Ciducha
Abraça meu corpo carente,
não como quem volta,
mas como quem ainda sabe
onde minhas ausências moram.
Há lugares em mim
que continuam chamando por ti,
mesmo quando minha boca
finge não dizer teu nome.
Não te afastes tanto...
Deixa que a saudade
se demore um pouco mais,
que percorra minha pele
como uma lembrança
que ainda não aprendeu a partir.
Meu desejo não tem pressa.
Ele apenas permanece,
quieto,
quase adormecido,
esperando que um gesto teu
o desperte.
Ilusão...?
Talvez.
Mas não me roubes esse instante
em que ainda posso imaginar
teus braços ao meu redor
e meu corpo reconhecendo
o que o tempo tentou apagar.
Não me acordes ainda.
Deixa-me acreditar
que aquilo que fomos
não terminou completamente.
E sigo...
entre lembranças
e pequenas esperanças,
procurando nos silêncios
algum vestígio de nós.
Talvez eu não procure mais por ti.
Talvez procure apenas
a mulher que eu era
quando teus olhos
me faziam acreditar
que éramos eternos.
E se isso for ilusão...
deixa-me sonhar mais um pouco.
Comentários
Em vez em quando nos iludimos. A Vida real pode ser um sonho, mas se não for...
Lindo poema encantado e amorooso.
Obrigada minha querida amiga
Beijosss
Ciducha
vivemos de realidade e de ilusão
um versar bom de se ler
conservando o amor genuino
um abraço
Obrigada Davi pelo carinho
Abraço
Maravilhoso poema, Ciducha!
Nossa.! Tocou meu coração.
Parabéns!!!
DESTACADO
Bjs
Obrigada sempre minha querida
Amei o "DESTAQUE", viu?
Beijinhoss
Gostei muito. Um poema delicado, cheio de saudade e sentimento. O final me tocou bastante. Parabéns, Ciducha!
Obrigada pelo carinho, Poeta
Meu abraço