SAUDOSOS DOBRES

Aqui eu sigo ainda sob a luz dos círios,

A alva flor das horas despetalando,

Quem vem comigo tem os seus martírios,

Quem longe vejo segue caminhando...

 

O sol poente me encheste de delírios,

Flores nascendo, flores vão tombando,

E nos meus versos sempre os brancos lírios 

A minha alma tristonha engrinaldando...

 

Os mesmos lírios, de outrora, o jazigo,

Cobriram com fragrâncias olorosas,

Hoje mortos eu levo-lhes comigo...

 

Do sentimento a mesma voz vibrastes:

Cânticos e hinos e árias lacrimosas,

Os mesmos dobres que a saudade entoastes...

 

Thiago Rodrigues 

 

 

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