REAL ITA

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Digo que eu era feliz sim, e sabia!
Sempre que se aproximava o fim do ano
As bolsas pesadas de tanto pano
Pra mais uma viagem que eu faria!
Sim, eu sabia... e ia com toda a família!
Rever ou conhecer uma outra parte
Distantes, mas 'próximos' já no embarque
E em meu coração que não via milha!

Sim, eu tenho saudade dessas terras...!
Seus rios, córregos e cachoeiras
Da infância querida e tardes fagueiras!
Laranjais, Bananeira, morro e serras!
De seus causos até os de lobisomem!
De quando chovia e o barro grudava...
O ribeirão enchia, seu céu estrelava!
E um angu que inté cariocas comem!

Fogão à lenha, lamparinas e pilhas...
A simplicidade do homem do campo
Num chão batido, asfalto, todo canto!
Valia o custo a união das famílias!
Nossa pequenina Natividade
Tão longe daqui e quase nas Gerais!
Que também tem palmeiras, sabiás...
E que sempre revisito em saudade!

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Comentários

  • Gostei demais! Parabéns, Gustavo. Abraços 

    • Ó linda Márcia... muito obrigado, querida! Tenha aí um bom dia e ótima semana e volte sempre, minha irmã em letras!

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