Posts de Márcia Aparecida Mancebo (2025)

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Depois da Dor

Quisera eu compor-te em tom sereno,
com versos doces, feitos de doçura,
não reprimindo a antiga formosura,
que o tempo escondeu sob o chão pequeno.

E mesmo quando o amor se faz sereno,
vestindo o coração de noite escura,
há sempre claridade e ternura
na alma de quem foi um jardim ameno.

Se a dor abriu estradas a lembranças
sem apagar de vez as esperanças,
que um dia afloraram com emoção:

E o amor, embora em cinzas recolhido,
vive recluso, manso e comovido,
feito uma prece no meu coração.

Márcia Aparecida Mancebo
11/05/26

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Flores

Homenagem aos meus sobrinhos que completam 20 anos de casamento 
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Flores
 
Aquelas flores que deste-me, amor:  
Secaram. Mas o perfume aquece-me no inverno,  
inflando a minha alma com o teu calor,  
um gesto sublime, um sentimento terno.  
 
Teu afeto está na flor ressequida,  
nos passos dados pela nossa estrada,  
nos instantes bons que temos na vida,  
durante a nossa dura caminhada.  
 
Seguindo ao teu lado não sou ser vazio,  
encontro em ti uma motivação;  
sem sentir no meu coração um frio,  
pois sou cativa a essa união.  
 
União que selamos com amor,  
esse amor deu-nos frutos... floresceu,  
com o mesmo aroma que com ardor  
um dia esse querer em nós nasceu.  
 
Márcia Aparecida Mancebo 
 
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Mãe — Escultura do Amor

Mãe — Escultura do Amor

Na sala o ranger da cadeira de balanço,
o ar exalando o perfume da saudade.
É o que estou sentindo com o coração manso,
lembrando de ti, mãe, na minha idade.

Na face o sulco da vida sofrida,
das lutas vencidas com esforço tamanho,
das noites acordadas ou mal dormidas,
mas sem reclamar do viver enfadonho.

Nos olhos, restos de sonhos persistindo,
pois para a mãe a esperança não morre.
Então, com a mente um filme assistindo,
sinto que lentamente uma lágrima escorre.

A emoção do momento enche-me de amor!
O amor de mãe é imenso e tão profundo,
e no seu caminho não morre uma flor.
Mãe é o silêncio sagrado deste mundo.

Márcia Aparecida Mancebo
10/05/26

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Ouço a chuva cair em meu telhado

Ouço a chuva cair em meu telhado

Ouço a chuva cair em meu telhado
salpicando a lembrança de saudades
de histórias guardadas do passado.
E, hoje as trago à tona com vaidade.

São momentos de amor que nós vivemos,
são lugares com noites estreladas
onde juras em segredo nós fizemos
para um dia seguirmos nossa estrada.

A tremer os meus olhos deságuam
fartas lágrimas feito um ribeirão:
cristalino, manso, pois nessas águas
corre o amor que guardei no coração.

Olho a chuva e recordo teu semblante,
teu carinho ainda insiste em voltar.
E meu peito, perdido e vacilante,
torna a tremer ao te imaginar.

Márcia Aparecida Mancebo
05/26

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O Tempo e Nós

O Tempo e Nós

Por mais que eu tente esquecer o passado
Do teu semblante belo, ainda jovem,
E a chuva a cair sobre o telhado,
As lembranças vêm, para lá me movem.

E o passado não morre de repente;
Alicerça o presente pra seguir.
A tua imagem chega docemente,
E eu recordo, sim, de ti, sem mentir.

Não foi paixão momentânea, não.
Foi algo sólido, mas inocente,
Onde descobri que o meu coração
Estava unido ao teu tão docemente...

O tempo andou mais rápido que nós.
Forte tempestade nos separou,
Mas não esqueço que não fomos sós.
Fomos um laço que não desatou!

Márcia Aparecida Mancebo

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Transição

"O mundo levita entre o agora e o sonhado"

(Lílian Ferraz in Poesia do dia 10 )

Transição

Enquanto o mundo levita, o ontem passa.
E o que fora sonhado agora é pó,
que ao céu conduz, qual fosse uma fumaça,
espalhando saudade a quem está só.

E esta saudade no peito tem sabor,
tem aroma de primavera passada,
com o broto se abrindo até virar flor,
lembrança do amor pela madrugada.

E o passado é revivido docemente,
e a fumaça que ao céu sobe ganha vida.
Aquela voz, ouvida suavemente,
no tempo presente, agora é colorida.

O que fora sonho ainda esgarça minha alma,
mas aceito como fiel realidade,
pois ao reviver o que é bom me traz calma,
tão precisa para aconchegar a saudade.

Márcia Aparecida Mancebo
22/02/2026

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Aprendizado Amargo

Os dias de exaustão e desconforto,
Sozinha segui, sem ninguém ao lado.
Levando toda a dor, sem ter conforto,
Eu fui fiel ao que me foi traçado.

A vida fez de mim um ser sem porto,
Sem o sonho que um dia foi sonhado.
Em cada curva, um sonho fora morto,
Mas não abandonei o trilho andado.

Se, pela vida incerta, me iludi,
Morri pela paixão que me enganou,
Nas lágrimas doidas que chorei.

Nos dias de cansaço, eu aprendi:
O aprendizado amargo me ensinou,
Meu erro foi te amar como te amei!

Márcia Aparecida Mancebo
03/05/26

&
ECOS DO APRENDIZADO

Li teus versos banhados de dor, Nas marcas fundas da desilusão.
Também já vi morrer um sonho,
Também chorei por uma paixão.

Mas o tempo, em silêncio, ensina Que toda ferida pode cicatrizar.
E o amor que um dia foi tormento
Vira força pra recomeçar.

Se foi erro amar desse jeito, Foi erro bonito de coração.
Pois só quem ama tão profundo
Conhece a dor da solidão.

Hoje teus versos já não são lágrimas, São aprendizados da emoção.
E o que foi amargo no passado
Há de florescer em superação.

Ciducha

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Aprendizado Amargo

Aprendizado Amargo

Os dias de exaustão e desconforto,
Sozinha segui, sem ninguém ao lado.
Levando toda a dor, sem ter conforto,
Eu fui fiel ao que me foi traçado.

A vida fez de mim um ser sem porto,
Sem o sonho que um dia foi sonhado.
Em cada curva, um sonho fora morto,
Mas não abandonei o trilho andado.

Se, pela vida incerta, me iludi,
Morri pela paixão que me enganou,
Nas lágrimas doidas que chorei.

Nos dias de cansaço, eu aprendi:
O aprendizado amargo me ensinou,
Meu erro foi te amar como te amei!

Márcia Aparecida Mancebo
03/05/26

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Não há explicação

T e m a:

"Será que foi o beijo com poesia
Onde até me entreguei igual a uma frágil sinfonia"

(Davi Simas Couto in Não consegui esquecer você )”

 

 

Não há explicação 

Na poesia, o beijo é qual canção:
chegou suave, mexendo com a alma,
iluminando a mente e o coração,
fazendo-me levitar — e trouxe a calma.

Às notas, entreguei-me com paixão,
como se fosse uma frágil sinfonia;
Envolvendo meu ser nessa união,
senti-me feliz: plena harmonia.

Se foi o beijo que me trouxe o amor,
não encontro palavras pra explicar.
No instante, foi luz, foi grande fervor;
quando percebi, estava a dançar.

Abri os olhos pra ver se era sonho,
ouvi a mesma canção com refrão,
e, com os olhos abertos e risonhos;
senti que amar é mais que doação.

Márcia Aparecida Mancebo
03/10/25

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Sonhos em Sereno Lago

Sonhos em Sereno Lago

Na mansidão, acalento o meu anseio,
Olhando o teu retrato e recordando.
Num suspirar de um belo devaneio,
De saudade sinto o peito ofegando.

Revejo sonhos e tua voz ouço:
Um murmúrio tão doce e agradável,
Qual uma brisa solta do calabouço,
Ecoando num gesto bom e afável.

Nesse instante, minha alma em plenitude
Deslumbra com caminhos percorridos,
Encontrando no amor uma virtude
De um fado, a teu lado, muito bem vivido.

Neste momento, me abraço à lembrança
Para recordar de tuas mãos o afago.
Fecho os olhos, sentindo segurança,
Aportando  sonhos num sereno lago!

 

 

 

Márcia Aparecida Mancebo
03/05/26

Atividade do grupo Desafio Poético com as palavras em negrito.

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SEDUÇÃO

SEDUÇÃO

Como véu de uma brisa, ela desliza
numa dança sedutora, instigante,
conduzindo os passos, ela motiva
com o corpo, desejo insinuante.

As voltas no salão chamam atenção
do jovem com os olhos cristalinos,
prenhe de sonhos no seu coração;
nesse momento, não é mais menino.

A paixão pela dama é fascinante,
com olhar fixo na dança envolvente;
na mente, o devaneio é ser o amante
da deusa imaculada ali presente!

A dança chamativa é persistente,
qual a brisa a roçar na face nua:
um toque especial e irreverente,
levando ao prazer a luz da lua!

Márcia Aparecida Mancebo
22/02/26

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Meu e Teu

Meu e Teu

O tempo não levou tudo, ficaram os gestos
os olhares que não mais se repetem,
as palavras que só nós entendíamos.
Aquela flor seca da primavera passada.

Flor, que me deste na mudança da estação
Com o tempo foi murchando,o aroma ficou
Na história que juntos escrevemos
Em poesia enquanto havia esperança.

Hoje está em cada pétala do teu silêncio
que ainda conversa com o meu íntimo
Na ausência, construímos presença.
Na distância, criamos pontes invisíveis
feitas de lembranças saudosas.

Não somos mais os mesmos, mudamos muito,
Talvez não haja retorno,
mas há memória; e nela o amor respira
Como quem espera sem exigir
E há algo que permanece intacto:
o que é meu é teu sem precisar ser dito.

Márcia Aparecida Mancebo
Setembro/25

 

 

Atividade da oficina Verso livre

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Te Amo em Segredo

Te Amo em Segredo

Com carinho te trago em minha mente
Mesmo que tenha sido amor só meu.
Foi platônico eu sei... não foi presente,
Foi amor que em mim, rápido cresceu.

Ainda o vejo sem ter ilusão,
Te vejo ao longe da minha história,
Prefiro guardar em meu coração,
Pois esse sentir aquece a memória.

É amor platônico sem um compromisso.
Somente eu amo sem revelar,
Anseio que dure esse amor omisso,
Quero que seja assim, sem me enganar.

Minha timidez impede dizer
Quero somente de longe te olhar,
Não te direi, jamais irá saber
E assim, em segredo, sigo a te amar.

Márcia Aparecida Mancebo
29/04/26

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Onde Florescem os Versos

Onde Florescem os Versos

"Em cada flor da primavera há uma história."
E nela me espelho com os meus versos,
São simples, mas brotam do íntimo
De um poeta viajante do infinito.

Aquela flor, na estação, plantada
Floresceu e se espalhou pelo canteiro.
Pode mudar o ciclo, ela está ali,
Enfeitando gentilmente a minha alma.

Tão mimosa que leva-me a sonhar,
Com fatos impossíveis,
Mesmo assim sou refém do devaneio
E na vida desenho cada pétala.

Na mente dos caminhantes,
As flores, aventuras, descrevem.
Basta olhá-las: revelam segredos
Com cores que enfeitam todo o caminho.

Márcia Aparecida Mancebo
29/04/26

Atividade da oficina Verso livre e branco

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Recolorir

Recolorir

Se um dia o meu céu perder toda a cor
Não sucumbirei, tenho Deus comigo.
Motivo encontrarei: curar a dor
Que escureceu o meu céu, o meu abrigo.

Se um dia me perder em meu caminho
Ir por estrada que não tem atalho,
Verei uma luz, não em desalinho,
E sim a mostrar que há flores nos galhos.

Serão estas flores que indicarão,
Por onde seguir pra paz encontrar.
Certeza eu tenho que o meu coração
Pintará o meu céu pra me alegrar.

Uma voz ouvirei, suave e doce.
Sem me angustiar terei companhia;
Sentirei uma mão como se fosse
Carícia de Deus, pois Ele é meu guia!

Márcia Aparecida Mancebo
01/05/26

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Ame-se Primeiro

Ame-se Primeiro

Amar-se a si mesmo é uma verdade.
E não desanima ante a vida incerta.
É um saudável alerta à realidade
Sem esquecer: há sempre uma porta aberta.

Podem vir decepções e quedas duras,
E o coração aguenta sem lastimar,
Quem se ama entende: viver é aventura!
Pois há fardo pesado a carregar.

Estou sempre atenta a aceitar com leveza
Intempéries e ausências sentidas,
Na lida há também muita beleza,
Diante das mazelas existe uma vida.

Dar de si o melhor neste caminhar
Ensina-me seguir com todo o cuidado,
Não deixar de amar-me, pois se errar,
Levanto a cabeça e sigo o meu traçado.

Márcia Aparecida Mancebo
29/04/26

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Outono em mim

Outono em Mim

O outono traz paz ao meu coração
ao ver o chão tão belo colorido,
Não dá para segurar a emoção
sem lembrar do passado, os tempos idos!


Da cerração que encobria a visão,
Do avermelhado sol nas tardes frias,
Do vento que em espiral pelo chão
levava as folhas, ocultando o dia.


Dava pra ver a noite e a bela lua
E, das estrelas a luminescência,
os postes clareando toda a rua.
Ah, hoje traz à tona a adolescência.


Velhos tempos, garoa tão gelada.
O sonho em encontrar o grande amor...
Lembrar o tempo outonal e as madrugadas,
que ainda hoje floresce em mim, sem dor.

Márcia Aparecida Mancebo
30/04/26

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Validade do Tempo

Vaidade do Tempo

O que define mesmo toda a vida
São as marcas que o tempo delineou,
As histórias de amor mal resolvidas,
O deserto tão só que se atravessou.

Não sei, estou errada, mas suponho
Que os sulcos do rosto não esmorecem;
Histórias e desertos são transtornos
Que o tempo resolve e tudo se esquece.

Conforto-me ao olhar-me no velho espelho,
E sinto que são marcas de caminhos:
Ora tempos azuis, hoje vermelhos,
A vida é assim: sempre há desalinhos.

A vida não perdoa e nos tortura,
Da vaidade jamais se importa;
Se eu envelhecer com amargura,
Verei sempre a paisagem toda morta.

Márcia Aparecida Mancebo
29/04/26

Saiba mais…
CPP