Fantasia em sépia

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Quando abracei esse homem sem rosto,

Senti no seu raro perfume o meu tempo voltar;

De mulher bela e envolvida por um doce amar,

Nos braços quentes e ardentes desse encosto.

Imagens nuas em sépia fizeram-me transpirar

Por querer que nesse abraço pudesse sonhar.

Hoje sou uma mulher madura e realizada.

Aos devaneios devo a minha obra prima,

Encantada pela luz daquela madrugada

Que teima em me beijar no calor desta rima.

 

Mongiardim Saraiva

 

 

 

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