Posts de Editt Schimanoski de Jesus (1329)

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Jovem Guarda

Lembro-me com saudades
A grande revolução, anos setenta.
A jovem guarda, paz e amor
Um novo comportamento
A mulher se liberou...
Ela passou usar pantalona
Calças boca de sino.
Antes, não era permitido
Os homens, usavam cabelos compridos.
Músicas românticas de Roberto Carlos.
Surgiu a pílula, anticoncepcional.
Não havia violência contra a mulher
O namoro era real...
A mulher era uma rainha
Os homens eram cavalheiros românticos
Que saudades daquele tempo!

 

Editt Schimanoski de Jesus.

 

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A Força do Olhar

O olhar penetrante
Que diz tanto...
Que me desnuda
Um olhar insinuante.

Como desviar desse olhar
Eu tento, mas não consigo
Olhar que me hipnotiza
Penetra na minha alma.

O seu olhar é um mundo
É um portal que se abre
É uma força sem igual
Ela me atrai e diz: Entre!

Sigo esse olhar sem pensar
Sinto-me, atraída...
Sem força e sem saída.
Dominada, por esses olhos azuis.

 

Editt Schimanoski de Jesus.

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A Suavidade da Tarde

Tarde de temperatura amena
A brisa suave passa pelo pago
O sol ilumina o torrão amigo
Uma música gaúcha, toca no rádio.

A tarde segue trotando na pampa
A gurizada agora está em aula
É hora de tomar o mate amargo
Sentada e aconchegada na varanda.

A vida segue o seu rumo na calmaria
Dia e noite e noite e dia...
O gosto de viver, sacode o peito
E os sonhos dançam de alegria.

 

 Editt Schimanoski de Jesus.

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A Grandiosidade do Mar

Encantada com a grandiosidade
Fui chegando de mansinho...
Com suavidade caminhei, pisando na areia.
Com gratidão ergui as mãos para o céu, orando.

Fui ao encontro das ondas extasiada
Calor imenso, agora a água gelada.
Que bela conexão! O mar e o meu coração!
Acelerado bateu, vendo a imensidão.

Céu, o sol e mar. Eu nas ondas a me embalar.
Senti toda a magia das águas salgadas.
Pareciam lavar-me a alma, com carinho
Senti a energia, a sensação de paz, do ninho.

Recarreguei as baterias da alma e coração
Senti-me levinha, como se levitasse...
O contato com o mar, na areia de pés descalços
Valeu as férias no litoral. Eu falo com emoção.

 

Editt Schimanoski de Jesus.

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Março

Chegou assim timidamente
Suave e ameno, sol e brisa
Uma saudade, que a dor ameniza
Uma tarde, que parece outonal.

A brisa fresca me arrepia toda
O sol esmaecido e nuvens brancas.
A vida se renova, na nova estação
A natureza, com suavidade e beleza.

O campo amarelado, arrozais dourados
A colheita está chegando nas lavouras.
É um tempo de alegria e abundância
Os grãos serão o pão que alimenta.

 

 Editt Schimanoski de Jesus.

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Como Conter?

Como conter o ímpeto?
De ser forte e muito útil
Se as forças já não ajudam
Pernas e braços são fracos.

Como lidar com o espelho?
Que mostra, um outro rosto
Com a pele, sem o viço de outrora
Quando a beleza já foi embora.

Como aceitar os anos de idade?
Se no meu coração, não aceito
Acho que ainda sou jovem...
Tenho sonhos, de viver muito tempo.

 

  Editt Schimanoski de Jesus.

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Eu Revisito

Eu revisito as lembranças...
De um tempo bom, sem ressentimentos
Quando, a vida era cheia de sonhos
E no caminho, havia muitas flores.

A alegria era a companhia do dia, a dia
O tempo demorava a passar, era lento.
Sem medo de amar, arriscava e amava.
Nenhuma dor, me desalentava...

Onde a alegria do encontro era uma festa.
E a vida tinha gosto de quero mais...
O meu mundo era rodeado de carinho
E o trabalho, me dava muito orgulho.

A vida não era só um mar de rosas
Também houve, muitas tempestades
Mais, eu tinha energia positiva e coragem
Eu ia em frente, via a aura do sol nascente
A minha juventude era uma luz florescente.

 

Editt Schimanoski de Jesus.

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A Leveza

Eu quero a leveza da vida
O vento que passa e deixa uma brisa
Perfumes de flores pelo ar...
Eu quero água cristalina, descendo da colina.
Eu gosto das majestosas ondas do mar.

Eu quero uma vida simples e deliciosa
Pés descalços na terra molhada
Depois da abençoada chuva de verão
Amo uma melodia suave pela manhã
Cantos de passarinhos, que toque o coração.

Um mate à beira do fogo, nas manhãs frias
Aquece o peito, anima a alma sequiosa
O abraço apertado, de quem temos saudade
A alegria do encontro, a lágrima na face.

Escrever poesia, nesta tarde fagueira
O poema que chega levinho, como folhas,
Que o vento leva para onde quiser
O mel fresquinho para comer de colher.

 

Editt Schimanoski de Jesus.

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O Último Raiozinho

No fim da tarde ele deu as caras
O último raio de sol...
Entrou na varanda espiando
Pela janela entre aberta...
Sorriu e disse, estou aqui!

O horizonte se encheu de luz
O céu bordado, com fio dourado
O meu pago está iluminado
Com o último raiozinho de sol!

 

  Editt Schimanoski de Jesus.

 

 

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Cadê a Inspiração?

Onde está você nesta tarde?
O céu está nublado...
Já choveu, lavou o céu.
Estou inquieta, buscando inspiração.

O mundo em festa, é carnaval.
É feriado.
No coração, estranha emoção
É a saudade, que chega sem graça.
E me deixa sem ação.

No peito um vazio toma conta
É um estranho sentir.
Não gosto da tristeza
A melancolia está aqui!

Não faz parte de mim, essa leseira
Os versos, não chegam
O otimismo sucumbiu
Amanhã é quarta feira, de cinzas.
A minha ressaca, sem folia...

 

 Editt Schimanoski de Jesus.

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Vida Real

Vivo a vida real sem filtro
Sinto as dores reais do momento
E a alegria quando chega
Acarinha a minha alma
Alivia os meus medos.

A vida do cotidiano é para os fortes
Desafios chegam a toda hora
Eles abalam as nossas estruturas
O sonho da felicidade, fica para o futuro.

Cada ano esperamos com fé...
Pedimos a proteção de Deus
Alimentamos no recôndito da alma
Uma esperança salvadora, renovadora.

Esperamos que a saúde seja restaurada
Que a prosperidade, nos surpreenda.
Que a natureza dê uma trégua...
Que o sofrimento, traga lições.

A rotina segue, os conflitos chegam
A alma vai aos poucos sendo lapidada
O sonho volta e sem revolta, ainda sonha
Acredita no amanhã, ama hoje...
Sofre calada, sem dizer nada.

 

Editt Schimanoski de Jesus.

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Os Corais

A fauna e a flora do mar
Os corais nos encantam
Parecem árvores coloridas
Galhos exóticos cor de laranja.

Os corais azuis, e verdes
A floresta, árvores à beça
Parece cachos de frutas
Poderiam ser gostosas uvas.

O que falar dos peixes coloridos
Azuis e vermelhos, amarelos...
Parece pintados de ouro
Quem os fez? Com tanta perfeição?

Peixes, enormes baleias e tubarões
As tartarugas e arraias...
O peixe elétrico, os pintados, são tigres do mar
Tainhas e sardinhas... E tanto mais...

 

Editt Schimanoski de Jesus.

 

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Uma Mensagem

Uma mensagem de amor
E de respeito ao semelhante
O meu direito termina onde...
Começa o direito do outro.

A gentileza com atitudes nobres
Cuidadosas e afáveis com o próximo
Gestos simples, sorrisos e agradecimentos
Promove um ambiente mais humano.

Envolve a delicadeza e nobreza de caráter
A atenção a necessidade do outro
Cumprimentar, pedir licença e elogiar.
Ser educado e ter cuidado no trânsito.

 

 Editt Schimanoski de Jesus.

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Um Céu Cor de Água

Depois da chuva que caiu
A pampa verde sorriu
A plantação alegrou-se
Há esperança de boa colheita.

O céu cor de água, azul claro.
Agora rabiscado de dourado
A brisa mansa, passa pelo pago.
O tempo, para tomar o mate amargo.

Uma canção gaúcha toca no rádio
Olhar firme no horizonte...
A inspiração vem da fonte
O doce poema, poesia morena,
Editada na tarde, enamorada do pago.

 

  Editt Schimanoski de Jesus.

 

 

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Café e Bolinho de Chuva

A chuva caiu na pampa quente
E trouxe alento e frescor
A terra sedenta absorve,
gota a gota, desta água bendita.

O campo ficou verdejante
A brisa refrescante pelo campo
Inspira o gaúcho da lida bruta.
Ele agradece, a chuva que desce.

Entrei na cozinha e me deu vontade
De tomar um café com bolo frito
O aroma encheu a casa no momento
Poemas, bolinhos de chuva e café preto.

Essa perfeita combinação, me trouxe,
Lembranças de outrora, lá no Sitio,
Quando chovia a nossa mãe fazia
Os gostosos bolinhos de chuva
Bem docinhos, uma delícia, uma festa!

 

Editt Schimanoski de Jesus.

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O Simples

Ser descomplicado
Não é múltiplo e nem duplicado
Singelo sem ornamentos
Sem elementos rebuscados.

Simplicidade no viver, conformado.
Tem alegria que contagia.
Não reclama de nada
É gente rara, mas, existe.

Simples, não é egoísta
A vida é sempre uma festa
Uma celebração
O sorriso é farto
Tem uma conexão, alma e coração!

Gente simples, não tem maldade
Alma boa e transparente
Um bom amigo.

 

 Editt Schimanoski de Jesus.

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Um Cochilo

Depois do meio dia
É bom tirar um cochilo
Descansar o corpo e relaxar a mente.
Carregar as baterias.

Outrora era quase impossível
Na correria do dia a dia
O trabalho não me permitia.
Hoje já me permito tirar uma soneca.

Nestas tardes quentes, me dá uma leseira
Fico piscando miúdo, naquela cadeira de balanço
E logo tiro uma pestana, sem querer.
Eu me entrego ao sono, como uma criança.
Abandonada no colo da esperança.

 

Editt Schimanoski de Jesus.

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Inconformada

É rebeldia, é inconformismo
Não aceito certas situações
As injustiças no mundo
Para mim vai na contramão.

Os meus princípios eu defendo
A honestidade e moralidade
Eu trouxe, tudo isso de berço
Não posso aceitar o contrário
Pois então seria um contrassenso.

O mundo mergulhado em guerra
A corrupção, tratada com normalidade
A vida está sendo banalizada...
Mulheres são mortas, todos os dias.

O grito de socorro, já está abafado
Já há uma paralisia, um cansaço
A sociedade não está se acostumando
O medo está nos calando... Inconformados.

 

 Editt Schimanoski de Jesus.

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Habitando em Mim

No movimento do tempo
O relógio não para de andar
A rotina do dia, me fala...
Siga em frente sem reclamar.

Olho no espelho e me vejo
O olhar cansado e sem brilho.
Que revela os caminhos que trilhei
Carga pesada que carreguei.

Sempre corri contra o tempo
E me virei do avesso, sem perceber.
Foram tantos trabalhos e compromissos
Os dias se foram sem eu ver.

Hoje eu viajo nos meus versos
Sonhando, quero chegar no destino
Habito feliz, na minha casa que construí
Carrego no coração o meu tesouro
Eu gosto, de me amar, eu vivo em mim.

 

Editt Schimanoski de Jesus.

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Alma Sequiosa

Sedenta por conhecimento
Segue um caminho certeiro
faz da sua vida um poema
De alegria ou de tristeza.

De cabeça erguida ela vai
Corajosa, ansiosa e desejosa
Amplia os seus horizontes...
Quer beber da sagrada fonte.

O poema chega de manhã
Na aurora dourada do dia
Vem ao meio dia, sol à pino
À tardinha, vem na despedida.

Alma sedenta de poesia
Refugia-se, no silêncio dos versos
Na magia do seu poema
Tem felicidade e alegria.

 

   Editt Schimanoski de Jesus.

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