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Fantasia (Desafio de Edith)

Fantasia

 

Ao raiar do dia a lua será ofuscada

Escondida entre os raios claros da aurora

O encanto perderá, não será mais lembrada,

Não trará inspiração para o poeta como outrora.

 

Pensativo, traçará versos sem rimas

Emergido em alucinações triste chora,

A lua é sua faceira menina,

Perdera na imensidão e agora?

 

O poeta resmunga clamando ao céu

Que devolva sua inspiradora candura

E ao longe a vê coberta com véu

Tremeluzente com sutil formosura.

 

Feliz, o poeta o papel devora

Traça a mais bela poesia com palavras puras

Citando a lua desfilar pela aurora

Abraça o que vê e a sua fantasia depura.

 

Márcia A Mancebo

20/11/2017

 

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...um mesmo sentir...

 

 ...um mesmo sentir!

Sozinha num canto, espreito a lua.

Exibo o corpo, me sinto nua,

Eufórica eu penso; um dia nós dois,

Um idílio quente sem pensar no depois.

 

Juntinhos, nossos corpos enlaçados

Cobrirei de carinhos, te deixarei mimado

E a tarde mansa descendo morena

Sobre nossos corpos a brisa serena.

 

Num beijo trocado ouvirei muitas juras

Esquecerei das desmedidas agruras

Só o momento irá nos unir

Um só coração um mesmo sentir!

Márcia A Mancebo

05/12/2017

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Universos diferentes

Universos diferentes

 

Eu sigo a vida retirando galhos

Caminhando cortando atalhos

Chamando teu nome para te alcançar

Desejando poder te enlaçar.

 

Refletindo o que fomos um dia;

Eu a inspiração, tu a poesia

Nos vejo abraçados sonhando

E, o vento, nossa face suavizando.

 

 Nessa imensidão de lembranças

Ancorada no porto da esperança

Estendo a mão para te alcançar,

Um pedaço de estrela está a velar.

 

Nesse meu canto pretensioso

Junto teus afetos maliciosos

Só, para mais uma vez te sentir.

Imagino-te chegar em carruagem de rubi.

 

Volto a realidade íngreme... forte.

Desencantada, pois tua direção é norte

Te procuro em direção diferente

Cada vez que te preciso, está ausente.

 

Não há como te encontrar pelo céu

Está distante divagando ao léu

Esconde-se entre as nuvens do silêncio

Aos meus apelos nunca está cônscio.

 

Existe barreira entre teu universo e o meu.

Márcia A Mancebo

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O calar do coração

 

O calar do coração

Lânguido o céu escurece opaco em sombras

A saudade aparece e faz lembrar

A tarde refletindo-se no mar

A imensidão tristonha só me assombra.

 

Não sinto olor do chão, sequer alfombra

que eu pisava ao correr pelo jardim...

Não vejo borboleta vir a mim,

Até na fonte a água está salobra.

 

Cortejo a tarde sem encantamento

Nem inspiração vem nesse momento

Meus versos jazem...não tem comoção.

 

Gostava de escrever sobre a beleza

que minha alma devota a natureza,

mas a palavra cala o coração.

 

Márcia A Mancebo

24/11/2017

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Mesclar o viver


O que hoje é no amanhã pode ser nada.

É preciso então, a tudo dar valor,

Seguir atenta ao percorrer a estrada

Zelar e seduzir sempre o amor.

 

Se um dia tudo mudar de repente

Selecionar com cautela o que foi bom

Sem dispensar num gesto bruscamente

O que é saudável e alimenta o coração.

 

Seguir avante sem perder a esperança

Parar no tempo não estacionar.

É privilégio quem retém na lembrança,

O que o viver ensinou, sobre o que é amar.

 

Ninguém vive só de quedas e prantos.

Na vida há também horas de alegrias,

Carregar a mente repleta de acalanto,

Entristecer-se não move fantasias.

 

Márcia A Mancebo (25 /11/2017)

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Apenas morreriam...

Apenas morreriam...

 

Toda quimera vem à mente agora,

E invado-me nos versos, narro o adeus

Percebido ao fitar àquela hora,

Profundamente os belos olhos teus.

 

Sem ao menos olhar nos olhos meus,

Partiste e fiquei só com a saudade

Meus dias tornaram -se triste breu

Levara toda minha pouca idade.

 

Hoje, em versos, eu traço meu viver

Não maldigo o destino, nem sofrer

Deu tempo ao coração tudo entender

O que um dia foi nobre e belo ao ser.

 

Ensinou-me a seguir  sem ti e sentir

Que me deste motivo pra escrever

Sem ter medo e segredos a omitir

Lembrar-te não é esquecer de viver

 

Se não existisse adeus entre nós dois

A  distância   fantasia e esperança

Não viria acompanhada de depois

Apenas morreriam na lembrança.

 

Márcia A Mancebo-01/12/2017

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Querubim

Querubim

 

Nas horas que me encontro assim sozinha 

Num profundo silêncio a meditar

Minh’ alma voa como uma andorinha

E vai para o céu... longe te buscar.

 

Nessa busca recordo nosso ninho

Nossas juras, teu corpo no lençol...

Nossas manhãs radiantes de carinhos

As flores apanhadas ... por do sol...

 

A esse  pensar eu perco-me no  tempo

E, sem pressa, te sinto junto a mim

Como se fosse um anjo querubim.

 

Que eu resgatei viajando o firmamento

E trouxe pra dar fim à solidão

Como um imenso alento ao coração.

Márcia A Mancebo  ( 23/11/2017)

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Versos tristes

 

formatado por Marsoalex

Versos tristes

 

Se acaso um dia em versos eu chorar

De desalento ou por vil   desencanto

Feche os olhos e não veja o meu pranto

Não tens motivo pra me consolar.

 

É com lamentação e sangue que os teço

Com volúpia e tristeza amarga esparsa

É desabafo d’ alma... é um comparsa

 trucida... e  fere  por não ter apreço.

 

São gotas quentes ao longo da vida

 Angústias roucas sem sabor e olor

em páginas lavradas sem calor.

 

Resquícios de uma árida acre e ávida

boca seca  sem beijos de um amor

Saem do coração vertendo em vão.

Márcia A Mancebo 

26/11/2017

 

 

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Saudade ( atividade do gpo Desafio poético)

Saudade

 

Naquele casarão por muito tempo morei

Os melhores dias da infância, lá eu passei

Era grande...na frente tinha um vasto jardim

Flores, belas rosas com cheiro de jasmim...

 

Havia uma árvore perfumada e frondosa

Folhas no chão no outono espalhava

Em seu tronco um coração desenhei

E meu nome dentro eu gravei.

 

No gramado um grande chafariz havia

Nos dias quentes, água cristalina eu bebia

Minha infância e juventude ali eu vivi

Moça, desse lugar encantado tive que sair.

 

Estudar era preciso...  Nada dali eu esqueço

A saudade danada sabe meu endereço

Todos os dias, ao cair da tarde  me procura

Faz-me lembrar dum tempo de felicidade

Quase me leva a loucura!

Márcia A Mancebo

01/03/2017

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