Na madrugada, instante da paixão, Olhares se encontram enamorados, Cremos que o amor não é mera ilusão. Meu coração bate descompassado.
Teus olhos me fitam tão fascinados, Dizem o que sente o teu coração. Na madrugada, instante da paixão, Olhares se encontram enamorados.
Com as nossas almas em comunhão, A lua intui que estamos alados; Ansiamos selar essa união, Sinto no peito um querer sufocado: Na madrugada, instante da paixão . Márcia Aparecida Mancebo 28/01/26
&
NUM INSTANTE, A PAIXÃO!
Na mesma madrugada em que me chamas, Sinto tua presença me envolver, Como brisa quente que em mim derrama O doce medo e a ânsia de te ter.
Teu olhar em mim também repousa, Desnuda a alma sem pedir perdão, E nessa chama ardente e silenciosa Meu peito aprende o ritmo do teu coração.
Se estamos alados sob a lua, É porque o amor nos fez assim, Dois corpos na distância ainda nua, Mas uma só chama sem ter fim.
E quando esse querer já sufocado Romper as margens da razão, Seremos enfim dois destinos selados Na madrugada… instante da paixão.
Na madrugada, instante da paixão, Olhares se encontram enamorados, Cremos que o amor não é mera ilusão. Meu coração bate descompassado.
Teus olhos me fitam tão fascinados, Dizem o que sente o teu coração. Na madrugada, instante da paixão, Olhares se encontram enamorados.
Com as nossas almas em comunhão, A lua intui que estamos alados; Ansiamos selar essa união, Sinto no peito um querer sufocado: Na madrugada, instante da paixão . Márcia Aparecida Mancebo 28/01/26
Meus versos rimados contam minha vida. Os percalços venci com muita coragem; Jamais eu segui por estrada escondida; Assim como sempre, mostrei minha imagem.
Na história narrada, deixei meu legado. Segredo não tenho, pois nada eu escondo, O que conquistei, zelo com o cuidado, Se me perguntarem do amor, eu respondo.
O amor e a fé que regem os meus dias. Flores semeei por todo meu caminho; Assim, os meus olhos sentem a alegria, E, por onde passo, respiro carinho.
Por isso a vida tem verso rimado. Minha mão escreve tudo que é sentido, Eu digo da estrela e do sol que dourado: Clareiam o trilho que tenho seguido.
Se a vida é cifra a ser codificada, teu olhar é luz que brilha em meu escuro. E, mesmo quando está sendo ocultada, deixa um reflexo tão belo, tão puro!
É nesse lume que tento trilhar, para, em silêncio, moldar o futuro. Não posso parar no tempo a pensar em decifrar a vida em tom duro.
Tento aprender a dor a transfigurar, entendendo o viver que nos uniu, na luz que insiste em nos guiar.
Ao decifrar a vida, aprendo a amar, pois teu amor meu passo conduziu, em ti meu peito escolhe repousar.
Chegaste em minha vida enamorado, Com teus gestos suaves me encantaste, Encontrei em ti tanto dom sagrado, Foste meu rei e em meu altar reinaste.
Todo rei tem defeito, eu não sabia, O altar que te ergui foi se partindo, Aos poucos se perdeu minha alegria, E o sonho se apagava, consumindo.
Mas mesmo que o sonhar perca o perfume, Na sombra da memória mora o resto, De um rosto, de uma voz que foi um lume, E volta em sonhos como um canto honesto.
O inconsciente guarda o que marcou; Por muito tempo vive ali no canto, Uma lembrança que jamais calou E volta em sonhos como um doce encanto.
São olhos que alcançam o que é distante, Veem que a paz só existe onde há amor, E que esse amor, regado tão constante, Leva o ser a tocar pleno esplendor.
Esses olhos da alma são brilhantes: Veem a beleza nascente da aurora E tornam cada instante radiante, Com desejo de bem viver — agora.
O agora é essencial ao sentimento, Pois o tempo, ao passar, não se importa Se existe o mais puro contentamento Ou se ao chão caem folhas quase mortas.
Olhos que caminham sempre em pares Têm cumplicidade delineada; Anseiam trilhar apenas lugares Onde a luz brilha viva pela estrada
Não consegui segurar meu coração. Teu belo olhar me trouxe à realidade. Livrou-me da brida com emancipação Percebi que em ti havia lealdade.
Agora acredito que foi o destino que nos uniu para sermos felizes. Andava sozinha por aí, sem tino. Com minha alma repleta de cicatrizes.
Seguimos em par, quais as duas flores, No mesmo galho, a procura do sol. Liberta de espinhos que causam dores. Assim somos nós, rumo ao arrebol.
Pois no horizonte, quando a tarde se vai Em silêncio, agradeço ao teu belo olhar que nos uniu com sorrisos, sem ais florescendo o sentir para nos amar!