Cenas da minha vida me consomem.
Cada uma com um rumo diferente,
Que trilhei a gritar pelo teu nome,
Sem aceitar que estavas sempre ausente.
O caminho com névoas que trilhei
Permanece em minh'alma sempre viva.
Preciso esquecer, mas eu não sei;
Dessa saudade sou sempre cativa.
Se não fosse essa estrada com o sol,
Que sem medo trilhei pra te encontrar,
Não veria, no horizonte, o arrebol,
A esperança em ter que recomeçar.
Hoje, quando lembro as minhas estradas,
Volto no tempo, vejo o meu passado.
Os cadernos com histórias grafadas,
A mente vazia, sem ti a meu lado.
Márcia Aparecida Mancebo
04/07/26
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