Posts de Regina Michelon (26)

Amor moleque

 


Vontade de despir a alma
e gritar a verdade,
de um sentimento
gigante de amor.

Vontade de explodir de amor por ti.
Vontade de sorvar loucos beijos de sua boca.

Meu amado não me ver.
Não ouve.
Meu amado está dormente.
Em profundo sono.

Posso tê-lo.
Tão perto e tão distante.
No mesmo instante.

Meio moleque.
Muito menino.
Totalmente paixão.

Roubou minha alma,
meu nome
E minha razão.

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A dor

 


Há frágeis ossos com dor.
O peso da falta de beijos
Que animava a juventude.

Há velhos inúteis em todo lado.
Velhos de ossos de vidro
Sem ânimo e agilidade.

Há velhos em corpos novos.
Tortura da depressão invisível.

Velho. Sem futuro. Sem esperança.
Que espera no leito
Derramando o choro mudo.

Choro inútil e sem socorro.
Que espera uma atrasada morte.
Sem grito. Sem sorte.
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Lingerie Amarelo

 


Magia tem ouro no olhar,
Olhar amarelo tem Magia.

O bronze do corpo salpicadas de penugem dourada,
Quase invisíveis e extremamente sensíveis ao toque.

Os pelos estão eriçados,
Com vontade de se mostrar.

Sente a autocarícia da espuma cremosa no banho,
Depois se veste
Com minúsculo lingerie amarelo dourada.

A renda tecida com fios de ouro
Pertence à pele de Magia.
Está a ela ligada e penetrando
Nas curvas e montanhas.

Magia se mexe, se torce, se toca.
Ao mesmo tempo
Que derrama hidratante no corpo,
Carícias esquentam o corpo de magia.

Os fartos seios,
Escapam da proteção dourada,
E enlouquece o anônimo espectador.
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Namorado

 


Amor presente,
De presente novamente quero
Te quero.

Quero a doçura amarga do café.
E um sabor intenso de tua pureza.

Na cozinha ficas sem roupa.
Um olhar avalia, segue, admira.

Há sabores em minha boca.
Sal, doce, amargo.

Cheiros,
Fluidos,
Há vontade de te ter todo.
De novo.

     
Rigina Michelon

 
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Subúrbio

 


Na janela do trem,
Tanta vida que passa:
Menina cheia de graça
Mostrando vestido novo.

Mulheres a mariscar,
Imensas no lodo,
Arrancam sustento
Para suas famílias.

Canoa e menino,
Navegam ao léu...
Tentando pescar

Entra túnel: anoitece,
Sai túnel: amanhece
Já se aproxima:
De Periperi

Passa ancoradouro
Para a lancha atracar,
E, poder te levar
Para o lado da Ribeira.

Passa ponte de ferro
Para mangue atravessar
Sai de plataforma
Para Lobato encontrar.

Veleiros ao longe
Descansam na tarde
Neste tão calmo mar

O trem vem chegando
No final, na estação.
Pra trazer no coração,
A vontade de chegar. 

Regina Michelon
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Olhos de Águia

 


Deu-me uma vontade irresistível
De escrever, de ti, pra ti,
Não sei bem...
É culpa desta poesia,
Que desnuda o corpo,
Faz-me transparente.

Ou destes seus olhos.
Olhos de águia,
Olhos de artista.
Que vêem mais longe,
Vão mais fundo,
São sinceros,
Só pelo prazer de ser.

Ou é esta tua doçura
Que põe freios,
Neste meu ímpeto de fugir.

Que me faz querer ficar aqui,
Só pra... quem sabe?
Ser amada,
Ou reaprender
Amar.

Regina Michelon
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Vagando

 

Vagando

Andar por ai, vagando.
A procura de alguém ou algo novo
Sem meta.

Observando cada flor
Cada pedra do caminho
Tentando arrumar a vida
Voltar para casa vazia.

Corpo vazio. Alma vazia.

Acabou a busca.
O mundo ficou inundado.
De amor e promessa.

 
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Decisões tomadas.



Saindo de cima do muro.
Decidida.
A dor aumenta com a certeza da escolha certa.
Grandes decisões serão tomadas em meio de lágrimas.
Sem a sua presença e o seu apoio.

O telefone toca.
O coração bate forte e depois para,
parece que vai parar para sempre.
Devia mesmo parar. Já está na hora.
Volta a bater descompassado
em segundos intermináveis com medo de atender.
Atendo. 
Poucas palavras frias e sem a alegria de autrora.
O telefone se cala com despedida ainda mais fria.
Não haverá mais ligação a esperar.
Haverá um longo dia
e uma enorme noite sem esperança de outra ligação. Não haverá mais ligação.
Uma ligação já foi um enorme sacrifício.
Um favor talvez.
Faltará para sempre o rosto forte e o olhar carente por um abraço.
O coração esfria ainda mais.
Como o vinho galego e puro
que segue refriando a espera de um gole
e um brinde contigo.
Não há mais prazer no vinho sem a tua felicidade e, a realidade sem vinho é ainda mais cruel.
O vinho também sente a falta de tua alegria
E de teu jeito formal em servi-lo.
Como um lorde.
O vinho espera. A tristeza não.
Estará sempre aqui, sem ti.
O vinho fica ainda melhor quando espera.
Eu não.


http://www.michelonenergia.com.br

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Decisões tomadas.

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Saindo de cima do muro.
Decidida.
A dor aumenta com a certeza da escolha certa.
Grandes decisões serão tomadas em meio de lágrimas.
Sem a sua presença e o seu apoio.

O telefone toca.
O coração bate forte e depois para,
parece que vai parar para sempre.
Devia mesmo parar. Já está na hora.
Volta a bater descompassado
em segundos intermináveis com medo de atender.
Atendo. 
Poucas palavras frias e sem a alegria de autrora.
O telefone se cala com despedida ainda mais fria.
Não haverá mais ligação a esperar.
Haverá um longo dia
e uma enorme noite sem esperança de outra ligação. Não haverá mais ligação.
Uma ligação já foi um enorme sacrifício.
Um favor talvez.
Faltará para sempre o rosto forte e o olhar carente por um abraço.
O coração esfria ainda mais.
Como o vinho galego e puro
que segue refriando a espera de um gole
e um brinde contigo.
Não há mais prazer no vinho sem a tua felicidade e, a realidade sem vinho é ainda mais cruel.
O vinho também sente a falta de tua alegria
E de teu jeito formal em servi-lo.
Como um lorde.
O vinho espera. A tristeza não.
Estará sempre aqui, sem ti.
O vinho fica ainda melhor quando espera.
Eu não.


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