No silêncio da sala
No silêncio da sala a tua espera,
mais uma noite doida e vazia,
que comprime minh’alma e desespera,
a visão turva… é grande a agonia.
As horas passam, a dor só aumenta,
chego a não sentir o coração,
que fraco pulsa, pois já não aguenta,
a tua ausência traz frio e exaustão.
Momentos tristes, dor e solidão
entrelaçam trazendo o sofrimento,
abrindo uma ferida dolorida.
O cansaço da espera tira a razão,
a mente enlouquecida sem lamento,
no silêncio da sala… morre a vida.
Márcia Aparecida Mancebo
12/05/26
&
No Silêncio da Espera
E no silêncio da sala eu cheguei devagar,
como quem recolhe lágrimas perdidas no ar.
Toquei tua ausência com mãos de poesia,
para que a noite encontrasse novamente o entardecer.
Se a espera cansou teu pobre coração,
que meus versos repousem na tua solidão.
Pois há silêncios que ferem… eu sei compreender,
mas há afetos que voltam apenas para florescer.
E quando a madrugada parecer infinita,
acende uma esperança, ainda que pequenita.
Porque onde a alma suporta tamanha dor,
também pode nascer um recomeço de amor.
Teeh Sant’Anna
Saudade
Enquanto o verso dança no dourado,
Entre cores e folhas, o amor
Ganha vida e se estende
Em gestos sublimes de calor.
O vento passa com leveza,
Não fere o que a alma deseja,
E deixa um rastro magistral.
E o tempo passa — deixando saudade.
Márcia Aparecida Mancebo
04/05/26