O Espelho da Alma
(Este poema é um convite à reflexão. Ele expõe, com imagens fortes e contrastes marcantes, a indiferença de quem vive na vaidade e ignora a dor alheia. “O Espelho da Alma” não mostra apenas o mundo externo, mas revela o interior humano — suas ilusões, sua cegueira e sua falta de compaixão. É uma crítica, posso afirmar, social e filosófica, que nos chama a olhar para além das flores e castelos encantados, enxergando também os abismos e silêncios que cercam os esquecidos.)
Poema
Quem tem a mente pobre vive bem,
Não olha pra miséria ao derredor;
Só a vaidade é o que convém,
Somente vê no outro o que há de pior.
Se acha uma deusa com bom coração,
Não sonha: tem um castelo encantado.
Oferta a quem precisa o duro pão,
Não sabe o que é viver sendo ignorado.
Vive qual marionete no mundo,
Pensamento vazio, sem ter dó
De quem, num silêncio tão profundo,
Chora, vagando nas ruas tão só.
Enquanto sua vida lhe dá flores,
Ramalhete tão belo, perfumado,
Ignora o frio que traz as dores
A quem dorme na rua, sem telhado.
Márcia Aparecida Mancebo
20/11/25
Comentários
Márcia
infelizmente sempre existiu e ainda existem pessoas assim
um versar reflexivo
um abraço
Obrigada Davi. Um abraço
Sim Márcia...ele nos coloca como algozez ( pelo menos eu me coloco) ...bom...pra gente parar e relembrar quem somos de verdade, quem sou de verdade, meu comportamento, meus julgamentos, minha indiferença...obrigado de coração Márcia...Parabéns, excelente. Deus a abençoe
Obrigada, Carlos. Um abraço
Que lindeza Márcia!!
Beijoss
Obrigada, Ciducha. Bjs
Sudações Márcia e realmente baita reflexão. Abraço
Obrigada,Luiz. Um abraço
Reflexão sempre oportuna no cotidiano tão cheio de supercialidade e futileza. Saudações, Márcia.
Obrigada, Lilian.Bjs