Liberdade
Caminhos percorridos sem sentido,
Sem sol pra iluminar por onde andei;
Nem sombra deixei sobre o chão rustido,
Ferindo os meus pés, sempre caminhei.
Sem pensar em vitórias, fui distante;
Não precisei do sol pra me guiar.
Segui o aroma das flores, fui avante,
Senti que não podia mais parar.
Mesmo não vendo o fim, não desisti,
Pois a esperança em mim sempre velei.
Também não liguei para o que perdi,
Apenas segui o que sempre amei.
Mesmo não tendo sentido o caminho,
Meu coração pulsava a liberdade;
Onde trilhei não me senti sozinho,
Enfrentei a escuridão sem vaidade.
Márcia Aparecida Mancebo