Quero estar numa casa
Bem perto da roça
(Não precisa ser palhoça)...
Não terá forro, mas um telhado,
Que seja abrigo ao cair da chuva.
Não terá goteiras,
Mas se algumas tiver -
Melhor ainda -
A que, no piso batido,
As acolha uma bacia.
Ah, no fogão à lenha aceso,
Ao crepitar das brasas,
Há de fumegar uma chaleira
Para o roceiro café abençoado.
Lá fora, ao entardecer,
As galinhas irão ao poleiro
E o sol se fará amarelo e carmim.
E, quando anoitecer,
Depois de rezar a Ave-Maria,
Pelas frestas da janela
Assistirei, enlevado, o bailar dos vagalumes,
A sonhar em aconchegante colchão de palha.
Enquanto isso, lá fora, ao cair do sereno,
O galo há de estar cantando no poleiro.
Comentários
Saudações Poéticas. Abraços
Muito grato, Lílian.
Pedro
um versar lindo e acochegante
voce deu uma sumida
um abraço
Muito grato, Davi. Ando mesmo um tanto sumido, tentando colocar as idéias em ordem, nesse mundo conturbado.
Mas aos poucos vou me acertando. Gtrande abraço!
Pedro Avelar, lindo seu poema. Escrevi um parecido; amo o ar do interior, os cantos das cigarras, os zumbidos das cigarras, na verdade tudo na roça me encanta. Só sei que não vou ter essa chance, só eu gosto desse clima do sertão. Boa noite e bom descanso 🙏 🌹
Que bom, Luly. Me encanta a vida rural e também tenho dúvida se nalgum dia poderei curtir os cantos e zumbidos das cigarras e o bailar dos vagalumes, que a cada dia, com a luminosidade da cidade chegando aos campos, vão rareando. Muto obrigado pelo teu gentil comentário e elogio.
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Belo poema! Adorei! Parabéns!
Muito grato, Editt.