Posts de Márcia Aparecida Mancebo (1967)

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Tela da mente

Tela da mente

E todos os sonhos que juntos sonhamos
num passe de mágica sumiu pelo ar...
Deixando em meu peito a saudade dos anos
que a teu lado vi o teu olho brilhar!

Um brilho sereno com tanta esperança
que todos os planos fossem concluídos.
Co' aquele sorriso feliz… qual criança
a comemorar todos os dias vividos.

No entanto, o viver é tão inexplicável.
E quanto mais vivo, mais tento entender:
O tempo bonito, gostoso, agradável
Se esvai qual fumaça pelo alvorecer.

E fica somente a lembrança dos dias:
Na tela da mente trazendo um vazio…
O peito sangrando e a memória arredia
vai em busca do abraço nas noites de frio!

Márcia A Mancebo

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Saudade

Saudade

Encravado está, em minh' alma a saudade,
Tuas digitais ao tocar o meu rosto;
Toque de tuas mãos lembra felicidade
enxugando lágrimas do vil desgosto!

Hoje descem águas tão quentes...
Vazias!
E chegam na noite com a emoção
Elas vêm tão mansas com as noites frias
Unidas a tua imagem traz a solidão.

É na solidão que repenso meus dias
A cada segundo recordo os instantes
das belas manhãs... Ah! Tamanha alegria!

Depois ao partir deixando a tristeza
Viver no silêncio é angustiante
Trazem madrugadas cheias de incertezas.

Márcia Aparecida Mancebo

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Hoje

Hoje..

Os degraus da escada servem de cadeira
para me sentar e chorar desventura.
Agora, a taça de vinho é a companheira.
Pensei que viver era bela aventura!

O luto chegou com a desilusão.
A espera se foi sem dizer -me adeus...
E hoje compreendi o que é solidão;
A mente me mostra os caprichos meus.

O preço é tão alto, sem luz no momento.
Que importa lá fora, se a dor é imensa,
Se os sonhos esvaíram do meu pensamento?
O meu ser esquálido me deixa tensa,
A embriaguez mistura os sentimentos.

Hoje trocaria a tristeza sentida
pela simplicidade do céu azulado,
pelo espinho da roseira ressequida
E tudo faria pra tê - lo a meu lado!

Márcia A Mancebo
18/03/2022

 

 

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Xeque Mate

Xeque mate

Esse jogo duro que a vida me outorga.
Colocando em xeque mate meu viver
Tirando a liberdade e não revoga.
Só me anula sufocando - me ao sofrer!

Esta artimanha que a vida faz comigo;
Tirando-me o tino, o sentido do amor
E sem acolhimento ... sem ter abrigo
Escurece, nubla sem que eu veja cor...

Apenas, tabuleiro denso, profundo;
Com anseios vagos indiferentes
Pra que eu possa sozinha ir pelo mundo
A procurar rumos não convenientes.

Sou peça de xadrez manipulada.
E sem alternativa tento esconder
O quanto desejo amar, ser amada.
Resta seguir a trilha do fenecer
Co'a face tristonha do padecer.

Como o tempo é absoluto e mandão!
Me faz cativa do seu cismar
Do capricho efêmero da razão
E por prazer quer me maltratar...

Quem paga alto preço é o coração.
Um coração sofrido e tão inocente
Por não entender o jogo da paixão:
Mais uma vez se entregou tão convincente.
E hoje é prisioneiro da desilusão.

Márcia A Mancebo
18/10/2021

 

(Atividade do grupo imagem poesia)

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Toque de orvalho

Toque de orvalho

O toque do orvalho na folha macia
Acalento pra alma ao lembrar primaveras,
pois, são digitais de estações e quimeras
cravadas no tempo que o amor me sorria.

Hoje a emoção não me causa mais pranto
Encontro a poesia e nela me aninho.
Adentra em meu íntimo qual um arminho
e, fica comigo, trazendo acalanto.

Aquela saudade que me machucava
agora são restos da velha lembrança.
Meu ritmo mudou, aprendi ter confiança
Voltei a rever onde caminhava.

E quando te disse deixar o abraço
estava a dizer que iria partir
levando comigo todo meu sentir
já estou refeita, juntei meus pedaços!

Márcia A Mancebo
Itapeva, São Paulo

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Nesse caminhar pelo jardim...

Nesse caminhar pelo jardim...

Apesar do frio o jardim está lindo
Canteiro de orquídeas todinho florido
Não causa tristeza, pois, o colorido
das belas orquídeas no outono se abrindo
espanta a solidão trazendo esperança.

Esboço diferente ornando a paisagem
Que todos os anos requer a estação.
É tempo preciso à renovação
Pra na primavera ver outra imagem
Que a mente retém com primor na lembrança!

Espanto não causa ao observar a roseira
num canto escondida, pois, tem um dulçor
Mesmo sem ter rosas emana um amor,
Amor que abraça minha alma por inteira
e espanta a tristeza trazendo esperança.

Nesse caminhar pelo jardim, sinto
uma brisa leve tocar o meu rosto
Trazendo um perfume do jeito que gosto
São das orquídeas que afloram, pressinto
que esse cenário não sairá da lembrança.

Márcia A Mancebo

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Deleite

Deleite

Ao longe contemplo a amplidão da paisagem
E o amor a invadir a beleza agradável
Qual a tela esculpida em cada folhagem!
Inspiro o perfume que me é saudável.

É vida! É natureza mostrando a imagem
Com ramos, com flores em todos atalhos.
Tão linda, tao pura e é nesta paragem
que encontro orquídeas florindo nos galhos!

Orquídeas se abrindo no outono com vento
Linda flor que frágil nasceu escondida
No úmido tronco crescer foi intento
Para constatar desafios da vida.

Floresce no frio com delicadeza
Ao vê - las um fogo de farta ternura
Abraça-me um deleite com tanta destreza
Não há como escrever tão doce ventura!

Márcia A Mancebo

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Ainda é outono...

Ainda é outono

Ainda é outono com folhas voando
O sol está fraco perdido no céu
Eu sinto minha alma no instante gritando;
essa alma impoluta fazendo escarcéu!

No ar ventania trazendo friagem
Meus olhos embaçam, choram de saudade
do tempo que via tão clara a paisagem
e a luz era forte... imensa claridade!

Mas, hoje a manhã nasceu escura e com frio
Co' a grama orvalhada sem flores se abrindo
Minha alma não gosta de dia sombrio!

Aqui da vidraça fico a recordar
Manhãs com as nuvens o céu colorindo
Pra ver se consigo minha alma acalmar!

Márcia A Mancebo

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Para ser feliz

Para ser feliz

Para ser feliz o importante é sentir
Que na alma existe muito amor
Que a esperança está num belo porvir
Com atos nobres abolir desamor.

Pois, a vida requer de zelo e atenção
Ornada com flores no pensamento
Isso é possível a quem tem o coração
Repleto de sonhos e sentimentos.

Agindo assim ao caminhar, sinto
O dia se tornar leve emanando luz
E o ar a exalar perfume de absinto
Com imensa alegria meu olhar reluz.

Márcia A Mancebo

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Constatação

Constatação

No pé da montanha há um lago bonito
parece minha alma em fases do viver.
Serena, tranquila olhando pro infinito
somente a lembrar embalando meu ser.

As águas do lago seguem seu trilhar
enquanto, minha alma vive de saudade.
De súbito a água começa agitar
com ondas revoltas em velocidade.

Constato no instante que somos iguais!
Às vezes o sossego é interrompido
e, tensa minha alma suspira demais
qual o manso lago se sente invadido.

Márcia A Mancebo

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Aurora

Aurora

Naquela manhã deste luz à bondade
No meu coração uma paz abrolhou
Diante da cena ouvi toda verdade
Num doce murmúrio que o vento estocou.

Cresceu a certeza entendi a realidade
No meu coração uma paz germinou
Deu frutos e flores sob a claridade
Num doce sussurro que a brisa ofertou.

Depois nesse chão os meus pés calejados
Pisaram nas pedras que o tempo deixou
matando as raízes dos frutos brotados.

Agora só resta saudade da aurora
Dos tempos floridos que a mente gravou
No sol dos meus dias na minha memória.

Márcia A Mancebo

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Natureza sábia

Natureza sábia

A vida esse mar de emoções me põe medo.
Às vezes com riso demais -alegria!
Às vezes tristeza abafando segredos.
Assim vou seguindo no espaço dos dias.

Nesse emaranhado de sentimentos
A alma resiste e suspira ofegante
E o tempo passando e levando os momentos
A vida seguindo travessa inconstante.

Enquanto, lá fora o gramado orvalhado
E as folhagens mortas co' o frio do outono
A rua deserta e o chão todo molhado
Aqui da janela observo o abandono.

Parece que há entre estações e a vida
uma sintonia abalando o sentir
A folha voando feia, ressequida
Pra depois aparecer linda a florir...

Natureza sábia preparando o ser
Mostrando que há tempo para entender
que a renovação traz o amadurecer
sem pressa, com calma mudando o viver.

Márcia A Mancebo
15/05/2022

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Flor de algodão

Flor-de-algodão.

Qual beijo tão doce, qual favo de mel.
A lua vaidosa como debutante:
Um baile na noite de estrelas brilhantes
Adentra à noite fazendo escarcéu.

A escuridão se acende qual fogaréu.
Surpresa pra quem na terra é viajante:
Ver noite adentrar tão bela e cintilante,
É tanta a beleza reinando no céu!

Flor-de-algodão esvoaçando pelo ar.
Trazendo prenúncio que abrolha a alegria
E vem recheada de amor a fartar!
A brotar em versos pra minha poesia.

Márcia A Mancebo
13/05/2022

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Viver é dádiva, é oração

Viver é dádiva, é oração

Sigo sem medo de trilhar no escuro,
pois, viver é dádiva, é oração!
Levo uma luz pra ser meu porto seguro
nos momentos tristes que traz solidão.

Tenho certeza que a fé é essa luz
que me guia nas incertezas da vida,
que me dá alento quando o sol reluz
nas manhãs, quando estou muito enfraquecida;
sem ânimo pra enfrentar a lida.

Se não fosse essa luz o dia clarear.
Se não indicasse atalhos pela estrada
seria um ser pela trilha a vagar.
Não saberia chegar ao fim da jornada.

Do medo seria pra sempre refém!
Não alcançaria na vida a plenitude.
É essa luz e fé que viva me mantém.
Pra que eu tenha tino ao tomar atitude:
Transpondo barreiras que o mundo contém.

Márcia A Mancebo
13/05/2022

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Sublimação

Sublimação

Divino é poder encontrar pela via
As flores nascidas sem serem plantadas.
Tão lindas, tão puras... São imaculadas!
Destaque sagrado ornando toda via
Trazendo ao viajante um sinal de bom dia!

E quem por lá passa sente liberdade
Um desprendimento das coisas do mundo
e um sentimento ao que é belo e profundo
que por uns instantes, a felicidade
abraça, o ser em sua totalidade.

Não há quem resista a tanta beleza
e no seu caminhar não aumente a fé
que existe em Deus um gesto sublime que até
o descrente vê, toda a natureza, mostra
com dulçor e com tamanha emoção
e não siga com confiança no coração.

Confiança que a vida é um presente do Pai
que deve - se vivê- la com satisfação
Pois, tem tanto encanto e sublimação
e sempre há acalanto para todos ais.

Márcia A Mancebo
13/05/2022

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A mente em borbulhas...

A mente em borbulhas...

Aquela saudade que vem me abraçar
daquele regato que passa silente
que entorna a montanha e segue pro mar
É nele que afago o sentir veemente.
Foi nas suas águas puras, diferentes
que aprendi a viver e a lembrança embalar.

Às noites serenas sob a luz do luar
que nas primaveras as flores tão belas
meu corpo cobria com seu perfumar...
Eu ainda tão jovem, uma donzela
com a mente em borbulhas de tanto sonhar...
Ah, como me afago com esse lembrar!

E para brindar esse tempo de outrora
um cálice de vinho nesta madrugada,
com lágrimas nos olhos qual estou agora,
vem amenizar a saudade danada.
...e aos poucos eu vejo surgir alvorada.

Acordo o lembrar da ressaca tão boa
E pronta estou à lida continuar
Co' a alma em refrigério...sou outra pessoa.
A idade não impede de rememorar
O tempo tão lindo unindo em comunhão
a mente saudosa com o coração.

Márcia A Mancebo
12/05/2022

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Leveza

Leveza

Eu vi em tua face tamanha euforia
Eu vi teu olhar marejar de contente
As lágrimas foram plenas de alegrias
E, não poderia ser tão diferente!

Vencer cada dia um percalço é prece!
Virar uma página da vida é conquista
E quem acredita, tem fé, agradece.
Ter olhos de sábio que ao longe avista
por onde seguir e o almejado obter,
O sonho que embala todo o viver!

Depois da vitória te vejo feliz.
Com íntimo leve, isso é plenitude
Não precisa dizer, o semblante diz:
Estado abstrato que na quietude
se manifesta e na calma condiz.

Quem sabe aprendeu com a lida a cartilha
Que a vida provê, mas há um maior Ser
que faz o momento ser maravilha
Que a a felicidade traz o renascer!

Márcia A Mancebo
11/05/2022

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Refúgio

Refúgio

E quando me assola a cruel solidão.
Caminho até um bosque no bairro aqui perto;
Com intuito a arejar a mente em confusão.
Minha alma descansa e pra vida desperto.
Desperto com as flores, todas, em botão!

Adiante um pé de gardênia branquinha.
Perfume gostoso ao redor exalando;
Tão branca e tão pura abrolhou quietinha.
Ao vê - la ali linda, o ar embelezando.
Ah! Sinto que não estou mais sozinha.

No ar todas as aves, tamanha alegria;
Parece uma opera um som afinado.
Impressionada com tanta magia
Ao ver borboletas nos pés enflorados
esqueço a tristeza e na fantasia
divago num mundo… num reino encantado.

Oh! Bosque amado coberto de flores
umas entre as outras, aromas, misturando.
Fragrâncias diferem, também, todas cores
E, todas bonitas crescem tudo ornando!

No bosque sou livre e sem máscara sigo
Inalando o ar da manhã orvalhada.
Sentindo uma paz… nessa paz me abrigo
aonde desfruto da manhã matizada.

E nesse refúgio meu ser mergulhou.
Eu snto a minh.' alma cheia de ilusão.
De tudo que vi o que mais me marcou;
Gardênia tão pura em abrandar coração.

Márcia A Mancebo

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Meu lema é o amor

Meu lema é o amor

De lado deixei toda preocupação
Não tenho mais medo de nada na vida
Seguindo com fé tenho motivação
Carrego a certeza, sou bem protegida.

Procuro a bondade por todo trilhar
Num gesto, num olhar, demonstro o que sou.
Meu lema é o amor e não ando a vaguear
Aonde me chamam é ali que estou.

Seguindo com paz sou todinha emoção
Com alma bondosa, aprendi ser assim
Amenizo a dor de qualquer coração
Semeando o bem sou flor do jardim.

Sou flor em botão e não tenho vaidade,
Não tenho receio, caminho feliz
E por onde passo deixo só saudade
Parece que tinjo a estrada com um giz!

Márcia A Mancebo

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Tempos do viver

Tempos do viver

Nesta tarde tão linda despedindo
Recheando minha alma de tristeza.
Ao ver toda esperança sucumbindo;
Naufragando no mar sem ter destreza.

E a mente a relembrar flores se abrindo.
De um tempo belo com tanta certeza
Que o amanhecer tingia o céu tão lindo;
Enfeitando a suave natureza!

Bela jornada, ah, tempos do viver!
A mente sonhadora, amor, sentia
O embalando co' afago, com ternura.

E hoje o que resta neste anoitecer
é recordar aqueles belos dias
Com olhos marejados de candura.

Márcia A Mancebo

Saiba mais…
CPP