NÃO RIAS DO POETA

NÃO RIAS DO POETA

 

 

Não rias do poeta, não é louco!

Apenas não verás o que pretende...

É pássaro que voa... E tão-pouco,

O prendas, porque em voos se transcende.

 

 

Acenas com riquezas... faz-se mouco!

Apenas uma quer e não se vende:

Um Mundo onde se viva sem sufoco

Contrário ao que há, que não entende...

 

 

Não te apiedes muito com seu pranto;

De amor quer sempre mais, um outro tanto

E deixa o coração aí disperso...

 

 

Poeta, para ti, sei, é esquisito!

Tu vê-lo a caminhar no Infinito

Enquanto abarca o Mundo num só verso.

 

 

Joaquim Sustelo

(em ENQUANTO A BRISA SOPRA)

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