Quando a Ausência Perfuma
Vem, quero sentir amor, tua fragrância.
Estamos distantes no tempo e no espaço.
Que o medo me apavora desta distância.
E nunca mais venha sentir teus abraços.
A tua fragrância acompanha meus passos,
O ar que respiro quando nasce o dia.
A cada palavra que digo, que traço,
No sopro da brisa que traz fantasia.
Quero te sentir sempre ao meu lado, amor,
Perfumando minhas tardes de saudade.
Pois, cada vez que sinto o aroma da flor,
A tua lembrança, minha alma invade.
Vem, amor. Sozinha, a vida é escura e fria.
As horas não passam; abraça-me o tédio.
O riso não vem, só lágrima arredia.
Preciso que voltes: és o meu remédio.
Márcia Aparecida Mancebo
&
🎶Quando a Presença Floresce em Aurora!🎶
I
Na solitude precípua da madrugada fria,
O silêncio é diáfano, quase permissivo.
Teu perfume, amor, se espalha e irradia,
No coração afeito, terno e cativo.
II
Entre a congruência do tempo díspar,
Te busco em ecos de melodias.
O amor inexorável vem me abraçar,
Ressignificando dores em sinfonias.
III
A escansão do vento, tão versátil,
Sopra lembranças em notas ecléticas.
Teu olhar, farol, intenso e sutil,
Clareia noites antes patéticas.
IV
Permissiva, a saudade me enlaça inteiro,
E o coração chora em doce canção.
Mas és jardim, nascente, a primavera,
Que rega minh’alma de renovação.