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Metade de um soneto.

 

Metade de um soneto.

     José Lopes Cabral

 

Na madrugada gèlida, o trem em alta velocidade corre sobre os trilhos fios.

Milhões de incertezas, se esvaiem em pensamentos ferteis e lentos.

Embora a louca velocidade imposta  por seu condutor nem uma lembrança

É vista e nem sentida porque as lembranças galopam em precarios cavalos baios. 

 

Dentro do vagão alguns levam as mãos sobre a cabeça, com um leve e catastrofico fim.

Da viagem que continua sem destino, apenas o comboio continua em disparada, pelos trilhos. 

José Lopes Cabral - Uma poeta com metade se suas composições andando pelas vielas do mundo, 

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De novo o outono.

 

 

De novo o outono


Outono!
Metamorfoses!
Transformações!
Todos os dias
desprendem-se folhas
enfeitando o chão.


Com nanquins de cores mis.

Criam-se quadros e imaginários.
Tramas e desenhos
adornam-se a tela da visão.


Olhos fascinados dos bardos.
Cantam em versos seus cantares
e suas trovas de abstrações.
Versejam suas quimeras
ao se unirem ao lhano
que corroem seus íntimos.


Leves ventos frios
trazem caricias
de lavandas perfumadas.
De novo o outono...

José Lopes Cabral em 21/05/2014
Reeditado em 26/03/2019
Código do texto: T4814578
Classificação de conteúdo: seguro.

 

 

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