Onde o Amor Mora
Teu retrato amanhece sem idade,
enquanto meu olhar envelhece devagar;
há despedidas que recusam terminar.
Teu perfume desertou nossas roupas,
mas alguma essência ficou em mim:
o amor possui raízes depois do fim.
O travesseiro conserva um lado intacto,
como território que ninguém ousa habitar;
certas saudades também sabem demarcar.
Na varanda, contemplo um céu indiferente,
e compreendo esta filosofia cruel:
o infinito permanece quando perdemos nosso céu.
Meu espelho já não pergunta por teu rosto,
apenas devolve quem aprendeu a sobreviver;
amar também é perder sem deixar de pertencer.
No jardim, uma flor rompeu a madrugada:
talvez a memória seja o amor noutra existência,
pois quem parte deixa eternidade na ausência.
Fim
A Domingos
16 de novembro de 2025
Comentários
Uauuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu, que lindeza de versos!
Aplausos e meu abraço
Saudações das Sagas! Amigo Antônio bem interessante! Filosofando no cotidiano ou nos mistérios. Amigo também treinando e pescando o surreal. Parabéns! Abraços
Belos versos,!Parabéns, Antônio!!!! Abraços
Antonio
pois quem parte deixa eternidade na ausencia
um fator cruel mas real
o amor é imortal
um sentimento universal
o retrato amahece sem idade embora nós envelhecemos
um versar com uma variavel poética profunda
solidificando uma plataforma indestrutivel
um abraço
Quanta emoção nas linhas. Enternecedor. Parabens, caro amigo. Abraços carinhosos
Uauuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu, que lindeza meu amigo e poeta Antonio!
Aplausos ! De pé!!
Abraços
Uma poesia muito sensível, com imagens bonitas de ausência e permanência. Gostei especialmente de “certas saudades também sabem demarcar” e do fechamento, que traz uma reflexão delicada sobre a memória e o amor. Parabéns, Antonio!
Muito obrigado por sua atenciosa leitura e apoio ao nosso trabalho poético.
Um Poema reflexivo em versos com muitas Metáforas onde se tenta encontrar o Amor na diversidade dos versos e semânticas
Obrigado por destacar um verso, muito importante para a gente que escreve.
Abraços fraternos e gratidão