Posts de Editt Schimanoski de Jesus (1422)

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Uma Árvore

Na beira do penhasco
Uma árvore grandiosa
Que resiste ao tempo
Raízes profundas e grossas.

Muitos galhos com fendas
Uma grande circunferência
tem a aparência, centenária,
vivendo, num lugar tão inóspito.

A árvore cresceu lá nas alturas
Como quem escala a montanha
Sofre com os ventos e tempestades
Ela se adaptou as adversidades.

Resiliente ao sol, a chuva e ventos
Serve de morada e abrigo aos pássaros
Que gostam de viver à beira do abismo
Fazem os seus ninhos nas galhadas.

Resiste ao tempo a antiga árvore
A montanha a sustenta, e alimenta.
Um pouco vergada, ela já está
Mas apesar de tudo, ainda está em pé.

 

Editt Schimanoski de Jesus.

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O Clamor

Na noite escura de solidão
Suplique por socorro...
Clamei aos santos a ajuda
Contrito estava o meu coração.

O grito na alma entalado
Um pedido angustiado
Uma oração fervorosa a Deus
Na hora da dor insuportável...

Na madrugada derradeira
Eu me senti tão pequena
Nas horas apavorantes
Clamei por ti meu Senhor!

Senti o meu corpo tão frágil
O sofrimento me desestabilizou
Pedi ao meu anjo da guarda
Que me desse guarida, e aliviasse a dor.

Uma noite longa e escura
As sombras horripilantes
Eu me senti tão desprotegida
Por um fio estava a minha vida!

 

Editt Schimanoski de Jesus.

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A Romaria de Caravaggio

No alto da serra gaúcha
Está o santuário...
Nossa Senhora de Caravaggio
As estradas estreitas e cheia de curvas
O povo caminha, em romaria
Uns de pés descalços, pagam promessas.
Vinte quilômetros, serra acima...
Os romeiros, fazem sacrifícios
A caminhada cada ano, no mês de maio
A fé na Santa, é o alento que os impulsionam
São lágrimas e suor, a reza e cânticos.
O céu com certeza ouve tudo...
Deus responde!
Os milagres acontecem, todos os dias.
Os romeiros andam, agradecem a cura.
Salve a romaria!

 

 Editt Schimanoski de Jesus.

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Paz Envolvente

Eu quero a paz envolvente.
Essa harmonia dos versos
Que flui como as águas do rio
Bela inspiração da minha mente.

O coração que está muito leve
Aberto para novas aspirações
Buscando a sintonia da elevação
Além das nuvens, o sol brilha.

O caminho se faz no caminhar
Sem ansiedade, com liberdade
Olhar fixo no amanhã e amar.

A paz vem do equilíbrio e do bem
Uma vida sonhada, sem vaidade.
Disposto a servir, sempre, sempre.

 

Editt Schimanoski de Jesus.

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Ombros Pesados

A carga está muito pesada
Uma população castigada
Representantes, não me representam
Eu me sinto cansada.

A tenção está me massacrando
A minha alma está triste
A confusão, me mal tratando
Eu me sinto de mãos atadas.

Um mundo violento e corrupto
A vida muito cara, está pela hora da morte.
O povo segue sem rumo e sem norte
Sinto o peso do mundo, nos meus ombros.

 

Editt Schimanoski de Jesus.

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O Caminho

A caminhada, árdua e pesada
Mesmo andando levinho e suave
Ora na canhada, ora nas montanhas
Nas planícies verdejantes e campos.

Caminhamos por desertos, incertos.
Escalamos o monte Evereste...
Num esforço sobre humano e desigual
Com fé imploramos a Deus, o sobrenatural.

A vida é movimento, não podemos parar
O jeito é prosseguir, o destino seguir
Para onde a humanidade caminha?
Onde a evolução, um dia chegará...

Sigo o meu caminho, focada no bem
Todos somos imperfeitos e pouco sábios
Estou treinando a minha paciência
Para viver no mundo, cruel e radicalizado.

 

 Editt Schimanoski de Jesus.

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O Cão Bidu

Conheci um cão muito lindo
Inteligente, só faltava falar
Ajudava o seu dono na oficina
Carregava as ferramentas na boca
Para o mecânico então trabalhar.

Era preto e tinha um doce olhar
Meigo e trabalhador, bom amigo
Das crianças e do seu senhor
Todos se encantavam com o cão
Ele é o símbolo de sorte, da cidade.

Nas bodas de ouro, do casal...
Os noivos, receberam flores do Bidu
E as alianças,foi o cão que lhes entregou
Um momento lindo, que a todos emocionou
Um cãozinho, um amor...

 

Editt Schimanoski de Jesus.

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Sentinela

A poesia, está de sentinela
Nesta tarde linda, outonal
O meu pago é terra gaúcha
Um lugar poético sem igual!

Na pampa, um céu de brigadeiro
O sol que ameniza, o frio do sul
O meu poema é o verdadeiro amor
A esta terra bendita, jardim em flor!

O sol vai se pondo, campo iluminado
O horizonte de ouro pintado...
O entardecer mais lindo do mundo
Posso afirmar, aqui é um paraíso!

 

Editt Schimanoski de Jesus.

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Abrandando

Abrandando o meu tempo
Andando com passos lentos
Suavizando os pensamentos
Neste tempo de correria.

O outono da vida nos ensina
Que a calma descomplica
A experiência nos habilita
E nos faz, amenizar a jornada.

Suavizar o tempo de espera
Confiar e reduzir, o passo
Saborear a vida com gosto
Com simplicidade e verdade

Abrandando e desacelerando
Diminuindo o rompante
Sabemos que não somos perfeitos
E que daqui não levaremos nada!

A poesia para mim é calmaria
É doce mel, que me faz bem
É como degustar a doce maçã
O poema, letra por letra, escreverei.

 

Editt Schimanoski de Jesus

 

 

 

 

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O Mapa do Coração

Como desenhar o mapa do coração
Um lugar tão delicado e abstrato
Tão incerto, tão encantado e amado
Cheio de luz, amor e emoção.

Como saber a distância do caminho
E descobrir a rua certa da felicidade.
Eu quero saber as esquinas do sentimento
Preciso identificar, o jardim da saudade.

Como ver os emaranhados do amor
Complicado e espelhado na razão
As confusões e loucuras do coração.

Como não magoar o complicado coração
Como identificar no mapa do amor
O sabor amargo, de uma louca paixão?

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A Luz da Tarde

Na calmaria desta tarde...
Ensolarado está o meu pago
Uma saudade, invade o peito
De alguém que longe está!

O sol claro, deste outono
Trás um pouco de alento
Para quem, sente o abandono
Pela tua, decisiva ausência.

Uma melodia triste ainda ouço
A partida, e a falta de despedida
O vazio que deixou na minha vida.

Além do tempo e da distância
Sinto ainda o seu menosprezo
Ainda alimento, uma esperança.

 

Editt Schimanoski de Jesus.

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Limpeza Mental

Uma música calma
Que me alegra a alma
Uma limpeza mental
Elimina todo o lixo, acumulado.

Eu preciso sorrir mais
Quero a inspiração
Escrever, poema de amor.
Esquecer a tristeza e toda a dor.

Somos humanos, imperfeitos.
Erramos e nos desculpamos
Caímos e levantamos...
Somos aprendizes do tempo.

Serei grata pela vida
Pela saúde e conquistas
Viajora, deste tempo lindo
Autora dos versos da poesia.

 

Editt Schimanoski de Jesus.

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O Desânimo

Passo pelo deserto
Dias incertos assim
Uma solidão no peito
Desânimo dentro de mim.

As incertezas da vida
A dureza do caminho
Os desencontros...
A falta de vontade

Até os meus versos
Trazem a tristeza
Que os meus olhos veem
A alma sente os vazios.

Quero o poema remédio
Que cure o coração
A cura do tédio, insano.
Preciso de mais emoção.

 

 Editt Schimanoski de Jesus.

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Noite Insana

Na cabeça, mil pensamentos
O peito aberto, ferida exposta
As lágrimas são rios que correm
Sem destino certo, sem medos.

Noite insana, rolo na cama
Me falta o ar puro da noite
A tristeza é o que me aconchega
O choro é o último remédio.

Logo eu, que sempre superei tudo
A minha fortaleza hoje desaba
Sou um ser frágil, que naufraga.

Sem piedade, feriram-me, de morte
Preciso de uma mão amiga...
Alguém que me ouça, um braço forte.

 

  Editt Schimanoski de Jesus.

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Meu Pago Dourado

Céu dourado
Calmaria no meu pago
o sol
vai se despedindo, sorrindo.
Meu lindo
Espiando, entre os morros.
Ora, aparece
E depois, ele desaparece.
Brinca comigo
De esconde, esconde, reaparece,
Meu amigo.

 

Editt Schimanoski de Jesus.

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Um Grande Turbilhão

Um turbilhão de pensamento
Uma agitação cotidiana, intensa
Uma reviravolta na minha cabeça
Sentimentos, se apoderam de mim.

O dia é corrido, com muita agitação
Todos dizem falar a verdade
Todos gritam ao mesmo tempo
O povo, clama por liberdade.

Que tempo é esse que vivemos?
Uma agitação, confusão entre as pessoas
O mundo, têm situações caóticas.

É muita informação de uma só vez
Esse mundo conectado, é um estresse
Girando, girando, muito rápido talvez!

 

Editt Schimanoski de Jesus.

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Canção Nostálgica

Noite escura, sem estrelas
Carregada de nostalgia
Uma canção andina ao longe
Quer afogar as mágoas e agonia.

Lembra as montanhas bem altas
E um Condor planando no céu
As flautas verticais, feitas de bambu
Produzem sons melancólicos
Essenciais na música folclórica do Peru.

A mágica Flauta tem a ancestralidade
Do povo andino, no sopro do tempo.
Na alma de um povo, a sua tradição
O jeito de se expressar, com a música.

 

 Editt Schimanoski de Jesus.

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Noites Frias

Noites frias deste outono
Temperaturas baixas...
Tem muita gente dormindo na rua
Deitados ao relento
Com poucos agasalhos.

Uma cama quentinha é boa
O sono reparador também é
Roupas de lã, agasalhos decentes
Uma boa xícara de leite com café.

Uma riqueza, um teto como abrigo
Alimentos quentinhos...
Um banho morno, para relaxar.
Um lugar garantido para voltar.

O vento minuano sopra forte
Fazendo alvoroço nas taquaras
Com força vergando as varas
A louca ventania, sacode a pampa.

 

 Editt schimanoski de Jesus.

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Poema Mãe

O meu poema hoje
É para ti mãe querida
O meu amor primeiro
O meu tudo, a minha vida!

A saudade bate forte
Neste mês, dedicado as mães
São lembranças lindas
São as alegrias, do coração
Mãe o meu anjo lindo
A minha doce canção!

Mãe o meu colo, o meu abrigo
O abraço que não tenho mais
O sorriso, que era a minha luz
As tuas bênçãos na chegada
E também na despedida...

Mãe, a minha eterna lembrança
Uma estrelinha brilhante do céu
As minhas raízes, a minha força.
O amor que plantaste em meu coração.

Mãe o meu farol do bem.
A Minha Santa. Minha Deusa.
A minha bela rainha!

 

Editt Schimanoski de Jesus.

 

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