Opaco Camaleão e o Baile de Alforria

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Opaco Camaleão e o Baile da Alforria- Fábula 

No esplendor do Castelo de Alforria, sob os lustres de cristal e os espelhos dourados, ecoava a grandiosa Sinfonia nº 9 de Strauss. O salão nobre vibrava em seda, perfumes e passos calculados. Nobres de nomes curiosos como Lorde Vesperon, a dama Calíndria e o barão Estelvarte giravam pelo piso reluzente.

Entre todos, porém, destacava-se um ser nada comum: Opaco Camaleão. Pequeno no tamanho, gigante na astúcia. De olhos atentos e humor refinado, mudava de cor conforme o ambiente e conforme as emoções alheias. Usava um pequeno colete bordado e carregava consigo uma colher de prata, dizia ele que era instrumento de magia culinária e sentimental.

No alto da escadaria estava eu, o poeta e príncipe Aureoel, observando o baile com certa distância melancólica. Foi então que meus olhos encontraram os dela - a princesa Lunaris, cujo nome parecia ter sido soprado pela própria lua. Seu vestido prateado dançava antes mesmo que seus pés tocassem no chão.

Opaco, percebendo o silêncio que gritava entre dois olhares, aproximou-se sorrateiro.

Alteza Aureoel ….sussurrou ele, já assumindo um tom rosado de cumplicidade , 

a vida é breve demais para dançar sozinho.

Num movimento quase teatral, escorregou pelo corrimão, atravessou o salão e, com uma leve distração criada ao barão Estelvarte (que tropeçou no próprio orgulho), aproximou-me de Lunaris.

Uma dança? perguntei, com a coragem que só nasce quando o coração decide.

Ela aceitou.

E ali, sob a sinfonia vibrante, nossos passos se encontraram. A música parecia nos obedecer. O salão desapareceu. Restaram apenas dois corações e um camaleão satisfeito, agora em tom dourado.

O namoro floresceu com naturalidade. Conversas à luz das varandas, risos partilhados, promessas suaves como pétalas.

Após o casamento, viajamos para o Condado de Passageiro, até a clareira chamada Felicidade. Ali havia uma pequena casa de madeira cercada por árvores altas e um riacho que cantava melodias próprias.

Opaco foi conosco.

Um amor precisa de três ingredientes, dizia ele enquanto preparava o jantar tempero, paciência e riso.

Na casinha da clareira, ele tornou-se cozinheiro oficial do casal. Criava pratos com nomes inventados: “Sopa Serenívia”, “Pão de Esperançor” e “Doce Eternilume”. Ríamos muito de suas invenções e mais ainda de suas histórias.

Certa noite, à luz das estrelas, perguntei-lhe:

Opaco, por que faz tudo isso por nós?

Ele piscou lentamente, assumindo um tom azul tranquilo.

Porque unir destinos é minha arte. E cozinhar para o amor é meu prazer.

Assim vivemos, entre o perfume da mata e o calor da lareira. Lunaris e eu aprendemos que o amor não é apenas o encontro no salão, mas a construção diária na clareira da vida.

E Opaco Camaleão, cupido discreto e chef improvisado, permaneceu conosco, lembrando-nos sempre que a felicidade muda de cor, mas nunca perde o brilho.

Fim

A Domingos 

01/02/26

 

Personagens: Criados por Antonio Domingos.

Fábula escrita por Antonio Domingos 

Castelo de Alforria 

 

Condado de Passageiro…Um Condado de muita beleza natural…lugar turístico…Reserva Natural.

Lorde Vesperon.

Dama Calįndria 

Barão Estelvarte.

Opaco Camaleão…sempre um protagonista .

Um personagem imaginário que somente aparece para o Príncipe Aureoel e a Princesa Lunares…um personagem como um mago de muita magia .. Cozinheiro nato .

Príncipe Aureorel 

Princesa Lanuris 

Estereótipo de Opaco Camaleão desenvolvido por Antonio Domingos e Imagem realizada por IA 

 

 

 

 

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Comentários

  • Bonito conto cheio de romantismo e fantasia que cativam o leitor. Parabens

    • Agradeço muito seu valioso comentário amiga Poetisa Lilian.

      Abraços fraternos sempre 

  • Gestores

    Enquietante e gracioso conto. Nota 1000.

    • Gratidão por sensível comentário amiga Margarida.

      Uma honra para mim.

      Abraços fraternos sempre 

  • Saudações das Sagas! Amigo Antônio muito  interessante ti também criar seus personagens. Depois vou reler com mais calma. Você destacou a paciência no amor! Aqui o poeta abrangente também deixa sua essência do amor, da paciência. Opaco parece que suavisa.  O amor rolar naturalmente deve ser bem interessante!  Na verdade comigo faltou dessa fluidez naturalmente enfim. Parabéns pela descontração! Bob-Glo também manda abraços

    • Muito agradecido amigo Poeta Luiz Anthony por valoroso comentário.

      Obrigado também ao nosso Bob-Glo..

      Em breve quem sabe eu tenha a inspiração para escrever nova Fábula...Os personagens já foram criados, dos Castelos Medievais.

      Abraços fraternos prezado Poeta Luiz Anthony 

  • Antonio

    um camaleão cozinheiro

    um camaleão cupido

    enfim eram amigos

    e o amor triunfou mais uma vez 

    um abraço

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CPP