A velha quaresmeira florescera,
Em frente do postigo à luz de vela,
Um buquê de flores roxas tecera
A quem lhe contemplara da janela.
À sombra desta árvore emudecera,
A minh'alma vetusta e singela,
Melodia do amor aparecera,
Do amor, a melodia, é tão bela.
Meus sonhos iam pelo céu esparsos,
Seguindo os rastros de luares garços,
De luas de cortejos merencórios...
E lá ficaste na alva derradeira,
Em névoas, a velha quaresmeira,
Florindo em caminhos ilusórios...
Thiago Rodrigues
Comentários
Thiago
um versar muito bonito
um abraço
Obrigado, nobre poeta! Um abraço!
Adoro ler teus belos sonetos, Thiago!
Parabéns.
DESTACADO
Um abraço
Obrigado, nobre poetisa Márcia! Um abraço e um bom dia!