Posts de Márcia Aparecida Mancebo (1969)

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Penso assim...

 

Penso assim…

A vida é uma estrada com atalhos, sim.
Há muitas curvas, às vezes sem setas,
no ar paira um suave olor de jasmim
principalmente onde a via é reta.

É galante, por ter atalho e olor.
Se eu não tiver conhecimento, afundo
e caio num poço profundo sem cor
e num furacão de atrativos me inundo.

Por isso caminho com muita cautela.
Pois, na leitura muito cedo aprendi
Ando sem ter pressa nessa bela tela
Creio que foi isso; cheguei até aqui!

Sigo conjugando sempre o verbo amar
Sinto ser esse o meu pretender.
Sou exagerada para despertar
bom sentimento no modo de viver.

Sou preciosa neste vasto jardim
que é a vida com atalhos e perfumes
Para esquecer as mazelas, sou assim
Sigo sem medo afastando o queixume.

Márcia Aparecida Mancebo
26/04/24

 

 

Atividade do grupo Desafio Poético ( Suave… leitura… conhecimento… despertar.)

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Sozinha

 

Sozinha
 
A vida longa viagem
Um desafio ao meu ser
É nessa linda paisagem
Que necessito viver.
 
Passarela colorida
Onde estou a percorrer
Faz - me chorar comovida,
 pois, sigo sem meu querer.
 
Sem arrogância a seguir
Vou desbravando fronteiras
Com alegria a sorrir
Quero vencer as barreiras.
 
Pretendendo assim trilhar
Sendo de todos, irmãos
E com olhos a brilhar
Sentir paz no coração!
 
Márcia Aparecida Mancebo
 

 

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A lista

A lista

Fiz uma lista de todos os amores
De quem marcou mais e quantos me amaram
de quem inda guardo pétalas de flores
mesmo, envelhecidas perfume deixaram.

E, nesta lista há nome riscado
Que já não lembro o porquê risquei
Na memória não o tenho guardado
Sequer seu semblante na mente guardei.

De todos os nomes nenhum eu amei
Era tão jovem para compreender
E quando penso na lista eu não sei
para onde foram, onde estão a viver?

Hoje entendo que os fiz padecer
quando a solidão traz para a lembrança
Quanta arrogância nenhum escolher,
pois, esta vida é cheia de mudança
se estou sozinha foi por meu querer.

Márcia Aparecida Mancebo.

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No outono...

No outono…

Quando vejo abrolhar ao nascer o dia
as belas orquídeas que o outono enfeita
e um pé de rosa que ao nascer tardia
tão pequena, mas o olhar não a rejeita.

Não há como não sentir o forte vento
sem notar que folhas passam voando
E nesse instante vem ao meu pensamento
Que lentamente o tempo está mudando.

De agora em diante a cada amanhecer
As folhas estarão forrando o chão
e o sol não será tão quente ao entardecer
e nas noites verei no escuro, clarões.

É no outono que vagueia a minha mente
Volto ao passado repleto de lembranças
E vejo - me a brincar no prado, contente.
Como no tempo que era uma criança!

Márcia Aparecida Mancebo
25/04/24.

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Leveza na alma

Leveza na alma

Enfrentando os entraves da lida
Levo na face o sorriso estampado
E no coração a esperança ávida
Para que eu veja esse mundo encantado.

Com flores coloridas pelas estradas,
com estrelas brilhando nas escuras noites,
com pétalas rosadas pela jornada
E somente alegria sem nenhum açoite.

Assim sigo a trilha que leva - me ao sonho
Sentindo uma leveza em minha alma
Uma fé que o caminho não é medonho,
Pois a bela natureza me traz calma.

Essa minha alma poeta me é venturosa
Que meus olhos veem uma luz que irradia
em cada botão formoso de rosa
Que vejo abrolhar quando nasce o dia!

Márcia Aparecida Mancebo

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Missão

Missão

Respeito e amor poderão mudar o mundo
Se cada ser,for aceito, do seu jeito
E se as palavras tiverem som fecundo
Os olhos não verão com preconceito
e, todos serão irmãos co' amor profundo.

Por certo as guerras terão um belo fim
Os povos unidos, um mesmo objetivo
Sem ganância e poder estarão a afim
de alastrar a paz, de um jeito coletivo,
qual as flores vivem num mesmo jardim.

Se é utopia pensar como penso;
sou poeta louco cheio de ilusão.
Pois, não gosto de viver sempre tenso
Sem paz e com medo no coração
Anseio no mundo amor, amor intenso.

Mesmo sendo sonhadora lutarei
Para que a vida seja valorizada
E por esse lema assumido irei
Semeando nas margens das estradas
lírios da paz, pois a paz exaltarei
Esta missão que a mim, foi outorgada
Enquanto estiver trilhando esta jornada.

Márcia Aparecida Mancebo
15/04/24

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Reflexão

Reflexão

Não bata na minha porta, não estou.
Saí para me sentir um pouco só
Não tenho rumo certo, mas eu vou.
Vou caminhando mesmo que, tenha pó.

Já não importa que chova ou faça sol.
Quero entender o que acontece comigo.
Quero andar, andar até ver o arrebol
Quem sabe no caminho encontre abrigo.

Um abrigo diferente do que tenho
Que seja simples e que não tenha luz
O conforto, hoje não quero, me abstenho
Preciso estar só com a minha cruz.

Se Jesus carregou sem reclamar.
Sentiu solidão e sangue chorou
Quem dera nos seus braços, poder chorar
Para entender quem realmente eu sou.

Márcia Aparecida Mancebo

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Vaso novo

Vaso novo

Quando vejo em pleno outono nascer
flores coloridas no meu jardim,
sinto - me renovada, sou um novo ser.
Invade-me uma alegria sem fim.

Vida nova, transmutação que a estação oferece
fazendo meu coração forte pulsar
O amor me domina em forma de prece
ajoelho - me e agradeço para rezar.

Palavras saem perfumadas da alma
Com sinceridade, no papel, lavradas
Sou absorvida pela paz e calma
e por Deus das alturas sou muito amada.

Por mãos divinas sinto - me modelada
E um qual um vaso novo ressurgirei
para seguir até o fim da jornada
e atingindo a plenitude estarei.

Márcia Aparecida Mancebo
15/04/24

Atividade do grupo Desafio Poético - palavras
Nascer- amor- sinceridade- transmutação

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Saudade ingênua ( Poema sobre uma imagem)

Saudade ingênua

Saudosa lembrei aquele amanhecer
com alegria infinita a me abraçar
De um tempo belo que tive em meu viver
Hoje resta — me apenas rememorar
condenada a viver só de lembrança.

Nós dois e o violão, ah, quanta ternura!
Não posso reclamar que a vida é má.
Pois, o amor cobria — me de ventura
E eu sou feliz por ter o que recordar!

Ainda ouço a tua voz e a melodia
E a tua face feliz quando cantava
A noite amanhecia, era quase dia.
Lindo clarão que a manhã iluminava!

A canção marcou com flores minha vida
com uma saudade ingênua e mansa
Que o riso cai molhado e comovida,
pois, na alma eternizei essa lembrança.

Márcia Aparecida Mancebo

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Novo céu

Novo céu

Para os meus sonhos não há explicações
Aparecem e levam - me ao extremo
Nesse sonhar há tantas interrogações
Diante desse mundo sinto - me pequeno!

Estou sempre a procura de um novo céu
Adentro num túnel e subo uma escada
E nessa fantasia solto-me ao léu
Como se fosse atingir a madrugada.

É pela madrugada que o pensamento
faz com que eu sinta a vida qual caracol
com muitos degraus para ao topo alcançar.
Nesse caracol todo o meu sentimento
enrola - se nos anos… não vejo o sol.

Apenas um clarão sem descrição.
Se é o novo céu, não sei como explicar,
pois, vem de tão longe essa imaginação
É a incógnita que vive a torturar
Esse meu sonho sem solução!

Márcia Aparecida Mancebo
26/08/23

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Velha estação

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Aqui volto pra rever este lugar
E sinto minha alma apertar de emoção
As lembranças boas vou longe buscar
Revisito a velha e querida estação.

A estrutura do prédio está em pé
O telhado fora embora com o vento
A pintura desbotada no rodapé
Inflama de saudade o pensamento.

O tempo não corroeu trilho e gramado,
A paisagem envelheceu, foi descuidada
O vilarejo hoje é desabitado,
Mas guarda instante de forma inusitada!

Ainda lembro - me do trem, o último apito
E do barulho dos vagões sobre os trilhos
As chegadas eram acenos e gritos
Agora são estrelas por onde trilho.

Márcia Aparecida Mancebo
12/03/24

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Quanta saudade!

Quanta saudade!

No íntimo trago a saudade guardada
Das tardes mornas de verão a beira-mar,
do cochilo na areia na madrugada
e da branca lua a me cortejar.

E a mente a relembrar, longe, a mocidade
Quando a noite galante tão transparente
propiciava um beijo, ah! Quanta saudade
do tempo que o amor era chama ardente!

Hoje resta pela praia caminhar
Com lágrimas escorrendo tão quentes,
E ao sentir a onda os meus pés molhar
Ah! Enalteço este mar tão deslumbrante!

Com capricho se revela a natureza
Com brilhos e cores refletindo n'água
Que ao contemplar essa imagem tão bela:
Presente do Criador pra curar mágoas.

Márcia Aparecida Mancebo

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Unção

Unção

Quando o tédio me assola pela noite
E os sintomas torturam minha mente
Sinto que sou maltratada pelo açoite
Com saudade de um tempo tão contente.

Surge qual um raio silencioso
Não há magia que apague da memória
A lembrança de um passado maravilhoso
Que o tédio quer transformar em triste história.

Então, ajoelho - me pronta a oração
Pra que a história venha bela e colorida
Que não torture o meu velho coração
Mas, traga sim, mais sentido para vida.

E aos poucos sinto o tédio ir se embora
Sou ungida pela paz do meu Senhor
Momento de cura envolve- me nesta hora
E minha alma adormece de tanto amor!

Márcia Aparecida Mancebo

 

 

Atividade - Desafio Poético

Magia, sintomas, cura, oração

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Terra varonil

Terra varonil

O grito dos oprimidos é abafado.
O choro das mães sofridas é escondido
À fome dos desnutridos é negado
e o alimento ao poderoso é servido.

A verdade ao povo sofrido é calada
O povo é enganado e tudo é festa
com fogos de artifícios e mais nada.
No ar o cheiro ruim é o que resta!

Para violência não tem solução
Falta tudo ao progresso da nação
O povo é presenteado na eleição
e esquece o lhe dói no coração.

Mesmo assim a esperança é avivada,
barriga vazia enfraquece a memória
E nesta terra varonil, tão amada
cada um vai escrevendo sua história!

Márcia Aparecida Mancebo

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Discipula

Discípula

No céu a única estrela ainda brilha
neste amanhecer quando o sol anuncia:
O dia nasceu é hora de seguir a trilha,
encher o coração de fé e alegria.

Pois, sem esperança e fé o ser esmorece,
a alma mergulha em profunda nostalgia
Travam as pernas e o corpo padece,
somente a tristeza o olhar irradia.

Mas no céu a última estrela lumia
parecendo dizer - me: segue adiante
que no entardecer, no final do dia
estarei na imensidão, bela brilhante.

Como sou discípula obediente
tomo minha cruz sem reclamações
e com os passos lentos sigo em frente
Com as mãos na lida e na mente as orações.

Márcia Aparecida Mancebo

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Mulher

Mulher

Um dia ouvi dum sábio o que vou grafar
Um sentimento profundo senti ao dizer
E com delicadeza pôs - se a declarar
Uma ode bela que jamais pude esquecer

Mulher és a flor bela da Criação,
Teus olhos são quais cristais quando sorris
demonstrando o que sentes no coração.
Mulher és a estrela na noite gris!

Tens no abraço o amor todo requintado
Nas palavras ditas há imensa ternura,
nos lábios o beijo tão adocicado,
pois existes para emanar doçura!

Hoje é teu dia, dia de celebração
E desde que amanheceu há perfume no ar
Não há quem não sinta por ti emoção
e prazer de a teu lado caminhar…

Com tanto predicado foste escolhida
Para semear os mais lindos frutos
No jardim florido, pois, és aguerrida,
e com humildade esconde os atributos.
Mulher, és a tela que enfeita a vida!

Márcia Aparecida Mancebo
08/03/24

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Sonho audaz

Sonho audaz

Sonhei estar voando pela imensidão
Voei, voei sem rumo aonde chegar.
Imaginei ter asas, mera ilusão,
asas pequenas aonde irás me levar?

Enquanto voava perguntas tantas
Subi voando admirando a paisagem
Perdi a noção do tempo, ah! Horas santas
quem dera perdesse — me entre as folhagens!

E fui além sem importar o que fiz
Da liberdade encontrei o sabor
Sem ter medo do voo, voei feliz
Entendi da vida o enlevo do amor.

Quando acordei senti meu coração
pulsando, imaginando, ser verdade,
pois sonho tanto que o levo a emoção
Depois o desaponto com a realidade!

Márcia Aparecida Mancebo

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Pois,é.

Pois, é.

Nessa madrugada a saudade chegou
trazendo recordações do passado
fazendo — me chorar com as boas lembranças
de um tempo bonito que não voltará jamais.

A saudade abraçou — me por inteira
e a madrugada passou lentamente
martirizando minha alma com a insônia
Revi meus intensos e ternos momentos.

Ah! Quantos instantes lembrei de tempos idos;
Dias e dias vivendo um grande amor,
horas inesquecíveis que não esquecerei
Recheada de encanto e infinda ternura!

Pois, é, nessa madrugada perdi o sono
Voltei a buscar o que passou qual um filme
E involuntárias lágrimas rolaram pela face
Como se pudessem trazer para agora
Tudo, que fora bem vivido ontem.

Márcia Aparecida Mancebo
21/02/24

 

 

Atividade da oficina Verso sem rima e sem métrica.

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Momento único

Momento único

Basta — me contemplar a natureza
Que não preciso de muito pra viver
Ver as cores oferecidas, a beleza
de uma paisagem que faz-me endoidecer.

Sentir uma paz que eleva meu ser,
traz — me a poesia pronta ao raiar o dia
Passar para o papel o que meu olho vê
Infla minha alma de tanta alegria
Que não me deixa jamais esmorecer.

Sigo num caminho cheio de beldades
O que vejo não é inventado, é real!
Essa mescla de cores mostra a verdade
dessa paisagem que é fenomenal!

O amor que traz essa emoção, um dia
será para mente eterna saudade.
Momento único com simples grafia
Leva — me a prosseguir com dignidade
Grafitando com carinho a poesia
onde demonstro a sensibilidade

Marcia Aparecida Mancebo
27/02/24

 

 

Atividade - Desafio Poético
palavras: dignidade, paz, beleza, verdade

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Ao léu ...

Ao léu....

Na escuridão ninguém ouve meu grito
É o momento que eu posso chorar
Desafogar este coração aflito
Pois não vejo luz para me iluminar.

Apenas a dor caminha comigo
No mar da vida sozinha estou
E a vida é curta, quero um abrigo
Chego a pensar entristecida -aonde vou?

É tanto escuro, um breu somente
Que o pensamento chega a divagar
Ao léu sem rumo ando lentamente
Um medo intenso impede eu parar.

Assim seguindo sem uma lanterna
Para essa noite poder clarear
Dói todo o corpo, tremem as pernas,
Pois inda não sei onde irei me abrigar.

Márcia Aparecida Mancebo

Saiba mais…
CPP