadrapos cansados.
Esses esparadrapos são minhas desculpas...
Minhas desculpas não são fajutas,
e nem são perfeitas.
Parece que meu sol é de escrita,
meu sol junto à caneta.
O sol lá fora... é preciso superar a contrapartida:
meu curto banho de sol e minha longa celulose de papel.
Comentários
Querido Anthony,
Vou elevar sua pontuação. Você não é 1000, você é número infinito.
"capacho da arte com satisfação," que também seja infinito, eterno.
Abraços.
Caro poeta Luiz Anthony
Um poema com versos muito bem construídos.
Parabéns!
Abraços
Saudações das Sagas! Prezado Julio satisfação com teu retorno. Muito obrigado! Abraços
Versos cativantes ... Parabéns,Luiz
Um abraço
Saudações das Sagas! Amiga Márcia muito obrigado! Abraço
MUITO BOM CHEGAR AQUI E ENCONTAR SEUS VERSOS, LUIZ!
APLAUDO!!
Saudações das Sagas! Teu carinho é belo amiga Ciducha. Muito obrigado!
Prezado Poeta e Escritor Luiz Anthony,
Segue uma breve avaliação literária da sua Poesia
"Esparadrapo de Desculpas / Europa",
Maravilhoso texto, um edifício alto até às nuvens do céu de tantas palavras e combinações criativas especiais e expressivas..
L
O nobre Autor constrói uma poética visceral sobre a entrega existencial ao ofício da escrita.
“”**O "esparadrapo" surge como uma metáfora magistral ( metáfora poderosa) “””**
“””* representa os remendos cotidianos, as cicatrizes do tempo e as justificativas contínuas diante de uma vida que, destituída de "doçuras", exige do poeta o sacrifício de si.””””
Ao declarar-se "capacho da arte" e
"carrapicho do tempo", o eu lírico assume com altivez a servidão à literatura.
“”””A "Europa" invocada no título revela-se não como um espaço geográfico, mas como um território simbólico e afetivo “”””
Um refúgio interior que se concretiza no próprio instrumento de trabalho: “*a caneta.”””
Há um marcado contraste entre a vida exterior e a criação interior.
O sol do mundo real é preterido pelo "sol de escrita", em um jogo existencial onde o breve banho de luz física empalidece diante da "longa celulose de papel".
O ato de escrever deixa de ser mero ato contemplativo para se tornar curativo e inevitável: um curativo de papel sobre as feridas que o tempo recusa fechar.
Parabéns prezado Poeta e Escritor Luiz Anthony pela força das imagens e pela sensibilidade ao traduzir a dor e o fascínio da criação artística.
Nossos abraços fraternos sempre
Saudações das Sagas! Amigo Antônio ti destaca sempre muito caprichado e de forma única e muito belo esse seu comentário. Como não admirar seu comentário? Ti é o guia oficial das publicações de Luiz. Muito obrigado! Abraços
Belo seu poema desabafo. Parabens, Luiz. Abraços
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