Posts de Márcia Aparecida Mancebo (2051)

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No silêncio da sala

No silêncio da sala a tua espera,
mais uma noite doida e vazia,
que comprime minh’alma e desespera,
a visão turva… é grande a agonia.

As horas passam, a dor só aumenta,
chego a não sentir o coração,
que fraco pulsa, pois já não aguenta,
a tua ausência traz frio e exaustão.

Momentos tristes, dor e solidão
entrelaçam trazendo o sofrimento,
abrindo uma ferida dolorida.

O cansaço da espera tira a razão,
a mente enlouquecida sem lamento,
no silêncio da sala… morre a vida.

Márcia Aparecida Mancebo
12/05/26

&

No Silêncio da Espera

E no silêncio da sala eu cheguei devagar,
como quem recolhe lágrimas perdidas no ar.
Toquei tua ausência com mãos de poesia,
para que a noite encontrasse novamente o entardecer.

Se a espera cansou teu pobre coração,
que meus versos repousem na tua solidão.
Pois há silêncios que ferem… eu sei compreender,
mas há afetos que voltam apenas para florescer.

E quando a madrugada parecer infinita,
acende uma esperança, ainda que pequenita.
Porque onde a alma suporta tamanha dor,
também pode nascer um recomeço de amor.

Teeh Sant’Anna

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Calabouço da Paixão

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Calabouço da Paixão

Foste doce refúgio e meu encanto,
o meu sonho de amor que desejei...
Foste quem enxugou todo o meu pranto
nos momentos difíceis que passei.

Preencheste a lacuna dolorida,
Assim que a tempestade a mim chegou
alagando desejos de uma vida,
açoitando a minha alma que purgou.

Se pudesse no tempo retornar 
e te dizer: não há ninguém no mundo
que te quis com amor... amor profundo.

Mas fui abandonada por te amar,
presa no calabouço da paixão
e o frio penetrou meu coração!

Márcia Aparecida Mancebo
15/05/26

 

Mote para soneto ( Edith Lobato)

*E o frio penetrou meu coração

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No silêncio da sala

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No silêncio da sala
 
No silêncio da sala a tua espera,
mais uma noite doida e vazia,
que comprime minh’alma e desespera,
a visão turva… é grande a agonia.
 
As horas passam, a dor só aumenta,
chego a não sentir o coração,
que fraco pulsa, pois já não aguenta,
a tua ausência traz frio e exaustão.
 
Momentos tristes, dor e solidão
entrelaçam trazendo o sofrimento,
abrindo uma ferida dolorida.
 
O cansaço da espera tira a razão,
a mente enlouquecida sem lamento,
no silêncio da sala… morre a vida.
 
Márcia Aparecida Mancebo 
12/05/26
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Depois do Silêncio

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Depois do Silêncio

 

Depois do silêncio, um brado certeiro,

Uma voz forte gritou que a liberdade

É um gesto humano com som altaneiro:

A cor da pele é refrão da igualdade.

 

A verdade se fez com lealdade,

E as vozes hoje são unificadas.

Enfim, se sobrepõe à realidade,

A cultura caminha de mãos dadas.

 

A coreografia da vida é bela,

Se for cinzelada com cor viva.

No presente, as vozes são aquarelas

E todas ecoam fortes, altivas.

 

Agora é tempo de unir-se ao clamor,

Pensar no bem comum com dignidade,

Tempo do abraço demonstrando amor,

Ecos das vozes em sonoridade.

Márcia Aparecida Mancebo

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Tempo de Escuridão

Vai longe o tempo escuro tão cruel,
Onde as vozes eram sufocadas,
Onde bocas cuspiam todo o fel,
Pois a pele era muito maltratada.

Tempo de correntes, sangue e suor,
Calos, feridas, fome, submissão...
Altivez na voz seria pior,
Restava, então, calar o coração.

Mas nada que é mal germina a semente,
O bem prevalece, o que pode ser;
Em solo árido nascem valentes,
Com vozes que ecoam: querem viver.

Viver livre, qual pássaro a voar,
E no presente toda voz é igual;
Toda mente pode pensar, sonhar,
Agir, sentir em tempo universal.

Márcia Aparecida Mancebo
12/05/26

&

O Tempo dos Clarões

É tempo formal,
E também livre no passo,
Que escorre em silêncio
Pelos minutos do espaço.

Segundo a segundo se esvai,
Sem aviso nem retorno;
E nossos gestos se perdem
Quando a tristeza faz o entorno.

Precisão do instante exato,
Minuto que encontra o chão;
No compasso bem ajustado
Se firma a direção.

E assim, em cada encontro,
O caminho se alinha ao querer;
Há trilhas dentro do agora
Que aprendemos a reconhecer.

Talvez a utopia respire
No sopro que insiste em viver;
Propulsiona a alma ao amor
Que aceita o ser e o dever.

Entre salas e descansos,
Música acende a esperança;
Corações se refazem
Na emoção que não cansa.

Tempo, tempo, condutor,
Leva-nos sem nos perder;
Do princípio ao infinito,
No agora a florescer.

A Domingos
12 de maio de 2026

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Tempo de Escuridão

31148935696?profile=RESIZE_710xTempo de Escuridão

Vai longe o tempo escuro tão cruel,
Onde as vozes eram sufocadas,
Onde bocas cuspiam todo o fel,
Pois a pele era muito maltratada.

Tempo de correntes, sangue e suor,
Calos, feridas, fome, submissão...
Altivez na voz seria pior,
Restava, então, calar o coração.

Mas nada que é mal germina a semente,
O bem prevalece, o que pode ser;
Em solo árido nascem valentes,
Com vozes que ecoam: querem viver.

Viver livre, qual pássaro a voar,
E no presente toda voz é igual;
Toda mente pode pensar, sonhar,
Agir, sentir em tempo universal.

Márcia Aparecida Mancebo

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Depois da Dor

Quisera eu compor-te em tom sereno,
com versos doces, feitos de doçura,
não reprimindo a antiga formosura,
que o tempo escondeu sob o chão pequeno.

E mesmo quando o amor se faz sereno,
vestindo o coração de noite escura,
há sempre claridade e ternura
na alma de quem foi um jardim ameno.

Se a dor abriu estradas a lembranças
sem apagar de vez as esperanças,
que um dia afloraram com emoção:

E o amor, embora em cinzas recolhido,
vive recluso, manso e comovido,
feito uma prece no meu coração.

Márcia Aparecida Mancebo
11/05/26

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Flores

Homenagem aos meus sobrinhos que completam 20 anos de casamento 
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Flores
 
Aquelas flores que deste-me, amor:  
Secaram. Mas o perfume aquece-me no inverno,  
inflando a minha alma com o teu calor,  
um gesto sublime, um sentimento terno.  
 
Teu afeto está na flor ressequida,  
nos passos dados pela nossa estrada,  
nos instantes bons que temos na vida,  
durante a nossa dura caminhada.  
 
Seguindo ao teu lado não sou ser vazio,  
encontro em ti uma motivação;  
sem sentir no meu coração um frio,  
pois sou cativa a essa união.  
 
União que selamos com amor,  
esse amor deu-nos frutos... floresceu,  
com o mesmo aroma que com ardor  
um dia esse querer em nós nasceu.  
 
Márcia Aparecida Mancebo 
 
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Mãe — Escultura do Amor

Mãe — Escultura do Amor

Na sala o ranger da cadeira de balanço,
o ar exalando o perfume da saudade.
É o que estou sentindo com o coração manso,
lembrando de ti, mãe, na minha idade.

Na face o sulco da vida sofrida,
das lutas vencidas com esforço tamanho,
das noites acordadas ou mal dormidas,
mas sem reclamar do viver enfadonho.

Nos olhos, restos de sonhos persistindo,
pois para a mãe a esperança não morre.
Então, com a mente um filme assistindo,
sinto que lentamente uma lágrima escorre.

A emoção do momento enche-me de amor!
O amor de mãe é imenso e tão profundo,
e no seu caminho não morre uma flor.
Mãe é o silêncio sagrado deste mundo.

Márcia Aparecida Mancebo
10/05/26

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Ouço a chuva cair em meu telhado

Ouço a chuva cair em meu telhado

Ouço a chuva cair em meu telhado
salpicando a lembrança de saudades
de histórias guardadas do passado.
E, hoje as trago à tona com vaidade.

São momentos de amor que nós vivemos,
são lugares com noites estreladas
onde juras em segredo nós fizemos
para um dia seguirmos nossa estrada.

A tremer os meus olhos deságuam
fartas lágrimas feito um ribeirão:
cristalino, manso, pois nessas águas
corre o amor que guardei no coração.

Olho a chuva e recordo teu semblante,
teu carinho ainda insiste em voltar.
E meu peito, perdido e vacilante,
torna a tremer ao te imaginar.

Márcia Aparecida Mancebo
05/26

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O Tempo e Nós

O Tempo e Nós

Por mais que eu tente esquecer o passado
Do teu semblante belo, ainda jovem,
E a chuva a cair sobre o telhado,
As lembranças vêm, para lá me movem.

E o passado não morre de repente;
Alicerça o presente pra seguir.
A tua imagem chega docemente,
E eu recordo, sim, de ti, sem mentir.

Não foi paixão momentânea, não.
Foi algo sólido, mas inocente,
Onde descobri que o meu coração
Estava unido ao teu tão docemente...

O tempo andou mais rápido que nós.
Forte tempestade nos separou,
Mas não esqueço que não fomos sós.
Fomos um laço que não desatou!

Márcia Aparecida Mancebo

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Transição

"O mundo levita entre o agora e o sonhado"

(Lílian Ferraz in Poesia do dia 10 )

Transição

Enquanto o mundo levita, o ontem passa.
E o que fora sonhado agora é pó,
que ao céu conduz, qual fosse uma fumaça,
espalhando saudade a quem está só.

E esta saudade no peito tem sabor,
tem aroma de primavera passada,
com o broto se abrindo até virar flor,
lembrança do amor pela madrugada.

E o passado é revivido docemente,
e a fumaça que ao céu sobe ganha vida.
Aquela voz, ouvida suavemente,
no tempo presente, agora é colorida.

O que fora sonho ainda esgarça minha alma,
mas aceito como fiel realidade,
pois ao reviver o que é bom me traz calma,
tão precisa para aconchegar a saudade.

Márcia Aparecida Mancebo
22/02/2026

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Aprendizado Amargo

Os dias de exaustão e desconforto,
Sozinha segui, sem ninguém ao lado.
Levando toda a dor, sem ter conforto,
Eu fui fiel ao que me foi traçado.

A vida fez de mim um ser sem porto,
Sem o sonho que um dia foi sonhado.
Em cada curva, um sonho fora morto,
Mas não abandonei o trilho andado.

Se, pela vida incerta, me iludi,
Morri pela paixão que me enganou,
Nas lágrimas doidas que chorei.

Nos dias de cansaço, eu aprendi:
O aprendizado amargo me ensinou,
Meu erro foi te amar como te amei!

Márcia Aparecida Mancebo
03/05/26

&
ECOS DO APRENDIZADO

Li teus versos banhados de dor, Nas marcas fundas da desilusão.
Também já vi morrer um sonho,
Também chorei por uma paixão.

Mas o tempo, em silêncio, ensina Que toda ferida pode cicatrizar.
E o amor que um dia foi tormento
Vira força pra recomeçar.

Se foi erro amar desse jeito, Foi erro bonito de coração.
Pois só quem ama tão profundo
Conhece a dor da solidão.

Hoje teus versos já não são lágrimas, São aprendizados da emoção.
E o que foi amargo no passado
Há de florescer em superação.

Ciducha

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Aprendizado Amargo

Aprendizado Amargo

Os dias de exaustão e desconforto,
Sozinha segui, sem ninguém ao lado.
Levando toda a dor, sem ter conforto,
Eu fui fiel ao que me foi traçado.

A vida fez de mim um ser sem porto,
Sem o sonho que um dia foi sonhado.
Em cada curva, um sonho fora morto,
Mas não abandonei o trilho andado.

Se, pela vida incerta, me iludi,
Morri pela paixão que me enganou,
Nas lágrimas doidas que chorei.

Nos dias de cansaço, eu aprendi:
O aprendizado amargo me ensinou,
Meu erro foi te amar como te amei!

Márcia Aparecida Mancebo
03/05/26

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Não há explicação

T e m a:

"Será que foi o beijo com poesia
Onde até me entreguei igual a uma frágil sinfonia"

(Davi Simas Couto in Não consegui esquecer você )”

 

 

Não há explicação 

Na poesia, o beijo é qual canção:
chegou suave, mexendo com a alma,
iluminando a mente e o coração,
fazendo-me levitar — e trouxe a calma.

Às notas, entreguei-me com paixão,
como se fosse uma frágil sinfonia;
Envolvendo meu ser nessa união,
senti-me feliz: plena harmonia.

Se foi o beijo que me trouxe o amor,
não encontro palavras pra explicar.
No instante, foi luz, foi grande fervor;
quando percebi, estava a dançar.

Abri os olhos pra ver se era sonho,
ouvi a mesma canção com refrão,
e, com os olhos abertos e risonhos;
senti que amar é mais que doação.

Márcia Aparecida Mancebo
03/10/25

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Sonhos em Sereno Lago

Sonhos em Sereno Lago

Na mansidão, acalento o meu anseio,
Olhando o teu retrato e recordando.
Num suspirar de um belo devaneio,
De saudade sinto o peito ofegando.

Revejo sonhos e tua voz ouço:
Um murmúrio tão doce e agradável,
Qual uma brisa solta do calabouço,
Ecoando num gesto bom e afável.

Nesse instante, minha alma em plenitude
Deslumbra com caminhos percorridos,
Encontrando no amor uma virtude
De um fado, a teu lado, muito bem vivido.

Neste momento, me abraço à lembrança
Para recordar de tuas mãos o afago.
Fecho os olhos, sentindo segurança,
Aportando  sonhos num sereno lago!

 

 

 

Márcia Aparecida Mancebo
03/05/26

Atividade do grupo Desafio Poético com as palavras em negrito.

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SEDUÇÃO

SEDUÇÃO

Como véu de uma brisa, ela desliza
numa dança sedutora, instigante,
conduzindo os passos, ela motiva
com o corpo, desejo insinuante.

As voltas no salão chamam atenção
do jovem com os olhos cristalinos,
prenhe de sonhos no seu coração;
nesse momento, não é mais menino.

A paixão pela dama é fascinante,
com olhar fixo na dança envolvente;
na mente, o devaneio é ser o amante
da deusa imaculada ali presente!

A dança chamativa é persistente,
qual a brisa a roçar na face nua:
um toque especial e irreverente,
levando ao prazer a luz da lua!

Márcia Aparecida Mancebo
22/02/26

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Meu e Teu

Meu e Teu

O tempo não levou tudo, ficaram os gestos
os olhares que não mais se repetem,
as palavras que só nós entendíamos.
Aquela flor seca da primavera passada.

Flor, que me deste na mudança da estação
Com o tempo foi murchando,o aroma ficou
Na história que juntos escrevemos
Em poesia enquanto havia esperança.

Hoje está em cada pétala do teu silêncio
que ainda conversa com o meu íntimo
Na ausência, construímos presença.
Na distância, criamos pontes invisíveis
feitas de lembranças saudosas.

Não somos mais os mesmos, mudamos muito,
Talvez não haja retorno,
mas há memória; e nela o amor respira
Como quem espera sem exigir
E há algo que permanece intacto:
o que é meu é teu sem precisar ser dito.

Márcia Aparecida Mancebo
Setembro/25

 

 

Atividade da oficina Verso livre

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CPP