Posts de Márcia Aparecida Mancebo (2038)

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Pedido

Pedido


Este coração que pulsa carente
de tua presença e motivação,
precisa de força pra pulsar contente
cada vez que o sol romper na imensidão.

Não é um pedido apenas que te faço.
É um clamor repleto de intenção.
Quero a tua presença, o teu abraço,
Para não fraquejar sem ilusão.

Meu coração tem que voltar ser ativo,
Precisa sentir-se amado e curado.
Somente teu cuidado é o motivo
para que não sinta-se angustiado.

Não deixe o meu coração ser ferido,
Não o deixe sentir-se em desconforto;
Mais uma vez reforço o meu pedido,
Pois minha salvação é o teu porto!

Márcia Aparecida Mancebo
03/05/26

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Primavera

Primavera

Hoje visto a alegria em meu viver,
dei fim a todos cacos da jornada,
resolvi não aceitar mais o sofrer,
Desejo ver a estrada perfumada.

Cansei de sentir-me tão machucada
guardando no meu peito tantas mágoas,
sem culpa de uma vida complicada
com pedras enlodadas pelas águas.

As águas que eram claras, cristalinas
ficaram negras com o fel da maldade,
roubando-me a esperança e a claridade.

Mas, hoje em meu viver a luz fulmina,
A vida me sorri, sou primavera
não vivo mais de sonho, de quimera!

Márcia Aparecida Mancebo
16/05/26

Mote de Edith
As pedras enlodadas pelas águas

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Assim Nasce a Poesia

TEMA

"Quem sabe até uma poesia poderia nascer"

(Carlos Correa in Assim

 

Assim Nasce a Poesia

Há tanta beleza na tarde que cai,
que à mente flutua em tênue fantasia,
que brota espontânea no dia que esvai;
por certo, o deslumbre se faz poesia.

Uma poesia nascida no arrebol,
com folhas douradas cobrindo o chão;
imagem serena ao partir-se o sol,
a tarde outonal comove o coração.

Tantos outonos vividos na vida,
lembranças guardadas em cores e odores;
são velhas histórias, tornando-me ávida,
que aliviam da alma antigas dores.

Diante dessa cena, encontro-me tão bem,
os versos afloram, trazendo-me a luz;
neles me prendo, também sou refém
desse entardecer que a escrever me conduz.

 

Márcia Aparecida Mancebo
23/04/26

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O Que Não Floresceu

Esse caminho que a vida traçou
É margeado por flores e afins:
fruto de escolha que na"alma brotou,
E a paixão cresceu e disse que sim.

Olhos que se atraem a uma conquista,
Mas a duração da paixão tem fim,
bastaria um curto tempo a vista,
secaria como a flor no jardim.

Não há freio que segure o coração,
Há que se acreditar que é fraco laço.
Quiçá, sentido pela sedução,
Ou consequência de um errado passo.

Uma história de amor pra eternizar
Não pode nascer de uma falsa ilusão.
Pois a vida requer muito suportar
Pra que seja selada essa união.

"Essa é uma história de amor
Que não sobreviveu ao sopro do vento.
Faltou aquecimento e fervor
Pra ser eternizado no firmamento"

Márcia Aparecida Mancebo 17/05/26

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Refloração

Refloração

Na mente, estão retidos os teus traços
do teu jeito amoroso de me olhar,
olhos fartos de amor, sem ocultar,
que oferecia a mim o teu regaço.

Nos caminhos seguidos, passo a passo,
que ouvi de tua voz dizer me amar,
vive em mim esse afeto a me guardar.
E hoje descrevo, sim, sem embaraço.

Teu perfume ficou na flor guardada
quando a bruma cobriu nossa jornada,
transformando o sofrer em floração.

E das flores que o tempo fez caladas,
renascem as memórias perfumadas,
reavivando de novo o coração.

Márcia Aparecida Mancebo
16/05/26

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Vem, amor

Hoje lembrei de ti, meu grande amor,
Das juras feitas sob a luz da lua;
Pra sempre nos unirmos com fervor,
Juraste que eu seria sempre tua!

Não foram palavras soltas ao vento,
E sim, um gesto de amor tão bonito;
Ficou encravado no meu pensamento,
Lembrar leva-me ao céu, ao infinito!

Em mim teu amor somente cresceu,
Recordo teu semblante apaixonado;
Esse sentimento em nós floresceu,
Te quero comigo, oh, meu amado!

Se ainda te recordo, meu amor,
Volta depressa, anseio te abraçar,
Pois vive em mim a chama desse ardor,
Que noite e dia faz meu peito te chamar.

Márcia Aparecida Mancebo
15/05/26

&

Amor

Amor...Teus versos vieram como brisa calma,
tocando fundo o silêncio do meu peito;
cada palavra tua aqueceu minha alma,
como um sonho de amor tão perfeito.

Também recordo as promessas da lua,
os olhares perdidos na imensidão; 
 desde então, minha vida é toda tua,
guardada no mais íntimo do coração.

Não houve um dia sequer de esquecimento,
é pois teu nome ainda vive em mim; 
meu mais doce e eterno sentimento,
meu começo de amor sem fim.

Se a distância insiste em nos provar,
meu coração jamais se desfaz;
porque basta tua voz me chamar, 
para eu voltar correndo à tua paz.

E se hoje lembraste de nós dois,
saibas, meu amor, que eu também lembrei;
pois quem ama assim não esquece depois...
apenas espera o abraço que nunca deixei.

Ciducha
15/05/2026

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Outrora

Mote de Edith  (para soneto)---A lua passeava em meu quintal

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Outrora 

Quando a noite demonstrava fulgor,
minh'alma se agitava apaixonada,
num suspirar intenso, pois o amor
fazia dela o seu lar, sua morada.

Quando o amor em minha alma era habitante,
sentia que a ternura me enlaçava,
e o devaneio a mim era constante,
e nesse sonho farto me inundava.

Enquanto o amor sorriu-me, era feliz;
a vida tinha a cor que eu desejava,
e o amor trazia ardor especial.

A minha alma não tinha cicatriz,
a noite era serena, me encantava,
e a lua passeava em meu quintal.

Márcia Aparecida Mancebo
12/05/26

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No silêncio da sala

No silêncio da sala a tua espera,
mais uma noite doida e vazia,
que comprime minh’alma e desespera,
a visão turva… é grande a agonia.

As horas passam, a dor só aumenta,
chego a não sentir o coração,
que fraco pulsa, pois já não aguenta,
a tua ausência traz frio e exaustão.

Momentos tristes, dor e solidão
entrelaçam trazendo o sofrimento,
abrindo uma ferida dolorida.

O cansaço da espera tira a razão,
a mente enlouquecida sem lamento,
no silêncio da sala… morre a vida.

Márcia Aparecida Mancebo
12/05/26

&

No Silêncio da Espera

E no silêncio da sala eu cheguei devagar,
como quem recolhe lágrimas perdidas no ar.
Toquei tua ausência com mãos de poesia,
para que a noite encontrasse novamente o entardecer.

Se a espera cansou teu pobre coração,
que meus versos repousem na tua solidão.
Pois há silêncios que ferem… eu sei compreender,
mas há afetos que voltam apenas para florescer.

E quando a madrugada parecer infinita,
acende uma esperança, ainda que pequenita.
Porque onde a alma suporta tamanha dor,
também pode nascer um recomeço de amor.

Teeh Sant’Anna

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Calabouço da Paixão

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Calabouço da Paixão

Foste doce refúgio e meu encanto,
o meu sonho de amor que desejei...
Foste quem enxugou todo o meu pranto
nos momentos difíceis que passei.

Preencheste a lacuna dolorida,
Assim que a tempestade a mim chegou
alagando desejos de uma vida,
açoitando a minha alma que purgou.

Se pudesse no tempo retornar 
e te dizer: não há ninguém no mundo
que te quis com amor... amor profundo.

Mas fui abandonada por te amar,
presa no calabouço da paixão
e o frio penetrou meu coração!

Márcia Aparecida Mancebo
15/05/26

 

Mote para soneto ( Edith Lobato)

*E o frio penetrou meu coração

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No silêncio da sala

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No silêncio da sala
 
No silêncio da sala a tua espera,
mais uma noite doida e vazia,
que comprime minh’alma e desespera,
a visão turva… é grande a agonia.
 
As horas passam, a dor só aumenta,
chego a não sentir o coração,
que fraco pulsa, pois já não aguenta,
a tua ausência traz frio e exaustão.
 
Momentos tristes, dor e solidão
entrelaçam trazendo o sofrimento,
abrindo uma ferida dolorida.
 
O cansaço da espera tira a razão,
a mente enlouquecida sem lamento,
no silêncio da sala… morre a vida.
 
Márcia Aparecida Mancebo 
12/05/26
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Depois do Silêncio

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Depois do Silêncio

 

Depois do silêncio, um brado certeiro,

Uma voz forte gritou que a liberdade

É um gesto humano com som altaneiro:

A cor da pele é refrão da igualdade.

 

A verdade se fez com lealdade,

E as vozes hoje são unificadas.

Enfim, se sobrepõe à realidade,

A cultura caminha de mãos dadas.

 

A coreografia da vida é bela,

Se for cinzelada com cor viva.

No presente, as vozes são aquarelas

E todas ecoam fortes, altivas.

 

Agora é tempo de unir-se ao clamor,

Pensar no bem comum com dignidade,

Tempo do abraço demonstrando amor,

Ecos das vozes em sonoridade.

Márcia Aparecida Mancebo

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Tempo de Escuridão

Vai longe o tempo escuro tão cruel,
Onde as vozes eram sufocadas,
Onde bocas cuspiam todo o fel,
Pois a pele era muito maltratada.

Tempo de correntes, sangue e suor,
Calos, feridas, fome, submissão...
Altivez na voz seria pior,
Restava, então, calar o coração.

Mas nada que é mal germina a semente,
O bem prevalece, o que pode ser;
Em solo árido nascem valentes,
Com vozes que ecoam: querem viver.

Viver livre, qual pássaro a voar,
E no presente toda voz é igual;
Toda mente pode pensar, sonhar,
Agir, sentir em tempo universal.

Márcia Aparecida Mancebo
12/05/26

&

O Tempo dos Clarões

É tempo formal,
E também livre no passo,
Que escorre em silêncio
Pelos minutos do espaço.

Segundo a segundo se esvai,
Sem aviso nem retorno;
E nossos gestos se perdem
Quando a tristeza faz o entorno.

Precisão do instante exato,
Minuto que encontra o chão;
No compasso bem ajustado
Se firma a direção.

E assim, em cada encontro,
O caminho se alinha ao querer;
Há trilhas dentro do agora
Que aprendemos a reconhecer.

Talvez a utopia respire
No sopro que insiste em viver;
Propulsiona a alma ao amor
Que aceita o ser e o dever.

Entre salas e descansos,
Música acende a esperança;
Corações se refazem
Na emoção que não cansa.

Tempo, tempo, condutor,
Leva-nos sem nos perder;
Do princípio ao infinito,
No agora a florescer.

A Domingos
12 de maio de 2026

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Tempo de Escuridão

31148935696?profile=RESIZE_710xTempo de Escuridão

Vai longe o tempo escuro tão cruel,
Onde as vozes eram sufocadas,
Onde bocas cuspiam todo o fel,
Pois a pele era muito maltratada.

Tempo de correntes, sangue e suor,
Calos, feridas, fome, submissão...
Altivez na voz seria pior,
Restava, então, calar o coração.

Mas nada que é mal germina a semente,
O bem prevalece, o que pode ser;
Em solo árido nascem valentes,
Com vozes que ecoam: querem viver.

Viver livre, qual pássaro a voar,
E no presente toda voz é igual;
Toda mente pode pensar, sonhar,
Agir, sentir em tempo universal.

Márcia Aparecida Mancebo

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Depois da Dor

Quisera eu compor-te em tom sereno,
com versos doces, feitos de doçura,
não reprimindo a antiga formosura,
que o tempo escondeu sob o chão pequeno.

E mesmo quando o amor se faz sereno,
vestindo o coração de noite escura,
há sempre claridade e ternura
na alma de quem foi um jardim ameno.

Se a dor abriu estradas a lembranças
sem apagar de vez as esperanças,
que um dia afloraram com emoção:

E o amor, embora em cinzas recolhido,
vive recluso, manso e comovido,
feito uma prece no meu coração.

Márcia Aparecida Mancebo
11/05/26

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Flores

Homenagem aos meus sobrinhos que completam 20 anos de casamento 
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Flores
 
Aquelas flores que deste-me, amor:  
Secaram. Mas o perfume aquece-me no inverno,  
inflando a minha alma com o teu calor,  
um gesto sublime, um sentimento terno.  
 
Teu afeto está na flor ressequida,  
nos passos dados pela nossa estrada,  
nos instantes bons que temos na vida,  
durante a nossa dura caminhada.  
 
Seguindo ao teu lado não sou ser vazio,  
encontro em ti uma motivação;  
sem sentir no meu coração um frio,  
pois sou cativa a essa união.  
 
União que selamos com amor,  
esse amor deu-nos frutos... floresceu,  
com o mesmo aroma que com ardor  
um dia esse querer em nós nasceu.  
 
Márcia Aparecida Mancebo 
 
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Mãe — Escultura do Amor

Mãe — Escultura do Amor

Na sala o ranger da cadeira de balanço,
o ar exalando o perfume da saudade.
É o que estou sentindo com o coração manso,
lembrando de ti, mãe, na minha idade.

Na face o sulco da vida sofrida,
das lutas vencidas com esforço tamanho,
das noites acordadas ou mal dormidas,
mas sem reclamar do viver enfadonho.

Nos olhos, restos de sonhos persistindo,
pois para a mãe a esperança não morre.
Então, com a mente um filme assistindo,
sinto que lentamente uma lágrima escorre.

A emoção do momento enche-me de amor!
O amor de mãe é imenso e tão profundo,
e no seu caminho não morre uma flor.
Mãe é o silêncio sagrado deste mundo.

Márcia Aparecida Mancebo
10/05/26

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Ouço a chuva cair em meu telhado

Ouço a chuva cair em meu telhado

Ouço a chuva cair em meu telhado
salpicando a lembrança de saudades
de histórias guardadas do passado.
E, hoje as trago à tona com vaidade.

São momentos de amor que nós vivemos,
são lugares com noites estreladas
onde juras em segredo nós fizemos
para um dia seguirmos nossa estrada.

A tremer os meus olhos deságuam
fartas lágrimas feito um ribeirão:
cristalino, manso, pois nessas águas
corre o amor que guardei no coração.

Olho a chuva e recordo teu semblante,
teu carinho ainda insiste em voltar.
E meu peito, perdido e vacilante,
torna a tremer ao te imaginar.

Márcia Aparecida Mancebo
05/26

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O Tempo e Nós

O Tempo e Nós

Por mais que eu tente esquecer o passado
Do teu semblante belo, ainda jovem,
E a chuva a cair sobre o telhado,
As lembranças vêm, para lá me movem.

E o passado não morre de repente;
Alicerça o presente pra seguir.
A tua imagem chega docemente,
E eu recordo, sim, de ti, sem mentir.

Não foi paixão momentânea, não.
Foi algo sólido, mas inocente,
Onde descobri que o meu coração
Estava unido ao teu tão docemente...

O tempo andou mais rápido que nós.
Forte tempestade nos separou,
Mas não esqueço que não fomos sós.
Fomos um laço que não desatou!

Márcia Aparecida Mancebo

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CPP