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KLEBER, UM OBSERVADOR DO MUNDO

 

 

 

 

Não sou o centro. Nunca fui. Sou o que sobra quando todos ocupam seus lugares.

Aprendi cedo a arte de não incomodar: ficar pequeno nos cantos, ouvir antes de ser ouvido, guardar na gaveta do peito as perguntas que ferem.

Taquara é onde estou agora.

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CANÇÕES DO ANOITECER

E novamente a tarde se contrista,

Como dois olhos vagos e dolentes,

Que vão em busca d'um lago e frementes 

As refulgências da noite ametista.

 

E mortuárias brumas doutros poentes,

Uma lembrança sequer não se avista,

Alma de flores alma que é benquista,

And

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A Melodia do tempo

O sol esmaecido, sem cor.
A brisa mansa e silenciosa
O choro da criança, enche a casa
Os pensamentos voam ao longe.

A vida segue a sua rotina.
Com trabalho e contentamento
O poema é que muda de tema.
Alegre ou triste, como se apresenta.

A vida é uma ci

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ONIPRESENTE

ONIPRESENTE 

 

Ó meu verde... Turbulento mar...

Eu sei que tu és incontinente

Que faz canção de embalar

Os ouvidos... O coração da gente...

 

Nada tenho do que me queixar...

Mas quisera ser onisciente

Para saber te desvendar

Apagar dúvidas do inconsciente...

 

A

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A TAMANHA BELEZA

31111034686?profile=RESIZE_710xA TAMANHA BELEZA

 

Tenho eu uma plena certeza...

Que nasci desprovido dela

Essa tal da tamanha beleza

Para ser vista na passarela...

 

Que a alguns dá confiança...

Abrindo as diversas portas

Estar em evidência cansa?

Não suja a cara com tortas...

 

Exteriorizar

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Quanto?

Quanto, a saudades dos teus lábios
marcam a tristeza em minha face?
Trazem ás minhas noites a dor
da solidão.

—Em ti eu disse sim a vida
e agora que a perdi
só há o não!

alexandre

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Triste

31110948659?profile=RESIZE_400x                                  T   riste foi o dia que você foi embora

                                      R   azão onde desmaiou meu coração

                                          I   nconsolavel fiquei

                                         

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Apresentação em holograma

31110939463?profile=RESIZE_400xSou arqueologo, minha expedição esta firme nas escavações

Descobrimos restos mortais de um animal que usamos para fantasias

Uns creem que existiram e outros não

Mas tai o resultado da nossa escavação

 

Cuidadosamente montamos todo o esqueleto intactos

Noss

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Coração

CORAÇÃO

O coração é a casa onde o sangue escreve memórias em código, sem pedir permissão. Bombeia o invisível: o que se sente antes de ter nome, antes da razão.

Às vezes é câmara escura  guarda revelações que a luz não alcança. Outras, é farol numa cos

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O SILÊNCIO DAS COISAS QUE NÃO TEM NOME

 

O SILÊNCIO DAS COISAS QUE NÃO TEM NOME

Eu tenho objetos
que não uso
mas não jogo fora
não porque tenho dó
porque eles têm
algo
que eu não sei
o nome

O silêncio das coisas que não têm nome
é mais alto
que o meu
é mais antigo
que o meu
é mais
que o meu

Eu guardo
uma p

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Sonho e recomeço

No meio da cena

No meio da juventude

Burburinho, Chiclete na boca, Riso na boca

Novamente o mundo em reconstrução

Poesia retratando a experiência

Palavra forte Revitalizando antigas formas

Tudo se transforma

Todos se querem bem

Sonho e recomeço

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Laboratório de Poesias

 

nesta mesa de fórmica rachada misturo o que não deveria. sal com açúcar. raiva com ternura. o ontem que não passou com o amanhã que não chega.

uso a colher de chá como bisturi. abro a pele das palavras para ver o que sangra. às vezes é vermelho. às v

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EXPLOSÃO GALÁTICA

 

 

a casa do silêncio arde sem chama 
cada átomo meu grita o nome que nunca disse.
tu me procuras no mapa das constelações que já morreram:
a luz que toca tua face viajou milhões de anos
para não encontrar ninguém.

o que explode em mim não é estrela 
é o es

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MARÉ DE MARÇO

MARÉ DE MARÇO

 

O mar que de tão belo é infinito...

De lua em lua, marca o compasso

E à casa beira com tanto agito

Na imensa maré de março...

 

Em mar aberto, não ouve-se grito...

O mar fechado, um recôncavo traço

Às vezes, deixa-me de coração aflito

Se à vara

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Consumido

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Foi se consumindo aos poucos e devagarinho
Rendeu -se a acidez do tempo e ficou murcho
O que era belo, alvissareiro e revestido de cor
Ficou vago, enrustido e estranhamente destoou
 
 
Acabou sendo consumido pelos excessos e delírios
Causando a quem avidam
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RABISCOS DO ENTARDECER

 

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Teus raios vermelhos-poesia
Rabiscos de emoção
Onde o poeta se entrega
No entardecer de plena sintonia.

O Sol se despede com beijos
Deixando a Lua enciumada
No doce encanto da noite
Em mistérios e desejos.

Raios de Sol se despede
Nas nuvens vai flu

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O TEMPO PARA MIM É CURTO

O TEMPO PARA MIM É CURTO

 

O tempo para mim é curto...

E não há o que possa fazer

Sem desespero ou surto

Eu vou vivendo por viver...

 

Deixo o tempo ir passando...

Deixo a vida, o rumo seguir

O que agrega vou somando

E deixo minha essência fluir...

 

Em meus dia

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CPP