Talvez seja fuga, ou apenas um sussurro


Dar à luz a uma poesia é estremecer a alma,
Percebo que não nasci para ser poeta;
Em noites solitárias, a poesia se revela,
Um abandono, um amor esquecido,
Um dia de chuva ou um sorriso que acalma.

Temo atropelar as vírgulas dos sentimentos,
Mas o que importa, senão a essência?
Choro pelos dedos ao escrever,
O coração palpita ao recordar os motivos,
E cada palavra é um eco profundo,
A poesia que inebria, que nos envolve em sua dança.

É um grito silenciado, um suspiro contido,  
Um reflexo das dores e alegrias que carregamos,
Na simplicidade de um verso, encontramos abrigo,
E assim, mesmo sem querer, nos tornamos poetas,
Tece-se a vida em rimas e ritmos,
E na fragilidade das palavras, somos eternos.

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Rocha (Isa)

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Comentários

  • Uauuuuuuuuuuuuuuuuuu,que lindeza Isa!

    Meus aplausos e meu abraço

    • Olá querida Poetisa,  

      Gratidão por te-la aqui!

  • Rocha

    seu versar é maravilhoso

    um abraço

    • obrigada Poeta, pela gentileza !

  • Aplausos e flores carissima. Bjs

    • Agradescendo de todo meu coração

      Aceitanto as flores com certeza!

  • Hummm Isa quantas metáforas, que ambrosia...

    Que tessitura sublime, linda e deliciosa!

    Teu poema, gorjeia como um rouxinol em interlúdio crepuscular,

    burilando emoções com verve delicada e diáfana.

    Senti que a oitiva do coração revela um pathos pungente,

    onde cada verso é abrigo e facécia da alma.

    Há um burilando constante entre o silêncio e o grito,

    entre o amor esquecido e o sorriso que acalma.

    Na fragilidade das palavras, eterniza-se o sentir de uma pulquérrima alcatifa poética,

    sim, uma verdadeira tapeçaria.

    Acabo de ler uma poesia que dança, que pulsa,

    que me transforma em cúmplice da beleza que transcende.

    "Você é fonte da mais pura poesia, fluindo como água em sua nascente".

    Simplesmente lindo! Um carinhoso abraço! 

    © #JoaoCarreiraPoeta.

    • Receber uma poesia de presente, é pura inspiração

      fluindo continuamente sem moderação.

      Muito obrigada querido poeta!

  • Choro pelos dedos ao escrever,
    O coração palpita ao recordar os motivos,
    E cada palavra é um eco profundo,
    A poesia que inebria, que nos envolve em sua dança.

    É um grito silenciado, um suspiro contido,
    Um reflexo das dores e alegrias que carregamos,
    Na simplicidade de um verso, encontramos abrigo,
    E assim, mesmo sem querer, nos tornamos poetas,

    Destacado- Quão profundo e reflexivo este baita poema.

     

    • Quanta gentileza com minhas letras, gratidão por tanto!

       

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