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Ser errante

Palavras em tela: Beneplácito, zéfiro, calado, divagando ( Desafio Poético)

 

 

 

Ser errante

Divagando sem rumo pela vida
Percorrendo lugares diferentes
Atentando às subidas e descidas
Percebi que sou mero ser errante.

Um zéfiro bom roçou meu semblante
Qual aviso que poderia mudar...
Não de rota, pois, quem é caminhante
Não aceita em outro chão palmilhar.

Assentei- me entre as flores numa curva
Calado pensei em minh' alma salvar,
O céu derramou bençãos de chuva
... Águas puras caíram pra curar!

Ajoelhei - me sobre as pedras da estrada
Num gesto beneplácito implorei;
Ao ver Deus ao meu lado na jornada,
Que aceitava correção ao que errei.

Márcia Aparecida Mancebo
13/01/2023

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Tempo... Momentos vivenciados

Tempo... Momentos vivenciados.

O tempo é o chicote da mente cansada
Que açoita os dias passando com pressa
E não há compressa que abrande a noitada...
Relógio não para, caminha a beça
Levando o viver, pela madrugada.

E é pela noite que o tempo apressa:
A idade, as dores, todos os sofrimentos
Soprando as flores, o vento as, avessa
E vida caminha levando momentos!

Pensamento que todo sentir sugou
E sem omitir demonstra no semblante:
As marcas com sulcos que o tempo deixou
O riso, a alegria que foi tão constante
Nos anos felizes que o pensar guardou!

E desse relógio que o tempo é o senhor
Caminha com as horas sem esperar
Que o ser devote um instante de amor
A quem junto cruzou o seu caminhar!

Márcia Aparecida Mancebo
18/11/2022

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Noite sem estrelas

Noite sem estrelas

Nesta noite sem brilho minha alma chora
E chora baixinho para não acordar
A esperança que adormece nesta hora
O cansaço da vida a fez dormitar.

E o meu coração que outrora feliz,
hoje mergulha num silêncio rouco
não revela o sentir, somente maldiz
o destino triste que me mata aos poucos.

Sigo tão sozinha carregando essa dor.
Segurando — me para não gritar
Tanto evitei não sentir amargor,
Crendo que esse momento iria passar.

Momento de perda da bela ilusão
Sem estar preparada é imensa tristeza.
Ah! Quem dera voltasse aquela emoção
Acalentada nos dias co' a certeza;
Jamais sentiria a cruel solidão
e, o amor trouxesse a mim infinda beleza
co' estrelas brilhando pela imensidão!

Márcia Aparecida Mancebo
28/12/2022

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Flor exótica

Flor exótica

Qual a borboleta, procuro nas flores
a essência da vida que nelas contém...
Somente assim mando embora as dores
provindas da idade que dela advém!

As flores perfumam o ar da jornada.
E qual borboleta voando baixinho
as flores eu cheiro… são tão perfumadas!
E, por onde passo estão no caminho
afofando à terra de toda a estrada
mostrando que sigo e, não sigo sozinho.

Entre as flores singelas, estão violetas:
de cores diversas e são cativantes
E como me sinto igual borboleta
encontro conforto e sigo avante.

Prossigo a viagem voando a vontade
sem medo que possa cansar — me e cair
Qual a borboleta com imensa vaidade
beijando roseiras, odor vou sentir...

E quando atingir a meta alcançada
Encontrar flor exótica pra pousar
Pronta estarei... Atingi alvorada,
Farei meu ninho para descansar.
Com asas cansadas encontrei minha estada
É neste universo que quero morar!

Márcia Aparecida Mancebo
29/12/2022

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Para refletir

Queria encerrar este ano com uma mensagem do filósofo Mário Sérgio Cortella, vale a pena refletir:

"Tu vais andando com a tua xícara de café... E, de repente, alguém te empurra fazendo com que tu derrames café por todo o lado.
Por que tu derramaste o café?
Porque alguém me empurrou!
*— Resposta errada!*
Derramaste o café porque tinhas café na caneca.
Se tu tivesses chá, terias derramado chá.
O que tu tiveres na xícara é o que vai se derramar.
Portanto, quando a vida te sacode, o que tiveres dentro de ti vai derramar.
Tu podes ir pela vida fingindo que a tua caneca é cheia de virtudes, mas quando a vida te empurrar, tu vais derramar o que na verdade existir no seu interior.
Sempre sai a verdade à luz.
Então, terás que perguntar a si mesmo. *— O que há na minha caneca?*
Quando a vida ficar difícil, o que eu vou derramar? Alegria... Agradecimento... Paz... Bondade... Humildade? Ou Raiva... Amargura... Palavras ou reações duras?
*Tu escolhes!*
Agora, vamos trabalhar para encher a nossa caneca, em 2023, com Gratidão, Bondade, Perdão, Alegria.

FELIZ ANO NOVO!

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Tela perfeita

 

Tela perfeita

Vejo no horizonte o tremeluzir
E com luzes brilhantes me acenar
Induzindo que para lá devo ir
Mostrando a rota que devo trilhar.

Seguindo feliz colorindo meu mundo
Rumo com a fé que leva - me adiante
Que o viver será intenso, profundo
e a felicidade não está distante.

A ilusão faz - me mover qualquer barreira.
Creio que no horizonte não há o sofrer
Lá terei fartas e belas companheiras.
Somente indo lá, para tudo entender.

Essa rota que de longe me seduz
traz esperança que a vida é tão bela
que sou eu que reconheço e ponho luz
no desenho que pintei com aquarela:
Tela perfeita que a mente reproduz!

Márcia Aparecida Mancebo

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Reflorescer

Reflorescer

No final da tarde aves voltam ao ninho!
Aqui observando sentindo leveza
que até esqueço — me que estou tão sozinho
contemplando o céu sentindo a grandeza
que o Criador oferta com carinho.

E sinto a vida com olhos brilhantes.
Confio na paz que traz tanto encanto
enchendo a imensidão de estrelas cintilantes
emanando alegria por todo canto!

E essa liberdade que cresce no peito
Trazendo palavras para escrever
que a poesia na terra tem o seu jeito
de amenizar todo o meu padecer.

O adentrar da noite clareia o jardim,
A grama crescida co' a chuvarada.
No ar é encrustado o olor do jasmim,
A lua serena pela madrugada
Faz florescer a inspiração para mim.

E, com detalhes explico a razão
De poder grafitar com sabedoria
A magia da bela contemplação
citando a beleza que há na poesia
Com versos provindos do meu coração!

Márcia Aparecida Mancebo

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No colo dos sonhos

No colo dos sonhos

Os sonhos que acalanto anos a fio
São sonhos com cores e tem um destino
Levam — me aos porões de minha alma e com brio
assento — me em seu colo qual um menino
e me transporto aonde os teço com fios.

Fios de cetim para enfeitar o amor,
que com veemência abraça meus dias
fazendo com que eu o siga com tal fervor
que abrange meu ser dando — me a alegria;
poder contemplar a beleza da via.

Dessa trilha que sigo com esperança.
Que envolve o coração de imensa ternura,
Que a cada momento aumenta a confiança
Que a vida tem cheiro e também tem doçura!

Márcia Aparecida Mancebo

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Pois, era Natal!

Pois, era Natal!

Tão boas lembranças eu tenho na mente
Parece que vejo o passado na frente
Recordo o sino na igreja tocando
As portas abertas, o povo, chamando
Com luzes acesas e uma estrela brilhando.

Pois, era Natal, renascia Jesus!
E com muito amor emanava uma luz
Pessoas tão gratas por tanta beleza
De joelhos saudavam com fé e certeza
Que quem Nele crê não teme a tristeza.

E quando de lá vem aquela saudade
Minha alma contente se esquece da idade
E volta nos anos que a vida era boa
Todos se uniam cantavam à toa
A velha canção de amor às pessoas.

O abraço era um gesto de fraternidade
Na face o retrato da felicidade.
Ninguém lamentava que a lida era dura
Nos olhos havia um brilhar de candura
Natal era festa de muita esperança
Um elo sagrado cheio de bonança!

Márcia A Mancebo

 

 

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Ave peregrina

Ave peregrina

Pretendo encontrar pela minha jornada
O amor tão sonhando que traz a harmonia,
O cantar do pássaro ecoar na estrada...
… e onde passar quero sentir alegria.

E, corações prontos para se doar
Braços abertos a fiel acolhida
Dias bonitos com perfume no ar
Anunciando quão bela é a vida!

Tão cheia de paz sentir que há bonança,
Que apesar das pedras e muitos espinhos
A trilha oferece à mente esperança
Que existem atalhos por todo o caminho!

Sombras das folhagens e água da fonte,
Riachos cantando, pedras cristalinas,
Sons de canções que vêm lá do horizonte
Onde chegarei qual ave peregrina.

No final da jornada estarei feliz
Com a natureza vivi em sintonia
Pois, nesse trilhar minha vida refiz
Envelheci esbanjando sabedoria

Márcia Aparecida Mancebo
19/12/2022

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A vida...

A vida...

Engrenagem movida pelo vento
Somos nós nesta vida, sempre rodando.
Às vezes aproveitamos bem o momento
Às vezes perdemos tempo chorando.

E o eixo movido pelo soprar do vento
Parecendo um moinho sempre a rodar.
Nossa mente sempre com novos pensamentos
Trabalhando para o tempo sem nada ganhar.

Através dos anos rodando seguimos
Sem um minuto querer descansar.
Mas eis que um dia se quebra e sentimos
Que chegou a vez de um pouco parar.

E a vida, essa vida cheia de flores
Que tanto nós nos apegamos mesmo com ais
Vemos que as flores estão murchando
E lentamente sem nossa vontade
Lentamente se vai...

Márcia Aparecida Mancebo
22/07/21

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Restos de lembranças

Restos de lembranças

Que dádiva poder louvar o dia!
Recordo dezembro de quando menina
Assistindo a cena cresce a emoção...
Acordava feliz e via a campina
florida ainda, no final da estação.

Ao nascer a manhã na aurora dourada
restos de folhagens cobriam o chão...
Era a ventania da madrugada
que anunciava a vinda do verão!

E costumeiro o sol surgia altaneiro
O dia começava co' imenso calor.
Pincelava o cenário co'aroma de flor
uma brisa amena que o vento ligeiro
deixara ao passar emanando frescor.

Primavera se ia deixando harmonia
Cobrindo nas noites toda imensidão
Co'estrelas bonitas que a terra invadia
enchendo minha alma de amor... gratidão.

Márcia Aparecida Mancebo
19/12/2022

 

 

Atividade do Desafio Poético

Imensidão,aurora, costumeiro, dádiva 

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É tanto querer...

É tanto querer...

Seguiremos unidos pela vida
Amparando — nos com muito carinho
Vejo em teu olhar: sou tua preferida
Jamais caminharás, amor, sozinho.

Não desisto de estar sempre a teu lado,
Até creio que alados nós nascemos
... Nascemos com destino já traçado
Diariamente juntos renascemos
Sem desistir de estarmos enlaçados.

Nesse trajeto para a eternidade
o viver nos leva com as mãos dadas
Desfrutando da nossa liberdade
Com o coração e com almas aladas.

Nosso sonho é deveras alucinante
De um futuro, juntinhos caminhar
Não haverá barreiras adiante
Que faça esse querer desalinhar!

Márcia Aparecida Mancebo

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Lembrança imperdível

Lembrança imperdível

Sonhei atingir até o inatingível
Vi belas paisagens ao cair a tarde,
Noites acordar a manhã tão sensível;
Cheguei a sentir uma grande saudade
dum tempo tão lindo...lembrança imperdível:
dos anos felizes da mocidade.

A fotografia que trago na mente
leva - me distante onde os dias são belos,
Cobertos de flores, pássaros voantes
voltando pro ninho onde tudo é amarelo.

Amarelo que doura o céu na estação,
Que mostra as estrelas brilhantes ao léu
e a lua redonda cobrindo o verão
com imensa doçura, tão nua, sem véu!

Por vezes tentei fotografar o invisível
Na espera encontrar o que idealizei
O que para os meus olhos era possível
Enquanto por aí segui... caminhei.

Márcia Aparecida Mancebo

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Delirio

Tema

"Eu só queria saber o que dizer
Eu só queria saber escrever..."

Delírio

Ó! Minha poesia meus versos são ocos
São frutos nascidos deste meu universo
Onde o poeta às vezes é tão louco
Que vive num mundo onde existe reverso
E os versos saem da boca lentos… roucos.

Trazendo delírio que em mim, persiste
nos momentos que a mente vagueia no espaço
Ao encontrar um traço de amor que inda existe
rondando o caminho por onde passo.

E dessa passagem quisera dizer,
Ou, quem sabe escrever, sem vacilar
Tudo o que sinto ao poder reviver,
Mas é impossível, só sei me calar.

Márcia Aparecida Mancebo
11/11/2022

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Viver é finito

Viver é finito

Sentindo que a tarde esmorece e caí
E o horizonte cobre — se com negro véu
Suspirando para não chorar os meus ais
Com nó na garganta contemplando o céu
Procurando estrelas, vou além demais...

Ah! Doce esperança encontrar nas estrelas
Motivo bonito fitando o infinito
Sonhando pegar a mais bela estrela
Fazer um colar com pedras de granito;
Rosário, quem sabe para poder vê -las
Nas horas que penso: o viver é finito.

Por mais que não queira tudo tem um fim,
Às vezes com festas para consolar,
Com risos e flores num belo jardim.
Às vezes com dores, lágrima a rolar
Nem sequer a estrela escolhida por mim
Terá o poder da vida prolongar!

Aceitando a lida com sabedoria
Aproveito o tempo para escrever
Deixando um conselho que aprendi nos dias:
Procurar ser sábia ao envelhecer
Espalhando amor pra colher harmonia.

Márcia Aparecida Mancebo
07/12/2022

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Janela

Janela

Eu sigo a pensar qual será meu traçado
Tentando entregar me à luz que me guia
Olhando pro sol com os raios dourados
Sentindo da flor o perfume do dia.

Ao ver a ramagem que enfeita o caminho
O verde da mata parece acenar
Às aves que saiam, todas, dos ninhos
É hora sublime da manhã saudar!

O nascer da manhã com nuvens no céu
Formando arabescos, tão lindos desenhos...
Com pássaros a voar rumando sem léu,
Aqui da janela a pensar redesenho
O céu tão bonito coberto com véu!

Minha alma se alegra com esse trilhar
Viver tem beleza qual ondas macias
A vida é um mistério, não dá pra negar
É um mar imenso cheio de magias
Nesta imensidão estou a viajar
Enchendo a ideia com as fantasias!

Márcia Aparecida Mancebo
06/12/2022

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Natal

Natal

De todo bom tempo, guardo as lembranças;
Ficaram gravadas na minha memória
Toda a singeleza da doce esperança
Redor da família rever sua história.

Natal era festa para celebrar.
E, da capelinha lembro — me tão bem…
Os sinos tocavam e todos a rezar.
Saudavam Jesus, nascido em Belém!

Num ímpeto volto a ser a criança:
Feliz se sentia rodeada de amor!
Recordo que ouvia que havia aliança:
Dos homens de bem com o Salvador!

E tanta era a paz que trazia o Natal!
A data sublime que nasceu Jesus.
Jesus que redime o mundo do mal.
Ungido as pessoas, com raios de luz!

Márcia Aparecida Mancebo
06/12/22

( Atividade do grupo Desafio Poético )
Palavras: lembranças, Natal, criança, celebrar.

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Legado

Legado

Sigo a pensar como será o amanhã!
Por certo verei a beleza do dia:
O nascer do sol que acorda às manhãs
com raios fulminantes que ele irradia.

A paz acenando a quem é do bem,
Pensamentos livres podendo expressar
Todo sentimento que sinto também
que é esse amor que posso extravasar!

Desejo febril em sentir liberdade;
Seguir sem temer que venha ser refém:
Das coisas inúteis que não são verdades
aprisionando esperanças que levam além.

Não quero viver enfrentando guerras,
Sequer ter futuro triste e embaçado.
Quero transparência ao pisar sobre à terra:
Que deixarei aos filhos como legado!

Márcia Aparecida Mancebo

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Teus olhos

Teus olhos

Teus olhos tão meigos parecem cristais
É neles que deito meus olhos cansados
Pois, eles conhecem todos os meus ais,
Na troca de olhares sinto - me alentado.

Alento que invade minha alma sofrida
E com tanto amor fala os meus sentimentos:
— Levanta a cabeça, mulher aguerrida
E sigo o caminho sem dor e lamento.

Quem dera pudesse teus olhos levar
Por onde eu trilhar e encontrar dissabor
Diante da dor onde possa chorar
Só neles encontro consolo, meu amor.

Márcia Aparecida Mancebo
02/12/2022

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CPP