Posts de Márcia Aparecida Mancebo (1969)

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Aliança

Aliança

Quanta ternura nesse predicado
Um laço que une dois corações
E estimulados caminham lado a lado
E seguem o trilhar cheio de ilusões!

Une vidas, dá fim para a solidão…
Demonstra que viver em harmonia
É como a beleza de cada estação
É um enfeite que traz ao olhar, alegria.

Aliança que com carinho é regada
A cada minuto que seguem os dias
Qual a primavera na tela mostrada
Flores coloridas vestindo a magia
Como caminhar pela estrada da vida.

Às vezes sendo inverno, às vezes outono
Sem contrariar cada ciclo vencido
Sempre em companhia, nunca no abandono
Agradecendo o bem oferecido.

Márcia Aparecida Mancebo

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Estesia

Estesia

Quando sou abraçada esqueço o mundo
Somente há ternura no meu coração
E um desejo imenso que de tão profundo
Fico imaginando: não ter ilusão.

A ilusão me mostra a vida com beleza
A grandeza que há em tudo que existe
Que esqueço as mazelas, vejo a natureza
Mesmo com temporais, tão bela persiste!

Creio que com cristais, Deus fez as estrelas,
recolheu todas as lágrimas e fez o mar
Para que em seus braços eu pudesse vê — las
Para sentir quão bom é contigo, estar!

E co' o ecoar da canção fez o sol
Para iluminar a rota da melodia
E nos seus braços nas tardes, no arrebol
Pudesse esperar a noite co' estesia!

Márcia Aparecida Mancebo

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A voz do silêncio

A voz do silêncio

A voz do silêncio calou minha alma
No instante que os pássaros voavam no ar
de volta aos seus ninhos repletos de calma.
Minha alma aflita pode se acalmar.

A voz do silêncio me fez refletir:
Quão bom é viver contemplando a beleza
dessa natureza tão bela a florir...
Um brinde à tarde outonal com fineza!

Minha alma inquieta tão calma ficou
na abundância de paz que na terra existe
E um rubro dourado todo céu inundou
naquele silêncio que por lá persiste.

O acaso anuncia hora de oração
Instante solene de agradecimento
Instante de paz para o meu coração
Onde a gratidão preenche o momento

A voz do silêncio calou a tardinha
Calou a minha alma intuindo a rezar...
Ao ver que a noite adentra sozinha
Repouso meu ser, preciso descansar!

Márcia Aparecida Mancebo
13/06/23

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Reflexão

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Reflexão

A vida me mostra caminhos, esquinas
Escolho o que mais me convém pra viver
Sempre uma leitura boa ilumina
O rumo que devo seguir sem sofrer.

Procuro na Bíblia toda a instrução
Isso aprendi quando a dúvida aparece
Recorro a ela e encontro a direção
Abaixo a cabeça e agradeço em prece.

Somente as palavras sábias me ensinam
Isso é o meu pensamento e meu sentir
Sei que me julgam ingênua menina,
mas sou sincera, não sei nada omitir.

É na tardinha que faço reflexão
Onde não há barulho a não ser da brisa
Onde o céu une-se ao meu coração
Esse é o lugar certo para quem valoriza
A leitura Sagrada como oração!

Márcia Aparecida Mancebo
26/05/23

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Agora

Agora

Não posso negar que a vida é bela 
Quem nela tropeça é por desconhecer
Que para vive -la é preciso aquarela
e um pincel pra pintar o anoitecer.

Há tanta pureza no sol se esconder
Com raios irradia o que tem de sagrado
Não existe mistério no que meus olhos vê
Apenas a extasia, os deixa molhados.

Tamanha tristeza, antes não perceber
E digo com toda a sinceridade:
Só vejo isso agora com o envelhecer
Passei tantos anos com tanta vaidade
Preocupada somente como viver.

Agora que sinto o peso da idade
Lembrança vem de quando me disseram
Que um dia sentiria imensa saudade
De todos os anos que passaram
E eu ter vivido na obscuridade.
Sem ver o sol se pôr levando a tarde!

Márcia Aparecida Mancebo
21/06/23

( ativid ade do Desafio Poético ,
palavras: Sinceridade , Lembrança, pureza, vida ) 

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Tom dourado

Tom dourado!

Se acaso eu soubesse que a vida é cruel
Que faz com que eu sinta a dor da saudade
E que por tanto tempo o alimento foi fel
Teria aproveitado a felicidade.

A felicidade do tempo criança
Que não guarda mágoa e chora a toa
Se tivesse feito com a vida aliança
Entraves hoje, venceria na boa!

Mas eu não sabia nada do viver
E segui atropelando todos meus dias
Segurei o pranto que vinha ao sofrer
E não vislumbrei com a alegria.

Hoje eu sei que as dores, todas, que sinto
São reflexos das tensões e das ansiedades
Evito pensar, mas sei e pressinto
Quando no silêncio eu sinto a idade.

E a infância querida co' olor de açucena
Que ficou tão longe, lá no passado
E quando tento rever todas as cenas
Eu vejo infância com um tom dourado!

Márcia Aparecida Mancebo

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Um pouco de mim...

Um pouco de mim...

A cena que vejo traz — me alegria
Leva-me a sonhar com aquela canção
Com versos bonitos de uma poesia
Que sempre cantei pro meu coração.

Essa tela tão bela cheia de cores
Parece o palco que um dia dancei…
Ali me exibia coberta com flores
Cobrindo meu corpo, aroma exalei…

E é tão bonita, minha preferida
Com som suave de um bandolim
E ela retrata toda minha vida,
Canta-la eu sinto um pouco de mim…

Um pouco de mim quando bailarina
Nas pontas dos pés sentia — me ao léu
E rodopiava, pois, era menina
E nada impedia sentir-me no céu!

Márcia Aparecida Mancebo

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Minha Alma

Minha alma

É nesses momentos que o dia amanhece
Que minha alma sente do mundo leveza
O dia ao nascer à minha alma é prece
Na manhã tão clara emanando beleza.

Tamanha beleza que minha alma se alegra
E tão inspirada dita - me poesia
E com alegria seu sentir, não nega.
E neste momento afasta a nostalgia.

Minha alma é risonha e muito feliz
Que no meu versar quer eu diga do amor
Sem dizer de pranto nem de cicatriz.

E ao correr o dia o entusiasmo é tanto
Que quando percebo me envolvo em dulçor
A voz da minha alma enche me de acalanto!

Márcia Aparecida Mancebo

Encontrei num caderno velho e ajeitei 

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Crença

Crença

Somente com amor se vence essa vida
A estrada é forrada de pedras e espinhos
Se eu não fosse  forte, uma mulher aguerrida
Eu morreria sozinha sem ter um vizinho.

Preciso pensar pra tomar decisão
A sabedoria se não for usada
Poderei machucar o meu coração
E continuar só nesta caminhada.

Pois, a vida não tem seta nos atalhos.
Não tem nada que indique uma direção
Se eu não tiver fé, serei um cascalho
Perdido entre tantos na multidão.

Então pra viver eu imploro a Jesus
O rumo certeiro que devo seguir
Que mostre um sinal, que emane uma luz
Pra que eu não possa num poço cair.

E mulher aguerrida como eu sou
Faço da oração o meu alimento
Se ainda caminho e sei aonde vou
Eu levo minha crença no pensamento.

Márcia Aparecida Mancebo

18/06/23

( Atividade do grupo Desafio Poético

Amor, Fé, Sabedoria, Jesus)

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Final de tarde

Final de tarde

As luzes acesas ornam a cidade
Deixando um luzir neste final de tarde.
Aqui da janela observo o movimento
O frio da noite chegou com o vento.

Um vento silente espantou passarinhos
Que aos poucos voavam voltando ao ninho!
Cessou o assovio, só resta a noitinha
Aqui da janela dou adeus à tardinha.

Paisagem bonita… agradável momento
Que mexe comigo, com meus sentimentos!
É minha cidade recebendo a noite.

Gentil natureza sem dor nem açoite
Ao longe acenando à bonita cidade
Cenário estampando no morrer da tarde!

Márcia Aparecida Mancebo

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Sussurro dos anjos

Sussurro dos anjos

A vida é repleta de motivação
Há tantos atos e mãos a estender
Que sinto o pulsar forte do coração
Não sei como o bem deixar de fazer.

Nesse momento tão especial
Que a sensibilidade toca o meu ser
Anjos sussurram: — Isso é anormal.
Então tento ouvir o que estão a dizer.

Para eu veja nas faces, estampada
A dor que as pessoas mostram no olhar
Como não sentir empatia por nada
Se nada sou, como não me importar,
como sentir - me alheia sem me igualar?

Não tenho como o meu olho fechar
Fingir que na vida não existe tristeza
Se por onde passo ouço o soluçar
De pessoas chorando por incerteza.

Sozinha não irei o mundo mudar.
Mas com paciência ajudar poderei
Quem sabe consiga com grito alertar
Que nesta batalha na frente estarei
Ouvindo bem claro anjo sussurrar!

Márcia Aparecida Mancebo.

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Sustentação

Sustentação

Com sabedoria consigo vencer
Toda a barreira que encontrar no caminho;
infindas lições consegui aprender:
que por onde sigo não estou sozinho.

Em uma sacola carrego as lembranças.
Pois, não sei se um dia voltarei aqui
Não deixo de lado a fé e a esperança.
Seguir abraçados co' elas, aprendi.

Olhando com amor as flores da estrada
Pra não esquecer tudo que me avizinha
E andar sobre as pedras estou preparada
Faz parte da vida, de quem só, caminha.

E toda beleza avistada na via
Será o suporte pra seguir em frente
E quando a saudade chegar arredia
Eu guardo o alicerce encravado na mente
Será a certeza que venci meus dias.

Márcia Aparecida Mancebo

(Atividade do desafio de palavras: sabedoria, amor, beleza, abraçados)

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Sei lá!

Sei lá!

Sei lá se sou eu que embalo teu mundo,
Pois a meu lado me sinto faceira
E tudo faço para te conquistar
Faço o que posso, mas juro,sei lá!

Noto que a meu lado fica animado
Não fica zangado, o vejo risonho
Parecemos que nascemos um para outro
Que não sei distinguir quem somos nós.

Que bom que embalo teus dias
Mostrando a alegria que existe na vida
Eu sou tagarela e exalo ternura,
Quando não penso o que falo, sorrio.

Sei lá! O que importa é te ver feliz
E olhar para o futuro com altivez
Ninguém merece não ter um amor
Para o levar ao profundo do sonho!

Márcia Aparecida Mancebo
06/06/23

 

( Atividade da oficina de verso livre sem métrica e sem rimas )

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A luz da manhã

A luz da manhã

Agir com bondade é dever do cristão
Coração co' amor atraí coisas boas
Cativa pessoas pelo coração
E sente- se que na vida não está à toa.

Um riso na face emana alegria
Abre portas para conquistar amigos.
Viver todos em plena harmonia
Jamais fica só, no irmão tem abrigo.

É preciso coragem para seguir a vida
Nem sempre é fácil retirar espinhos,
E não chorar por percalço na lida,
Mas sempre Deus mostra atalho no caminho.

E segue - se com garra no que pensa
Que as lágrimas secam co' o sol a nascer
E a luz da manhã traz a recompensa
E dá para alegrar co' o belo viver!

Márcia Aparecida Mancebo
03/06/23

 

Atividade do desafio Poético

Recompensa, Coragem, Bondade, Conquistar 

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Surpresa

Te m a

"Na vida das incertezas
Algo muito belo está para acontecer"

(Trecho do poema Poema perdido - JC BRIDON)

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Surpresa

A vida é florida, mas nada é tão certo;
há tanta incerteza diante dos fatos.
Nos fatos da vida ao viver, desperto
e o que acho certo, pode ser um boato.

Até um boato pode ser verdade
E trazer alegria aos dias incertos
Ouço por aí tantas inverdades
Que até mudo o rumo e sinto - me esperto!

Já vi muitas vezes tudo revirar:
O que era belo não mais brilhou
e o que era feio veio melhorar…
E nos cálices do vento tudo curou.

Então conclui quando há incertezas,
atrás disso tudo há algo escondido;
um pensamento bom que atraí surpresa
Ao lado a surpresa há um mundo florido!

O dia florido do amanhecer
Chega bonito trazendo bonança
O que era incerteza irá acontecer:
tão cheio de paz e muita esperança!

Márcia Aparecida Mancebo
26/05/23

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Hoje...

Hoje...

Hoje quero brindar a vida 
Agradecer a Deus por Sua Bondade
São tantas graças recebidas
Que me esbaldo de felicidade!

Hoje beberei uma taça de vinho
Dançarei, rodopiarei...
Mesmo que seja sozinho
Esse meu dia brindarei!

Enquanto posso, quero viver assim,
Pois hoje não sou aquela menina
Ah! Como tenho saudade de mim...
Hoje não sou mais bailarina
Sou poeta, mas também não é ruim...

Hoje sou do viver refém
Pagando minhas duras penas
Com isso me conformei também
Suavizo os dias com açucena.

Eu nasci para ser nuvem pequenina
 Viver no mundo sempre flutuando 
Qual pássaro de asas de purpurina
Para incendiar a tarde com raios ofuscando!

Márcia Aparecida Mancebo
05/06/23

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Badalar das horas

Badalar das horas

Agora que a dor da saudade passou
Eu vejo os meus dias com olhos risonhos
E aquela amargura que tempo pulsou
Fizeram-me viver momentos medonhos.

Mas como na vida tudo tem um fim
Passam as tormentas co’o badalar de horas
A serenidade voltou para mim,
Eu sinto pulsar o coração agora!

Uma mansidão vem abrandar minha alma
Meus olhos fecham-se para adormecer
Meu ser é invadido por extrema calma
Eu sinto ternura pelo meu viver

Recordando a lida vejo-a tal qual tela
Viajo pra afável infância tão bela!

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Momento Outonal

Momento outonal

Às vezes não é fácil compreender
O que sinto quando o dia vai-se embora.
É um sentimento tão lindo perceber
Esse momento outonal que vejo agora.

As folhas num íngreme voo caem
E vão somar as ramas secas do gramado
E nesse voar meus olhos atraem
Pois amo o entardecer todo dourado!

As folhas voam rodopiando no ar
Pintando à tardinha com um tom diferente
Ao que o sol irradia e eu sinto abraçar
Esse suave instante que mansamente
Deixa aos poucos o chão cor verde mar.

Aos olhos emana beleza e a minha alma
É um êxtase tudo isso contemplar
Sem sentir que essa paisagem traz a calma,
Mas é um combate ver e não chorar
Diante da grandeza que ao olhar espalma!

Márcia Aparecida Mancebo
01/06/23

 

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Reclusa

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As minhas angústias e medos escondo
Não sei se irão em mim, acreditar…
Poderão entender que estou me expondo
Tentando a atenção de alguém provocar.

Quem irá querer meus desejos, saber
Se sempre me calo quando me perguntam
A quem irá interessar meu viver
Se abraço minha alma e seguimos juntas
Escondendo sonhos para sobreviver?

Minha vida é simples e fora da moda
Ainda aprecio ver o sol nascer…
Amo ver criança brincando de roda
Cantando a canção que cantei ao crescer.

Já faz tanto tempo que trilho calada
Sufocando meus ais tentando seguir
Escondendo segredos na madrugada
E sempre reclusa para não mentir!

Márcia Aparecida Mancebo

Poesia inspirada na imagem

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Pontes

Pontes

A ponte que leva - me ao lado leste
Uma parte é de tábua, outra cimentada:
De tábua tem flores belas, silvestres
Outra parte é fria sem flor pela estrada.

Essa parte da ponte feita de tábuas
Tem uma fragrância com cores ornada
Dá para ouvir o burburinho das águas
Suavizando toda a caminhada.

Às vezes dá medo, traz insegurança,
Mas sua beleza incentiva - me seguir
Então piso forte com muita esperança
Que outro lado da ponte eu possa atingir.

Tenho impressão que a cimentada é segura
E é desse lado que tenho que chegar
Caso seja fria estarei madura
Para todo percalço poder sanar.

Márcia Aparecida Mancebo

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CPP