Posts de Márcia Aparecida Mancebo (1960)

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 Quando a Ausência Perfuma

 

Vem, quero sentir amor, tua fragrância.

Estamos distantes no tempo e no espaço.

Que o medo me apavora desta distância.

E nunca mais venha sentir teus abraços.

 

A tua fragrância acompanha meus passos,

O ar que respiro quando nasce o dia.

A cada palavra que digo, que traço,

No sopro da brisa que traz fantasia.

 

Quero te sentir sempre ao meu lado, amor,

Perfumando minhas tardes de saudade.

Pois, cada vez que sinto o aroma da flor,

A tua lembrança, minha alma invade.

 

Vem, amor. Sozinha, a vida é escura e fria.

As horas não passam; abraça-me o tédio.

O riso não vem, só lágrima arredia.

Preciso que voltes: és o meu remédio.

 

Márcia Aparecida Mancebo

 &  

 🎶Quando a Presença Floresce em Aurora!🎶

I

Na solitude precípua da madrugada fria,

O silêncio é diáfano, quase permissivo.

Teu perfume, amor, se espalha e irradia,

No coração afeito, terno e cativo.

 

II

Entre a congruência do tempo díspar,

Te busco em ecos de melodias.

O amor inexorável vem me abraçar,

Ressignificando dores em sinfonias.

 

III

A escansão do vento, tão versátil,

Sopra lembranças em notas ecléticas.

Teu olhar, farol, intenso e sutil,

Clareia noites antes patéticas.

 

IV

Permissiva, a saudade me enlaça inteiro,

E o coração chora em doce canção.

Mas és jardim, nascente, a primavera,

Que rega minh’alma de renovação.

 

 

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Quando a Ausência Perfuma

Quando a Ausência Perfuma

Vem, quero sentir amor, tua fragrância.
Estamos distantes no tempo e no espaço.
Que o medo me apavora desta distância.
E nunca mais venha sentir teus abraços.

A tua fragrância acompanha meus passos,
O ar que respiro quando nasce o dia.
A cada palavra que digo, que traço,
No sopro da brisa que traz fantasia.

Quero te sentir sempre ao meu lado, amor,
Perfumando minhas tardes de saudade.
Pois, cada vez que sinto o aroma da flor,
A tua lembrança, minha alma invade.

Vem, amor. Sozinha, a vida é escura e fria.
As horas não passam; abraça-me o tédio.
O riso não vem, só lágrima arredia.
Preciso que voltes: és o meu remédio.

Márcia Aparecida Mancebo

 

 

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Aquela Foto.

Aquela foto, poema inspirado "Quando se Apaixona Por uma Foto", de João Carreira

 

 

Aquela Foto

Não foi somente luz, sombra em papel,
Aquela foto em moldura discreta
Que ao meu olhar, degustou doce mel,
Despertou em mim a alma secreta.

Em silêncio, olho, a imagem calada,
Em murmúrio ouço o tempo que fala:
Foi uma paixão bela não declarada.
Na quietude a lembrança não se cala.

Minha alma a sussurrar: não volta mais;
O instante passou e se fez eterno,
Á mente a consagra em rituais
A imagem da foto com olhar terno.

Assim, sigo amando o que não toquei.
E num gesto dócil fico a refletir,
Esse enredo que um dia imaginei
Não teve final...devo admitir.

Márcia Aparecida Mancebo
09/09/25 

 

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Devaneio em Chamas

Devaneio em Chamas.Poema inspirado: Se Uma Dama Me Encontrar, de Nelson de Medeiros

 

 

Devaneio em Chamas

Na doce esperança, fiz o meu lar,  
e nele me abriguei com luz ardente.  
A fé, que me acolheu, fez-me sonhar,  
senti brotar clarão resplandecente.

Então eu descobri o que é amar,  
e que só o amor me leva em frente.  
Da vida, pude enfim desabafar,  
segui sem medo, livre e confidente.

Meu caminhar tornou-se doce espera;  
e meu ser se ilumina por inteiro.  
E nas noites, não sou mais abandonada.

Minha alma, ao suspirar, não desespera.  
Pois sinto se acercar um cavalheiro,  
em devaneio, varo a madrugada.

Márcia Aparecida Mancebo 

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Onde a dor se faz Luz

Onde a dor se faz Luz.

Para que os meus passos sejam certeiros,
seguindo em direção ao arrebol,
evito que a dor se alastre em canteiros
e entristeça a minha alma, sem ver sol.

O sol é a fé que a mantém aguerrida.
Nele habita o Amparo que estende a mão.
Com farol, sinaliza minha vida.
Para não caminhar em contramão.

Essa luz que ilumina minha mente,
Com o aroma das flores da estação;
Faz com que eu trilhe sempre, sempre em frente,  
Seguindo as setas da minha intuição.

Setas com as estrelas cintilantes
Providas de vozes a sussurrar:
Que o horizonte está dourado e brilhante.  
E o sol, aos poucos, declina sob o mar.

Márcia Aparecida Mancebo 
11/07/25

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Entre o Tempo e o Afeto

Entre o Tempo e o Afeto

Entre orquídeas, te esperei no inverno.
Espera inútil... Crendo que virias,
fiz um arranjo belo — ficou terno!
Foi sonho embalado na fantasia.

Espera imensa, no outono também...
Lírios não colhi, tua flor dileta.
Submergi entre os versos — fui refém;
escrevi poesias, de amor repleta!

No verão, não te esperei ansiosa.
O calor do sol iluminou a mente.
Me feri. Senti-me espinho de rosa,
visti-me de luar nas noites quentes.

Na primavera, virei minha história.
Deslumbrada com a bela estação,
tirei tua imagem da minha memória:
entre as flores, doei o coração.

Márcia Aparecida Mancebo
07/09/25

Itapeva SP

 

 

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Lembrança

Lembrança

Há uma história em cada flor da primavera,
Que vem à mente, nos instantes tristes.
Parece uma gota d'água tremeluzente,
Insistindo em recordar o passado.

O pensamento não consegue esquecer
O amor, em forma de botão, em minha alma,
Que, em buquê, brotou e foi se espalhando,
Florindo o coração de saudade.

A cada floração, no tempo ameno,
Há um suspirar, comovendo o enredo,
Que começou sob um roseiral florido,
E, em cada pétala, um sentimento.

Em cada rosa, um lembrar risonho,
Com fragrância envolvida em convite,
Que a vida tem sabor quando se ama,
E, em tempo primaveril, tudo é lembrança.

Márcia Aparecida Mancebo
07/09/25

 

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Refrão do Teu Sorriso

Refrão do Teu Sorriso

Teu sorriso parece uma canção.
Nele encontro a razão para viver.
Sigo a jornada com uma visão:
Que a vida é um eterno reflorescer.

Neste reflorescer, sinto-me flor,
Pois teu sorriso alegra o meu dia.
Faz minha alma vibrar à luz do amor:
É o refrão da mais bela melodia!

Sendo flor, emano a felicidade.
É o teu sorriso que me faz seguir,
Com certeza de que existe claridade
Para cada passo e para aonde ir.

Como é bom te ver sorrindo assim!
Parece que a velhice te traz calma.
Não sei o que será se houver um fim
Desta união selada em minha alma.

Márcia Aparecida Mancebo
Itapeva-SP

 

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Digitais. Reeditada

Digitais.

Imagem retida na minha memória.
E segue comigo por onde caminho;
Momento tão lindo escreveu minha história.
Nesse amor bonito encontrei o meu ninho.

Reflete nas águas que correm tão lentas.
Quais as nossas mãos em afagos macios,
Com sangue a ferver, a minha alma o acalenta
Lembrando momentos nas noites de frio.

Eu trago em meu corpo tuas digitais.
Saudade gostosa, lembrar me faz bem.
É nesse querer assim forte demais
Que curo, a tristeza sozinha, meu bem.

Márcia Aparecida Mancebo

16/05/2021

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HISTÓRIA REESCRITA

História Reescrita

Desaprendi que o amor avulta o brio.
E aos seus pés comecei a rastejar…
Adentrando num labirinto frio,
Vi lentamente meu mundo afundar.

Senti no peito uma imensa tristeza.
E sem brilho, enfrentei decepções.
Caminhei por estradas sem certeza,
Não consegui evitar emoções.

Mas como tudo, um dia, tem final.
Encontrei pela via entusiasmo;
Achei cura à ferida do meu mal.
Dei adeus à tristeza e ao vil marasmo.

Comecei a escrever nova história.
E na paz do teu sorriso encontrei
Um motivo pra obter a vitória.
E ao amor novamente me entreguei.

Márcia Aparecida Mancebo

 

 
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Sonhos com brilho não são vazios

13706744888?profile=RESIZE_400xSonhos com brilho não são vazios. 

É nestes passos que me abraça o amor.
Amor a tudo que sinto e desejo;
Vislumbrando-me com tanto esplendor.
Sigo abençoando tudo que vejo.

E com a alma repleta de candura;
Com os olhos brilhando de alegria.
Minha estrada não se torna tão dura.
Despertando que a vida tem magia.

E nesta magia embalo os meus sonhos;
Sem interrogar e respostas, não busco.
São sonhos variados em tamanhos 
Tem luzes brilhando e não os ofusco.

Sonho que brilha preenche o vazio. 
Esgota a alma de esperança e anseio 
E torna bonito o que está sombrio;
Enquanto mergulho neste devaneio.

Márcia Aparecida Mancebo 

 

 

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Versos que Carregam o Mundo

13703550071?profile=RESIZE_400xVersos que Carregam o Mundo.

É preciso ser mulher aguerrida.
Ser forte para vencer a labuta.
Ter esperança e fé que na vida
a glória, somente, vem com a luta.

Mulher rompe intransponíveis barreiras.
Se preciso, leva nas costas o mundo.
Na travessia é a fiel companheira
Com a alma repleta de amor profundo.

Se a estrada for de pedra ou espinho;
Com oração, vai limpando ao redor.
Segue semeando flores no caminho.
A tudo que faz dá o seu melhor!

Criatura abnegada e abençoada.
Ser sensível com doces sentimentos.
A lágrima e o suor, a sua estrada.
Se cansada, sufoca seu lamento.

Márcia Aparecida Mancebo
01/08/25

Itapeva, SP

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Flores da Estação

Flores da Estação

Quisera ser a tua primavera,
Te oferecer flores perfumadas ,
Ser tua saudade e tua quimera;
Na noite, ser a tua madrugada.

Quisera ser teu ninho e teu abrigo.
Ser o mais bonito dos teus poemas.
E ao caminhar ao teu lado, contigo.
Ser inspiração e ser o teu tema.

Quisera bem baixinho te dizer:
Que não aguento mais todos os espinhos;
Me ferindo, pois me faz sofrer.
Seguir sozinha é vazio o caminho.

Ser tua primavera, ah, eu quisera.
Te oferecer as flores da estação
É tanta pretensão,ah. quem me dera!
Será que aceitas o meu coração?

Márcia Aparecida Mancebo

Itapeva-SP

 

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Entre a poesia e a Saudade

Entre a Poesia e a Saudade

Dez anos nesta casa tão querida,
Ao lado de pessoas estimadas,
Sentindo falta de quem já sem vida,
Nos vigia do além, apaixonada.

A ti, Marsoalex, amiga amada,
A qual devoto minha gratidão,
No meu pensamento fazes morada,
Fostes minha amiga de coração.

De onde estiveres, contemplas a graça,
A casa que teus sonhos decoram.
O amor e amizade se entrelaçam,
Esses sentimentos aqui, moram.

Resta apenas, feliz mencionar
Nesta casa floresce a poesia,
Versos que chegam num simples voar
Bordados com pérolas da alegria.

Márcia Aparecida Mancebo
03/09/25

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CPP, Onde Mora a Poesia

CPP,
Onde Mora a Poesia.

Neste mês especial,
No dia três de setembro,
De beleza sem igual,
Nascia — eu me lembro —
Uma casa de poesia,
Cheia de amor e alegria.

Aqui os poetas grafam,
Tingindo em várias cores
O que querem, desabafam,
As alegrias e as dores,
O que sentem pela vida,
Com a alma enternecida.

E nesta casa, a amizade
É um laço que nos une,
Com respeito e bondade,
Em gratidão se resume.
Aqui mora, em harmonia,
Muito amor e fantasia.

Parabenizo os poetas,
De ternura a alma repleta,
Por aqui deixar grafado
Os seus versos inspirados —
Um pacote diferente,
Embrulhado pra presente.

Parabéns, CPP!

Márcia Aparecida Mancebo
03/09/25

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Voo da Saudade

Voo da Saudade

Qual ave, a passar leve sobre os montes,  
Que, vistas aqui do chão, são quais estrelas
Meus olhos viajam para o horizonte,  
Ansiando rever tardes bem vermelhas.

Bem vermelhas, com raios do poente,  
Que espantam as dores e a solidão.  
Minha alma se agita, assim, de repente,  
Acordando o dormente coração.

Enquanto a mente adeja em recordar,  
Num voo suave sobre a saudade,  
Imitando os pássaros que, a voar,  
Revê o passado com claridade.

E, ao ver o teu semblante tão presente,  
Movimento minhas mãos para te alcançar.  
Tentativa intuída pela mente,  
Desejo ardente ... te ver regressar.

Márcia Aparecida  Mancebo 

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 Entardecer 

 
Do monte sinto o dia entardecer 
E vi no céu o rastro da esperança 
Antigas canções vinham sem querer 
Trazendo à mente uma doce lembrança.
 
Miragens são o véu da fantasia
E tomam o peito nas quietas tardes,
Mas há verdades na melancolia
Que brotam vivas trazendo saudade.
 
Ao ver-te surgir no meu belo sonho 
Com olhos feitos de constelação
Veio a inspiração e versos componho 
Guiando meus passos rumo a imensidão.
 
E sol se foi queimado o que era dor...
 
Márcia Aparecida Mancebo 
30/08/25
 
&
 
Poente 
 
Velhas canções são como o vento
 Cobrindo-me da poeira dos sonhos
Faço um pequeno monte me sento
E dali vem os versos que componho
 
Algumas são nada mais que miragens
Poemas além do alcance da sedução
Já outras férteis são aquelas imagens
 Gotas de oceano semeando meu coração
 
Fechei meus olhos deixei que entrasse
Por um instante a tempestade de areia
 Desenhei seu corpo até corar a sua face
 Seus cabelos vermelhos pareciam poesia.
 
Mais uma miragem era apenas o entardecer...
 
 Carlos Correa
 

 

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Dueto - João & Marcia

 O Amor é Como Uma Taça de Cristal! & Reflexos e Cacos, Recomeço ( João Carreira & Márcia Mancebo )

 

 
O Amor é Como Uma Taça de Cristal!
 
I
Na congruência do lume encantado,
Refuto a suspeição do sofrer,
O coração, pejado e marcado,
Ansiando por novo amor renascer.
 
II
A paixão carnal se faz desvelo,
Frágil cristal que cedo se parte,
Porém, o amor, diáfano e belo,
Transmuta a dor em nova arte.
 
III
Auspicioso é o sopro do vento,
Que traz acalanto e clarão,
No lume desperta o sentimento,
E guia-me à outra paixão.
 
IV
Do passado só guardo o ensejo,
Pois a alma deseja encontrar,
Em taça de cristal, o desejo,
Um novo amor pronto a brindar.
 
#JoaoCarreiraPoeta.
 
&
 
Reflexos e Cacos, Recomeço
 
No reflexo desta taça brilhante,
Vejo o amor em sua forma mais pura
Não qual uma dor que se faz constante,
Mas como ungüento que a tudo traz cura.
 
Vejo a paixão, qual chama ardente, e passa;
E o amor é brisa que sabe ficar.
Mesmo estando em cacos a velha taça,
existe beleza a se revelar
 
Se é benéfico o sopro do vento,
Trazendo esperança ao meu coração,
Traz luminosidade ao meu pensamento,
Pra que eu não veja o amor — mera ilusão!
 
Não penso mais no que me foi levado,
Pois cada fim tem um recomeçar.
Guardei a velha taça do passado,
Na espera de um novo amor vir brindar.
 
Márcia Aparecida Mancebo
31/08/25
 
 

 

 

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Quando a Noite me Toca

Quando a Noite Me Toca

Na noite em que a saudade chega mansa,
sentada na sacada, olhando a lua,
minha alma, a suspirar, leve, descansa,
e uma lágrima rola, lenta e nua.

Então, sinto uma mão em meus cabelos.
Um arrepio no corpo faz sentido...
Não adormeci, não é pesadelo:
um calafrio faz meu ser vencido.

A noite segue, e a lua prateada
é encoberta por véu da negridão.
A saudade me abraça qual amada
quando se deita em outro coração.

Então, acostumei, todas as noites,
a procurar pela lua feiticeira,
pra curar esta dor — a dor do açoite —
com as tuas mãos, minha luz derradeira.

Márcia Aparecida Mancebo
24/07/25

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Dueto poético: Márcia ( O Peso da Existência) & Teeh ( O Abraço da Existência)

Márcia


Se o mundo fosse mais humano e brando,
Eu seria a brisa que acaricia o rosto.

Teeh:

E eu sussurro: mesmo no mundo chorando,
Há um canto de paz no nosso encosto.

Márcia:


O pássaro frágil que voa em bando,
Silêncio que abraça a flor no jardim.

Teeh:


Voemos juntos, leves, com passo brando,
Na esperança que nunca diz “fim”.

Márcia:
Mas, diante do mundo, sinto medo,
Tanta maldade em cada direção.

Teeh:

Mesmo assim, teu olhar é segredo
Que ilumina o coração em aflição.

Márcia:


Ouço palavras que ferem sem pensar,
Que não creio que guardem carinho.

Teeh:


E eu te digo: há mãos a apoiar,
Vozes que acolhem o caminho.

Márcia:


Mapas que parecem não levar a nada,
Atalhos que sufocam a alma cansada.

Teeh:


Mas o coração sabe a estrada traçada,
Mesmo perdido, encontra a jornada.

Márcia:


Sinto habitar terra que o tempo isola,
Não existe história pra narrar.

Teeh:


Mas toda vida é uma ponte que se escola,
Ilhas têm beleza a nos encantar.

Márcia:


Corações duros que a dor não imola,
Estou na ilha, perdida no mar.

Teeh:


Mesmo lá, há estrelas que rolam à toa,
E mãos amigas vêm me abraçar.

Márcia Aparecida Mancebo/
Teeh Sant' Anna, 26/08/25

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CPP