Desventura

Desventura.

No exílio no quarto a recordar
De um tempo que ficou na lembrança
Vejo tua imagem bela moldar
Meu mundo de desesperança.

Entre lamentos e dores... escuridão
onde a tristeza fez seu abrigo
A saudade prensa o coração
Sinto, não ter caminhado contigo.

Te deixei no meio do caminho
O ciúme me atormentava demais
Prontamente, disse: –Siga sozinho.
Não quero te ver nunca mais!

Mas, hoje meu sofrimento
Me arrebata de arrependimento
Tua memória voltou ao pensamento
Sozinha, oh, céus, como lamento!

Quanta bondade em ti, havia!
Como me amava verdadeiramente
Achava ser tudo mentira, hipocrisia,
Como te imaginei diferente!

Nesse momento lembro tua candura
E nos ecos do silêncio tuas doces palavras
me invadem como sopros de ternura...
E, unindo tua imagem ao meu sentir
Pouco a pouco a mão escreve...lavra
O que minha alma dita, minha cruel desventura.

Márcia A Mancebo
09/03/202

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