Quero estar numa casa
Bem perto da roça
(Não precisa ser palhoça)...
Não terá forro, mas um telhado,
Que seja abrigo ao cair da chuva.
Não terá goteiras,
Mas se algumas tiver -
Melhor ainda -
A que, no piso batido,
As acolha uma bacia.
Ah, no fogão à lenha aceso,
Ao crepitar das brasas,
Há de fumegar uma chaleira
Para o roceiro café abençoado.
Lá fora, ao entardecer,
As galinhas irão ao poleiro
E o sol se fará amarelo e carmim.
E, quando anoitecer,
Depois de rezar a Ave-Maria,
Pelas frestas da janela
Assistirei, enlevado, o bailar dos vagalumes,
A sonhar em aconchegante colchão de palha.
Enquanto isso, lá fora, ao cair do sereno,
O galo há de estar cantando no poleiro.
Comentários
Belo poema! Adorei! Parabéns!
Muito grato, Editt.