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Meu ócio

Meu ócio

Na solitude desta noite morna,
assim despida do meu próprio amor,
visto a saudade que ainda adorna,
o coração que chora o desamor.

O pensamento vai e vem e retorna,
pelas imagens de nós dois felizes.
Até teu rosto meu olhar contorna,
então relembro todos teus deslizes.

Sei que padeço na indução do ócio,
presa n'estado de total hipnose
onde fiquei te amando, amando, amando

Dia após dia, nesse precipício,
sempre te encontro em doce apoteose,
nas madrugadas quando estou sonhando.

Edith Lobato - 14/09/18

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