BOLHAS DE SABÃO
No sono turvo de nossa existência,
Erguemos frágeis sonhos sobre o chão;
A mente os guardam em dúbia sedução,
Qual névoa a dourar a consciência.
Mas vem o tempo, austero, sem clemência,
E rasga o véu da nossa construção.
A alma se mostra em súbita visão,
E a vida ri da nossa incoerência.
Assim se elevam estas tolas escolhas,
Que o egoísmo traz, em breves instantes,
Antes da fantasia desabar!
Na vida, as ilusões são como bolhas
De sabão, que sobem flutuantes,
Mas se desfazem ao encontro do ar!
Nelson de Medeiros
15/03/2026
Comentários
Nelson achei profundo, diferenciado, criativo e bem interessante. Abraços
Tudo é fugaz, Nelson. Viva e poetize mais. Saudações Poeticas. Meu carinho
Parabéns poeta Nelson, pelo belo soneto! Adorei!
Mais um soneto maravilhoso..... parabéns! O fecho eu simplesmente adorei. Um abraço
Belíssima Poesia, Soneto, vocabulário expressivo, Sim, Poeta , o tempo é austero e passa na gente sem clemência..Eu costumo dizer que o tempo é cruel e cada vez mais temos a sensação que o tempo está passando muito depressa!!!
Ao seguir no caminho decisões aparentes certas não são mais que incoerências..... A gente as vezes não tem como sentir arrependimentos... Existência trás sabores e dissabores e Ilusões que sonhamos mas que como bolhas de sabão se desfazem ao encontro do ar...
O egoísmo produz tolas escolhas e são fantasias logo a desabar.
Repetitivo mas digo quantas belas Metáforas...
Parabéns nobre Poeta Nelson Medeiros.
Meu celular não abre as músicas
Nelson
nossa vida é passageira
enquanto der vamos fazer o bem
um versar reflexivo
um abraço