Posts de Elisa Salles (17)

MAS...

Das dores da vida bem sei eu... Mas também o sei dos risos brancos, francos de mar e ausência de siso! Dos tempos do fruto maduro da mangueira, das ternuras das paixões costumeiras e dos banhos de chuva; sem juízo.
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UM POEMA AO RELENTO



Sinto a dor mortal dos que morrem
Moribundos sobre um leito de dor
O venenos que meu íntimo moem
É sua indiferença, frieza, desamor...

Um gosto de derrota na boca. Padeço
Do adeus sem um afago derradeiro
Como se nunca houvera nenhum apreço
Anos afeitos num segundo costumeiro.

Por tal dói. Dói como fogo sobre a ferida
E as lágrimas são tão vãs quanto os versos
De que valem poemas, se não movem a vida?

Mesmo não movendo as rodas do tempo
Canto-os na dor que é todo o universo
Deixa-os aí, como folhas ao relento!

Elisa Salles 
Direitos autorais reservados

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ESPERANÇA

O sol nasceu Imprevisível e radiante Nem pensei que o veria hoje ... Mas cá está, quente e acariciante, mais belo do que nunca antes. E de repente um raio incidiu sobre o pé de acerola, como uma esmola à minha poesia.
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Apesar...

Ai ai, como sou infeliz...! Plantei girassóis nos meus olhos Nasci o sol em mim Tudo eu fiz. ...E depois de tamanho sacrifício De fazer de ti meu vício,
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SOB OS VENTOS DO AMOR

Contemplo o vento fresco nas roupas do varal
Eles me trazem lembranças de ti, bem querer
São memórias de uma tempo ainda real...
Quando eras toda minha alegria e meu viver!

...Que esse mesmo vento fresco em teu quintal,
venha soprar aqui; das roupas quero absorver
o perfume que me lembre a entrega, e total
de nossos corpos entregues ao prazer!

Mas então querido amor que tanto quero
Se ainda me queres com carinho e apego
Volta logo nas asas da brisa_ Eu o espero!

Sim...pois essa brisa mansa, minha atmosfera;
enche-me de saudades e tira o meu sossego!
Estou voltando querida...por favor... Espera!

Dueto: Geraldo Coelho e Elisa Salles

(Direitos autorais reservados)

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DESEJOS



Quero ser o motivo de todos os teus risos
O seu gemido mais profundo e preciso
Sua satisfação, seu grunhido, seu gozo...

Desfalecer ante o teu desejo por mim
Me prender, livre em teus braços, sufocar
nos cansaços dos teus beijos...

E quando chegarmos ao fim do teu caminho,
recomeçar, devagarinho, cantinho por cantinho...
E me encontrar, totalmente perdida em ti.

Elisa Salles 
(Direitos autorais reservados)

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ETERNIDADE



A vida do poeta é de uma estranheza sem fim
É um fingir de dramas, lágrimas, risos_ Confusão!
Ah, como a alma do poeta é intensa_ Imensa
Chora copiosamente e gargalha com loucura.

Para o versejar do poeta não há meios termos
Se dorme se esquece; há quem diga que desfalece
Se acorda, versa rimas, cânticos numa profusão
transloucada, como à dar seu último suspiro.

A vida é a musa do poeta. Toda beleza e todo pesar
Se te falta inspiração se aquieta,sem rir ou prosear...
Mas quando as palavras retornam, ah, quando voltam!
Há festa na caneta e no papel; goza o poeta em cada verso!

Mas o reino do poeta é vivenciar em júbilo o amor...
O amor incontido, louco, desmedido em cada pulsar sublime
E em seu nome ele canta, se rende, se enreda, tornando-se
seu bardo cantante_ Vulnerável e terno.

E a poesia se banqueteia
Eternidade... 

Elisa Salles 
(Direitos autorais reservados)

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UMA TARDE ASSIM...

Créditos:

Texto By Elisa Salles

Formatação By Margarida

Quero uma tarde de primavera linda que só ela
Não quero pensamentos tristonhos nesta tarde
Não quero as dores que assolam o mundo de meu Deus
Não quero as lágrimas das crianças desabrigadas
Não quero o desfortúnio dos bombardeados nas nações
Não quero o choro das mães que perderam seus filhos
Não quero o desespero dos pais que não tem como pôr pão às mesas de seus filhos
Não quero a vergonha dos que ainda se envergam ante o preconceito
Não quero...
... Hoje não quero!
Quero passarinhos à pousar no pé de seriguela
e a moça na janela à atirar beijos por quem passar por ela
... Quero uma tarde assim
Cheia da porção de gentileza que ainda há em nós
Transbordante de ternura que acaricia a cerne
e faz brotar sorrisos na boca da gente.
Enternecendo a alma de esperança.
Fazendo corar a face de alegria.
Varrendo do poema toda nostalgia
Uma tarde de primavera assim...
Calma
Leve
E profunda de filosofias simples
E se o amor não vier fazer pouso no colo,
que venham amizades brincar nos balanços da vida,
dando guarida, sarando a ferida.
Quero apenas isso
Não quero a maldade dos homens sangrentos
Apenas uma tarde cheia de poesia,
talvez seja utopia minha,
mas ainda quero uma tarde assim.

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CPP