Terra sangrenta

Bradas com veemência das profundezas do tempo
Soltas um fogaréu imenso espumando raivoso em tons e matizes
coloridas de esplendor consumindo com brevidade as longas horas
silenciosas respirando e revelando cada depuração saindo
das tuas entranhas em constante reverberação

Eis-me flertando o teu ígneo lamento. Eis-me falsificando o tempo
só pra te ter recôndita em mim…em labaredas,derretendo toda pelos
aposentos das nossas paixões
Eis-me conivente com tuas luminescentes e diligentes erupções
lavando a lava da vida que brota incandescente

Na plenitude da manhã dissecamos a madrugada enevoada
com tão óbvias cordialidades transformando o flamejante
núcleo do teu ser em pilares mestres de amabilidades
revigorando a Terra com amores e afinidades quase beligerantes

Consumaremos as palavras invisíveis em ecos penitentes
de fé ribombando indivisíveis
Satisfaremos nossa existência meditando na solidão desta Terra
que desventrada... tão esgotada…tristemente fumega inexcrutável
pacifica, imutável ...e ainda assim inconquistável

Num rabisco simples e quase devorador sei como esculpir-te
pelos meridianos afáveis, deixando cada hemisfério na penumbra
de um raio de sol arisco iluminando esta noite insólita
e esquiva confinada às prateleiras do tempo onde lambendo cada
desejo mais intrusivo galgo-te volátil flambando ostensivo

Frederico de Castro

 

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Respostas

  • Congratulações pela composição e continue cursando essa autoestrada que se chama literatura.

    • Sempre grato com sua visita e comentário Sam

      Bem hajas

      FC

    • Zeca poeta e amigo, grato pela

      sua gentil mensagem

      Abraço fraterno

      FC

  • Lindíssimo poema! Expressou muito bem a imagem! Bjs.

  • O espetáculo do poema é tão lindo quanto o espetáculo da imagem. Aplausosssssssssssssss! Bjs

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