ILUSÃO DO MUNDO
Por tudo aqui há sombra passageira,
E o amor é doce ilusão que a alma sente;
A vida é um teatro inconsequente,
onde o poeta é, só, a trupe inteira.
O aplauso que ele escuta é aparente:
Desdém da multidão que é galhofeira;
ILUSÃO DO MUNDO
Por tudo aqui há sombra passageira,
E o amor é doce ilusão que a alma sente;
A vida é um teatro inconsequente,
onde o poeta é, só, a trupe inteira.
O aplauso que ele escuta é aparente:
Desdém da multidão que é galhofeira;
Eu costumava estar apaixonado apaixonado
Pela simples e sedutora sensação de o estar
E funcionava assim como um sonho encantado
Um vício uma droga que eu precisava cultivar
Canções e cartas doces rosas e flores do campo
A química que faz do coração um vel
Estranha a sensação que tenho agora
Presto atenção tudo se foi bem veloz
Mas fecho os olhos e viajo tempo afora
A mesma canção emoção a mesma voz
Ainda lembro como chorar...
Se o rosto frio traz as marcas inevitáveis
O coração ainda guarda cada pedaço de v
Alma sedenta de sorrisos...
Ela quer a paz que vem do paraíso.
A bandeira branca tremulando.
Alma sedenta de amor, restaurador!
Alma que quer descobrir o mundo
Voar pelo céu, desbravar o infinito
Uma missão, luminosa e divina.
Aspira uma vida de paz sem
O sangue no tapete
Em passos de jabuti,
Venho chegando,
Sem desviar os olhos de ti
Que me observa da janela.
Não bato na porta,
Vou entrando,
E me sento ali mesmo,
No chão.
Agora na poltrona,
Feito barão,
Ainda me observando,
Você não diz nada.
Solto o meu presen
BOLHAS DE SABÃO
No sono turvo de nossa existência,
Erguemos frágeis sonhos sobre o chão;
A mente os guardam em dúbia sedução,
Qual névoa a dourar a consciência.
Mas vem o tempo, austero, sem clemência,
E rasga o véu da nossa construção.
A alma se
NADA MAIS...
No templo azul das ilusões mortais,
Guardei teu nome em caixa de presente;
Eras meu sonho, casto e paciente,
Bem longe do rumor dos vendavais.
Calei no peito os ímpetos e os ais
Do meu afeto, tímido e fervente;
Amei-te assim, secre
O pôr do Sol avermelhado
Quando anoitece no sertão
Chega ao fim do dia
Um momento abençoado.
.
Olhar acima da serra
O voo dos passarinhos
Voltando para o agasalho
Logo a noite lhes espera.
.
Todos fazendo barulho
Grita alto o sabiá
Todo cheio de orgul
25/06/2026
📝 Versão para Postagem (Revisada)
Aveludado
De imediato, não se chega ao aveludado;
Verso que vai do mofo ao caprichado.
Penso no cemitério: um acervo de raros livros
Em seu último pouso.
Prefiro os guerreiros de pe
Cada um lança as sementes
E cria o seu jardim, na vida
Com trabalho, ações e palavras
O universo está atento aos desejos.
Depois que planta, espera florescer
E finalmente darão os frutos...
A esperança é de boa colheita.
Por isso lancemos em terra fér
A tarde chega de mansinho
A saudade das tardes outonais
A correria da criançada, de tardinha.
Tempo bom que não volta mais!
Quando a turma voltava da escola
Era uma zoada de gargalhadas e brincadeiras
Sem nenhuma preocupação
Catar coquinho no caminho,
Entre alvas seguiste a lua nova,
Essa sombra de suaves redolências,
Já vagastes por sobre uma cova,
Envolta pelo véu dessas dolências.
E a névoa por sobre a tua alcova,
Tem as mágoas de pálidas fulgências,
Como o vento que entoas uma trova
Nos caminhos de
Fim de Estação...
Fim do verão com céu acinzentado,
é o outono com o vento a cantar;
fechando um ciclo com sopro afinado,
um simples aviso a comunicar.
Prenúncio que a nova estação virá
para renovar toda a natureza,
demonstrando que com força estará
com a
Nas ruas, os sons emergem do nada,
como em todos os caminhos do mundo;
estalando surdos, passos nas calçadas,
frágeis almas esperando a madrugada.
Sirenes — cinzas mortas — soam em vão,
caem do espaço como pétalas de flores;
talvez seja a morte levada em u
Memória de Vera
Na infância havia um sol manso e verdadeiro,
Que em teus olhos, ó Vera, amanhecia;
Era breve o mundo, simples o roteiro,
E a vida parecia eterna naquele dia.
Mas veio o tempo, sóbrio conselheiro,
Que tudo pesa e tudo silencia;
Levou-te co
MENINA POETA:
Se a voz da brisa é doce e peregrina,
A tua excede em graça e harmonia;
E, quando a sinto, ao longe, em melodia,
No peito meu a paz chega e reclina!
Jamais ouvi um timbre igual, menina,
Nem que poder é este que arrepia;
Só sei que em mim
FADO
Quando escolhi viver por teu encanto,
Até pensei que fosse desatino;
Eu pressenti o preço do destino,
Mas me entreguei ao risco, no entanto.
Qualquer encontro pode ser quebranto,
Ou de olhar mais puro e peregrino;
Se a sombra da desdita é vaticí
FADO
Quando escolhi viver por teu encanto,
Até pensei que fosse desatino;
Eu pressenti o preço do destino,
Mas me entreguei ao risco, no entanto.
Qualquer encontro pode ser quebranto,
Ou de olhar mais puro e peregrino;
Se a sombra da desd