Inverno da Alma

INVERNO DA ALMA

Manhã de inverno fria, com garoa,
desperta a flor sem luz no amanhecer;
e um triste pranto vem me envolver,
calando em dor o que a alma entoa.

Alma calada, seu sonho não doa.
Seu doce sonho não pode morrer,
embora veja o tempo o desfazer
em terna paz que o coração coroa.

Mesmo dorida, a alma não inflama,
aguenta o frio, da dor não reclama,
das águas que o céu leve derrama.

A flor sem claridade é regada desde o nascer do dia, na alvorada,
enquanto o inverno envolve a rama.

Márcia Aparecida Mancebo
06/26

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Comentários

  • Muito lindo seu poema, Márcia. Parabens

  • Márcia

    um versar que sobrevive ao inverno pois sabe que logo o sol sairá

    um abraço

  • Muito especial sua belíssima Poesia amiga Poetisa Marcia.. Belos versos lindas e fortes metáforas.

    Destaco o fino trecho " " A flor sem claridade é regada desde o nascer do dia, na Alvorada " e  é isso que acontece..."'Enquanto o inverno envolve a rama " é isso que acontece 

    Parabéns por belíssima Poesia de Excelência amiga Poetisa Marcia.

    Abraços fraternos 

     

     

     

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