Sangria

 

 

Ao gerar lemas, temas,
poemas,
minha alma canta
e se encanta
com a ternura dispersa
em meu ser,
é um sempre
renascer!

Atmosfera de aleias,
mirra e incenso
mesclam-se às ideias
nascedouras
do que penso.

Sinto a letra
sutil
que me adorna
e me contorna
a tornar-me
útil.

O verso me unifica
ensolara meu universo
apascenta e pacifica
o sonho controverso.

Sou poesia...
- entoar de pássaros
canoros ao raiar do dia;
flautins ritmados
a embalar meus sonhos,
embornal de sabores
liquefeitos
a deliciar meus amores
e tanger momentos
inoportunos e enfadonhos.

Eu me completo
- e isto me contagia!-,
com o verbo seleto
que do peito
faz sangria.

 

 

Rui Paiva

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