O LUAR VETUSTO LHE COBRIU DE SEDAS

O luar vetusto lhe cobriu de sedas,

Errante caminheiro, alma em prantos,

Perdido viverás nessas veredas,

Tu que procura a paz em outros cantos.

 

Em outros campos d'augurais recantos,

Foste contigo nessas horas tredas,

Dos altares, a solidão dos santos,

Sem as faces angelicais e ledas.

 

Na selva escura dos pesares maus,

Nos tece uma mortalha o sofrimento 

Cantarolando os pávidos solaus...

 

Nesses trilhos ínvios que se perdeste,

Lhe cobrirá no retumbar do vento 

A mesma seda alva que o luar teceste.

 

Thiago Rodrigues 

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Comentários

  • Thiago parabéns pelo belo soneto, um abraço — ©JoaoCarreiraPoeta.

    • Obrigado, nobre poeta! Um abraço!

  • Que soneto lindo, Thiago! Li e reli. Adorei! Parabéns. Um forte abraço 

     

    DESTACADO 

    • Obrigado pelas palavras, Márcia! Um abraço!

  • Uauuuuuuu, que lindo Thiago!

    Aplaudo!

    • Obrigado, nobre poetisa! Um abraço!

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