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Fim de viagem

 

Hoje meu viver é um luto só.

Não tiro proveito dos acasos da vida

Não tenho motivo, pois serei pó.

Os dias deixam-me desmilinguida.

 

Minha jornada foi destruída

Cada dia morre um pouco de mim...

Foram-se os sonhos...expiraram sem vida.

Resta esperar do viver, o fim.

 

Olho para trás vejo fracassos

Salientam-se mais que as vitórias.

Sem esperança sigo em passos lentos,

Não almejo regozijo, nem glórias.

 

Entorpecida pela dor tamanha

Pasmo distante com uma miragem

Sobre a descolorida montanha

Acenando que chegou ao fim da viagem.

 

Márcia A Mancebo

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Feliz viagem

 

Mais do que posso aproveito amar

Tiro proveito dos acasos da vida

Há motivos para Deus louvar

Em meus dias não fico entristecida.

 

Minha jornada é encantadora

Cada dia é um reviver para mim

Acalento sonhos...sou fiel sonhadora

Eles levam-me a um lindo jardim...

 

Onde flores entrelaçam num só laço

Formando um ramalhete maravilhoso

Faz-me esquecer os fracassos

Olho para a estrada com olhos viçosos.

 

Não esmoreço pela dor...por nada...

Vejo na natureza uma miragem

Uma angelical figura venerada

Segue a meu lado nessa viagem.

 

Márcia A Mancebo

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Escada (índriso)

 

Escada 

 

Galgando os degraus dessa escada

Sonho atingir o infinito céu

A cada  avanço  me cobrirei com um véu.

 

Escolherei  cores fortes... vibrantes

Ao chegar ao topo radiante estarei

Majestosa estrela tremeluzente.

 

Deslumbrarei com a beleza que extasia

 

 À terra lançarei versos e poesias.

Márcia A Mancebo

 

 

 

 

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Magnânima   

 

Magnânima   

 

Magnânima lua na noite a enfeitar

Apascenta meu coração tristonho

A desilusão o fez perder o sonho.

 

De lágrimas tem sido meu viver

Te espreito lamentando o sofrer

Sozinha não sei mais caminhar.

 

Lua, te namoro por toda madrugada

 

Só em ti encontro luz pra minha escuridão.

 

Márcia A Mancebo

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Sonho   em vão

Sonho   em vão

 

Na noite a lua está tão bela!      

Invejo-a sem precisar mentir

Bela majestosa   e sedutora.

 

Se fosse pintora a poria em tela

Para entender o que está a sentir

Tão clara e encantadora!

 

Oh, lua! ensina-me teu segredo.

 

Se eu não  for como tu será meu degredo.

 

Márcia A Mancebo

07/02/ 2018

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Concluirei a jornada

Concluirei a jornada

 

Quando a luz do sol a mim retornar

E eu puder ouvir pássaro gorjear

E a flor seu botão desabrochar

O sonho voltará a volitar.

 

Nesse dia o amanhã terá o ar mais puro

Vibrarei com os dias lindos de verão

Com o luar e seu imenso clarão

Certamente esquecerei os dias escuros.

 

Farei desse instante luz e esplendor

A vil dor no vazio esvanecerá

Transmutada em gota de cristal brilhará

Me libertarei da escuridão e do pavor.

 

Sentirei amor e a vida e tudo enfim

Com perfeição concluirei a jornada

E feliz em versos tecerei poesia inspirada 

Com aroma de rosas e jasmins.

 

Marcia A Mancebo

 

 

 

 

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Quando o sol se levanta  

 

Quando o sol se levanta

 

Esperanças crescem a cada dia

Em cada ser um novo pensamento

Prelúdio! Horas de fartas alegrias.

Alguns camuflam em falsos lamentos.

 

No dia lindo, nuvens a viajar.

Há corações propícios ao perdão

Quantos fecham-se e ficam a chorar!

Feliz quem sabe- viver é doação.

 

O sol luzindo sobre a terra bela

Raios grená mostram viçar tal tela

E ao poeta é uma grande fantasia.

 

A mão segue escrevendo belos versos

Glorificada por todo o universo

O  sol   ao levantar traz estesia.

Márcia A Mancebo

16/12/2017

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Desejos vãos

 

 

Desejos vãos

 

Em teu olhar há encanto da noite linda

Ao fitá-los divago em desejos vãos

São belos, passam uma paz infinda

Retiram dos meus dias a solidão.

 

Sinto-os calmos como o morrer do sol

E, quanto mais calmo, há mais brilhar

Demonstram desejos cravados no lençol

Seduzem e como eu quero te amar...

 

Refletem paz existente em tua beldade

São sorrisos, são pedras preciosas

Olhando teus olhos sinto felicidade

Embebo-me em ânsias maliciosas.

 

Ah, teus olhos, são para mim afagos!

Vejo-me em teus braços toda nua

Sinto a placidez da noite no lago

São clarões repletos de beleza crua.

Teus olhos, dois lagos mirando a lua!

 

Márcia A Mancebo

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Meiguice

Meiguice

Relembro a cena inocente e linda!
Com gesto afetuoso uma flor ofereceste,
Um mimo dado com paixão infinda,
Grande alegria como se ganhasse um ramalhete.

Eu guardei entre as páginas de um diário,
Ali secou e seu perfume impregnou.
Amarrada com uma fita, pus no armário,
Muitas estações dos anos ali ficou.

Nós crescemos e cada um seu rumo seguiu,
Hoje te encontro e bate forte a saudade,
Daquele tempo que da mente não fugiu.
Tempo bom, ingênuo, só de verdades.

Nos olhamos e em teus olhos vi brilhar,
Meu coração disparou e eu pensei:
Desde criança havia em nós amar,
Num impulso em teus braços me atirei.

Senti vontade de voltar àquela campina,
Desejei ser, outra vez, criança.
Como foi bom ter feliz meninice,
e a teu lado em brincadeira de infância,
conheci o amor com tanta meiguice.

Marcia Aparecida Mancebo 

20/11/17

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Fantasia (Desafio de Edith)

Fantasia

 

Ao raiar do dia a lua será ofuscada

Escondida entre os raios claros da aurora

O encanto perderá, não será mais lembrada,

Não trará inspiração para o poeta como outrora.

 

Pensativo, traçará versos sem rimas

Emergido em alucinações triste chora,

A lua é sua faceira menina,

Perdera na imensidão e agora?

 

O poeta resmunga clamando ao céu

Que devolva sua inspiradora candura

E ao longe a vê coberta com véu

Tremeluzente com sutil formosura.

 

Feliz, o poeta o papel devora

Traça a mais bela poesia com palavras puras

Citando a lua desfilar pela aurora

Abraça o que vê e a sua fantasia depura.

 

Márcia A Mancebo

20/11/2017

 

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...um mesmo sentir...

 

 ...um mesmo sentir!

Sozinha num canto, espreito a lua.

Exibo o corpo, me sinto nua,

Eufórica eu penso; um dia nós dois,

Um idílio quente sem pensar no depois.

 

Juntinhos, nossos corpos enlaçados

Cobrirei de carinhos, te deixarei mimado

E a tarde mansa descendo morena

Sobre nossos corpos a brisa serena.

 

Num beijo trocado ouvirei muitas juras

Esquecerei das desmedidas agruras

Só o momento irá nos unir

Um só coração um mesmo sentir!

Márcia A Mancebo

05/12/2017

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Universos diferentes

Universos diferentes

 

Eu sigo a vida retirando galhos

Caminhando cortando atalhos

Chamando teu nome para te alcançar

Desejando poder te enlaçar.

 

Refletindo o que fomos um dia;

Eu a inspiração, tu a poesia

Nos vejo abraçados sonhando

E, o vento, nossa face suavizando.

 

 Nessa imensidão de lembranças

Ancorada no porto da esperança

Estendo a mão para te alcançar,

Um pedaço de estrela está a velar.

 

Nesse meu canto pretensioso

Junto teus afetos maliciosos

Só, para mais uma vez te sentir.

Imagino-te chegar em carruagem de rubi.

 

Volto a realidade íngreme... forte.

Desencantada, pois tua direção é norte

Te procuro em direção diferente

Cada vez que te preciso, está ausente.

 

Não há como te encontrar pelo céu

Está distante divagando ao léu

Esconde-se entre as nuvens do silêncio

Aos meus apelos nunca está cônscio.

 

Existe barreira entre teu universo e o meu.

Márcia A Mancebo

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O calar do coração

 

O calar do coração

Lânguido o céu escurece opaco em sombras

A saudade aparece e faz lembrar

A tarde refletindo-se no mar

A imensidão tristonha só me assombra.

 

Não sinto olor do chão, sequer alfombra

que eu pisava ao correr pelo jardim...

Não vejo borboleta vir a mim,

Até na fonte a água está salobra.

 

Cortejo a tarde sem encantamento

Nem inspiração vem nesse momento

Meus versos jazem...não tem comoção.

 

Gostava de escrever sobre a beleza

que minha alma devota a natureza,

mas a palavra cala o coração.

 

Márcia A Mancebo

24/11/2017

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Mesclar o viver


O que hoje é no amanhã pode ser nada.

É preciso então, a tudo dar valor,

Seguir atenta ao percorrer a estrada

Zelar e seduzir sempre o amor.

 

Se um dia tudo mudar de repente

Selecionar com cautela o que foi bom

Sem dispensar num gesto bruscamente

O que é saudável e alimenta o coração.

 

Seguir avante sem perder a esperança

Parar no tempo não estacionar.

É privilégio quem retém na lembrança,

O que o viver ensinou, sobre o que é amar.

 

Ninguém vive só de quedas e prantos.

Na vida há também horas de alegrias,

Carregar a mente repleta de acalanto,

Entristecer-se não move fantasias.

 

Márcia A Mancebo (25 /11/2017)

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Apenas morreriam...

Apenas morreriam...

 

Toda quimera vem à mente agora,

E invado-me nos versos, narro o adeus

Percebido ao fitar àquela hora,

Profundamente os belos olhos teus.

 

Sem ao menos olhar nos olhos meus,

Partiste e fiquei só com a saudade

Meus dias tornaram -se triste breu

Levara toda minha pouca idade.

 

Hoje, em versos, eu traço meu viver

Não maldigo o destino, nem sofrer

Deu tempo ao coração tudo entender

O que um dia foi nobre e belo ao ser.

 

Ensinou-me a seguir  sem ti e sentir

Que me deste motivo pra escrever

Sem ter medo e segredos a omitir

Lembrar-te não é esquecer de viver

 

Se não existisse adeus entre nós dois

A  distância   fantasia e esperança

Não viria acompanhada de depois

Apenas morreriam na lembrança.

 

Márcia A Mancebo-01/12/2017

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Querubim

Querubim

 

Nas horas que me encontro assim sozinha 

Num profundo silêncio a meditar

Minh’ alma voa como uma andorinha

E vai para o céu... longe te buscar.

 

Nessa busca recordo nosso ninho

Nossas juras, teu corpo no lençol...

Nossas manhãs radiantes de carinhos

As flores apanhadas ... por do sol...

 

A esse  pensar eu perco-me no  tempo

E, sem pressa, te sinto junto a mim

Como se fosse um anjo querubim.

 

Que eu resgatei viajando o firmamento

E trouxe pra dar fim à solidão

Como um imenso alento ao coração.

Márcia A Mancebo  ( 23/11/2017)

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CPP