SE UMA DAMA ME ENCONTRAR…

 

 

 

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SE UMA DAMA ME ENCONTRAR…

 

No véu da solidão, fiz moradia,
e nela eu mergulhei, de corpo e mente;
a dor, que me abraçava dia a dia,
era meu lar, meu chão, meu continente!


Então eu descobri que a poesia
podia encher de luz o meu poente;
mas, c! o tempo, eu vi que era utopia,
pois já me acostumara a ser descrente!


Às vezes, a esperança inda reclama,
mas sombras sempre impedem que eu responda,
e varo, então, a noite malfadada!


E, se alguém me encontrar - alguma dama -,
que seu amor me abrace em forma branda,
e minha treva exploda em madrugada!

                                                                                                             Nelson de Medeiros

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Nelson de Medeiros

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Comentários

  • O poeta nunca está só, pois tem um séquito de seguidoras e sonhadoras  a ler teus poemas e com este amor, sonhar. Bravissimo. Boa semana.🌹

  • Salve, Nersão! Astro dos sonetos, aliás, eu já estava sentindo falta dos seus encantadores versos sonetistas, dir-se-ia que vejo estrelas nas entrelinhas, portanto, parabéns meu camarada das caminhadas poéticas, um forte abraço! © #JoaoCarreiraPoeta.

    • Ave, Mestre Jão! O bardo te saúda, te deseja um domingo prenhe de inspiração, e te reconhece como um dos maiores desta Casa. 1 ab

  • Meus parabéns, caro Nelson, pelo seu excelente soneto!

    Um forte abraço!

    • Bpm dia, poeta Juan! O bardo te agradece e te reconheche como um grande poeta. 1 ab

  • Nelson

    se uma dama te econtrar ficara sabendo que vocè é um poeta

    dos tempos conservadores de amar

    um abraço

    • Ave, meu amigo Davi. Teu incentivo é sempre benéfico. Obrigado. 1 ab

  • Maravilhoso, soneto!  

    DESTACADO 

    Um abraço 

    Trouxe-me inspiração 

    Devaneio em Chamas 

     
    Na doce esperança, fiz o meu lar,  
    e nele me abriguei com luz ardente.  
    A fé, que me acolheu, fez-me sonhar,  
    senti brotar clarão resplandecente.
     
    Então eu descobri o que é amar,  
    e que só o amor me leva em frente.  
    Da vida, pude enfim desabafar,  
    segui sem medo, livre e confidente.
     
    Meu caminhar tornou-se doce espera;  
    e meu ser se ilumina por inteiro.  
    E nas noites, não sou mais abandonada.
     
    Minha alma, ao suspirar, não desespera.  
    Pois sinto se acercar um cavalheiro,  
    em devaneio, varo a madrugada.
     
    Márcia Aparecida Mancebo 
    06/09/25
    • Ave, doce poetisa Márica! Que agradecimento maior do que o teu soneto/resposta, que ficou espetacular. 1 ab

  • Que soneto maravilhoso. Ave poeta!
    Muito bom. Parabéns.

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