Posts de Márcia Aparecida Mancebo (1995)

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Quando um poeta se vai...

Quando um Poeta se Vai

Quando um poeta se vai, a vida cala,
Pois sem versos a poesia não encanta;
De repente o relógio do tempo para,
E somente no céu os anjos cantam.

Porque um poeta é uma luz que brilha,
Que fantasia a vida com seus escritos,
Que ameniza as dores de quem ainda trilha,
Fazendo seu percurso ser bonito.

A inspiração do poeta é dom divino,
E cada palavra grafada tem perfume;
O coração do poeta é um menino
Que anseia atingir a estrela e seu lume.

A vida se cala se o poeta se vai,
Mas a sua lembrança é um incentivo,
Porque em cada verso que no mundo cai
Seu sonho continua ainda vivo.

Márcia Aparecida Mancebo

 

Uma homenagem a uma amiga e poetiza aqui da minha cidade.

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Fim de Estação...

Fim do verão com céu acinzentado,
é o outono com o vento a cantar;
fechando um ciclo com sopro afinado,
um simples aviso a comunicar.

Prenúncio que a nova estação virá
para renovar toda a natureza,
demonstrando que com força estará
com a manhã se abrindo à beleza.

A vida segue o fluxo do momento:
na serra será intensa a cerração;
nos rios, águas com seus movimentos
inundarão a margem e o rincão.

Na alma de cada ser, renovação;
na mente, a esperança que na primavera
as flores ao entrar em floração
trarão belo sonhar para nova era!

Márcia Aparecida Mancebo
11/03/26

&

Nova Estação

Chega de mansinho a brisa com vergonha
Um arzinho de frescor refrescar a alma
O coração pulsa doce sóbrio desvergonha
As artérias fluem vermelhos em calma

As folhas desmaiam das árvores o renascer
O solo de nutrientes que vingará folhagens
Novas árvores a nascer com todo poder
Ipês que agora folhas caem as ramagens

No silêncio do outono a vida se concentra,
Guarda em cada semente um sonho guardião;
A terra, paciente, em repouso adentra
Tecendo futuros no ventre da estação.

E quando o tempo cumprir sua jornada,
Romperá do chão a promessa da cor;
Pois toda folha que ao vento é confiada
Volta em flor na eternidade do amor.

Fim
A Domingos
17 de março de 2026

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Fim de Estação...

Fim de Estação...

Fim do verão com céu acinzentado,
é o outono com o vento a cantar;
fechando um ciclo com sopro afinado,
um simples aviso a comunicar.

Prenúncio que a nova estação virá
para renovar toda a natureza,
demonstrando que com força estará
com a manhã se abrindo à beleza.

A vida segue o fluxo do momento:
na serra será intensa a cerração;
nos rios, águas com seus movimentos
inundarão a margem e o rincão.

Na alma de cada ser, renovação;
na mente, a esperança que na primavera
as flores ao entrar em floração
trarão belo sonhar para nova era!

Márcia Aparecida Mancebo
11/03/26

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FADO

Quando escolhi viver por teu encanto,
Até pensei que fosse desatino;
Eu pressenti o preço do destino,
Mas me entreguei ao risco, no entanto.

Qualquer encontro pode ser quebranto,
Ou de olhar mais puro e peregrino;
Se a sombra da desdita é vaticínio,
O sol do altruísmo é sacrossanto.

Toda escolha prende a alma ardente
À lei secreta do que foi traçado,
seja em ventura ou mágoa persistente!

Amar é só render-se ao que se sente;
Pensamos escolher o nosso fado,
Mas nosso fado é que escolhe a gente!

Nelson de Medeiros
11/03/2026

&

RESPOSTA

Ao escolher viver por meu encanto,
mesmo pensando ser um desatino;
sentiste fundo o peso do destino,
mas rendeste a essa entrega, ah! e quanto!

Talvez não seja o amor puro quebranto,
nem mero risco oculto em tal desígnio;
há luz guardada em forma de fascínio
que o coração transforma em doce canto.

Se o fado conduz o rumo vivido,
e deixa ao coração todo o cuidado,
o ardor livre de amar sem ser medido.

Pois mesmo que o destino seja dado,
há sempre um querer fundo e destemido,
um sim da alma escolhendo o próprio fado.

Márcia Aparecida Mancebo
12/03/26

 

 

 

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DEPOIS DA TEMPESTADE

DEPOIS DA TEMPESTADE

A tempestade alagou meu coração,
Entristecendo minha alma e todo o ser.
Ao afogar-me, senti medo e exaustão.
E o silêncio adentrou em meu viver.

Mas, ainda retenho uma esperança:
Que a tempestade irá logo findar.
Meu coração não terá dela, lembrança.
E voltarei outra vez a sonhar.

É o amor que me faz pensar assim;
Somente amando poderei me salvar.
Mas o silêncio continua em mim,
Até que as águas retornem para o mar.

Novo caminho verei à minha frente;
com os olhos risonhos, iluminados.
Sem tempestade, a vida é diferente;
E celebrarei o amor eternizado.

Márcia Aparecida Mancebo
12/12/25

Toda tempestade passa;
O amor poderá eternizar.
O que não posso fazer:
Impedir a mente de sonhar.”

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Decaída

T e m a:

"Quando o amor já não guia"

(Wanderson Silva Reis in Amar você me dói todo dia )

Decaída

Quando finda o amor, a vida decai;
As horas não passam, é um tormento,
A esperança debate-se e cai,
E a alma naufraga num vil sofrimento.

Os olhos se perdem no firmamento,
Buscando algum motivo pra brilhar;
Apagam-se as luzes do pensamento,
Pois falta o amor para o iluminar.

Se o amor, esse bem que rege o viver,
Esse sentir tão belo em conexão,
Se fenecer, não ter mais o poder
Em dar um sentido ao coração.

É nesse instante que o ser entristece,
Se envereda pela estrada sozinho,
Não vê seta que o guie, isso aborrece,
Escurecendo as luzes do caminho.

Quando o amor já não guia, a vida embrutece.

Márcia Aparecida Mancebo
18/01/26

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Perfume da Saudade

Perfume da Saudade

Quando a saudade chega de mansinho,
A vida vou seguindo sem ter pressa;
A mente vai lembrando o teu carinho,
E tua imagem chega a mim, depressa.

Envolta em pensamento, ouço um chamado;
A tua voz abraça a fantasia.
Revejo instantes em que, no meu traçado,
Caminhava ao teu lado, co’ alegria.

A tua voz insiste em me chamar,
Em tom suave, qual a melodia,
Aquela que aprendi cantarolar
Ao sol se pôr, e a tarde se escondia.

Essa saudade é qual clarão da aurora
A iluminar a vida com seu lume;
E a voz que ouço me faz sentir, agora,
O vento trazer-me o teu perfume!

Márcia Aparecida Mancebo
03/26

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A Mulher

A Mulher

Ah, se pudesse co’as mãos lapidar
Palavras que estão no meu pensamento;
Sobretudo as que falam de amar,
Amar, doando-se em todo momento.

Diria da mulher e seus sentimentos:
Da sua fortaleza e de sua garra;
Da sua luta e comprometimento,
Da sua liberdade sem amarra.

Pois a mulher nasceu para ser flor,
Razão do viver de todo ser;
Mulher que se dedica com amor,
Qual a luz do sol no amanhecer.

Mulher, rosa viva por Deus plantada
Para enfeitar os mais belos canteiros;
Para ser companheira e ser amada,
Exalando perfume o tempo inteiro.

Márcia Aparecida Mancebo
08/03/26

 

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Nova Versão

Nova Versão

Reescrevo minha história todo dia,
para que eu siga com motivação;
nessa estrada com desvio na via,
aprendo, a cada passo, uma lição.

Assim vou desenhando meu traçado,
tentando esquecer os meus fracassos
e todo sonho outrora malogrado
ajeito, dando ritmo aos meus compassos.

Criando então uma nova versão,
com a intenção de escrita mais singela,
não quero esmorecer o coração;
por isso uso o pincel e a aquarela.

Ao reescrever a história, penso bem,
para não repetir antigos erros;
e libertar minh’alma de refém
das mágoas que a prendiam em desterros.

Márcia Aparecida Mancebo
01/03/26

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Cântico Noturno

Os ruídos da noite vão comigo,
São quais as melodias bem cantadas;
Misturam-se às brisas, meu abrigo,
Pra que eu não sinta a dor das madrugadas.

Os ruídos e as brisas curam tédio,
Entrelaçam-se em canções afinadas;
Têm sons serenos, qual doce remédio,
Chegam a mim como brandas toadas.

E a noite segue em doce leveza,
Sem dor, sem solidão que me feria;
Enquanto vejo o céu com tal beleza,
Das estrelas que anunciam o dia.

A noite finda e o dia resplandece,
E a vida continua com sentido,
O tédio e solidão a mente esquece,
Renova-se em meu peito o bem vivido.

Márcia Aparecida Mancebo
03/03/26

&

Vigília a Noite

Se os ruídos da noite vão contigo,
também sigo esse canto que se eleva;
pois no sopro da brisa encontro abrigo
quando a alma na sombra se enleva.

Se as canções da noite curam o tédio,
trago nelas lembranças demoradas;
pois no som que se torna doce remédio
vão saudades serenas, repousadas.

E se a noite se faz leve e formosa,
sob o brilho das lâmpadas celestes,
vejo nela uma estrada silenciosa
onde os sonhos se tornam mais agrestes.

Quando o dia desponta no horizonte,
renovando o destino e o sentido,
sei que a vida é nascente em sua fonte
onde o tempo refaz o que é vivido.

António Domingos
04/03/2026

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Tenho marcas

Ciducha

Hoje olhei meu rosto
com mais demora.
Não vi apenas rugas —
vi caminhos.

Cada linha ao redor dos olhos
é rastro de risos partilhados,
abraços demorados,
amizades que ficaram.

As que moram na boca
guardam palavras ditas com amor,
beijos entregues sem medo,
promessas sussurradas na madrugada.

Trago sulcos nas mãos invisíveis do tempo,
porque embalei filhos,
segurei partidas,
aplaudi conquistas.

Há marcas que nasceram da dor,
é verdade —
mas até elas
me ensinaram a ser inteira.

Não são rugas.
São memórias desenhadas na pele.

E se o espelho insiste em contar minha idade,
eu sorrio —
porque cada traço
é a prova
de que vivi.

Tenho marcas
Santos/03/2026

&

Marcas que me definem

Hoje, ao me ver no espelho, fui pensando
Caminhos pela vida percorridos;
Deixando sulcos, foram demarcando
Tudo que passei nos tempos idos.

As linhas sob os olhos — doces risos —
Partilhados com quem seguiu comigo;
Risos e gargalhadas foram avisos
De que, por onde andasse, teria abrigo.

Ao redor da boca, palavras ditas
No instante em que o amor viera à tona;
Nas madrugadas — ah, horas benditas! —
Desses momentos eu fora dona.

O espelho não mente: demonstra a idade;
Nas mãos, as marcas firmes do labor.
Essas não escondo — tenho vaidade —
Vejo nos gestos dos filhos o amor.

É sob essas marcas que sobrevivo,
Sem negar sequer o que sofri;
Cada traço do tempo é positivo
Na soma inteira do que construí.

Márcia Aparecida Mancebo
04/03/26

&

Marcas que carrego

Hoje, diante do espelho, vou lembrando
As veredas que o tempo me traçou;
Cada sulco que a vida foi talhando
É a memória da mulher que hoje sou.

Há linhas que nasceram dos sorrisos
Partilhados em dias de alegria;
Outras guardam silêncios indecisos
Das batalhas travadas noite e dia.

Nas mãos, sinais do labor constante
De quem semeia sonhos no caminho;
Pois quem ama trabalha confiante
Mesmo quando o destino é mais mesquinho.

Também trago marcas da tristeza,
Que a existência por vezes nos impõe;
Mas delas fiz escola e fortaleza,
Pois a dor também forma e recompõe.

E assim, quando o espelho a idade mostra,
Não me pesa o que o tempo desenhou:
Cada traço é medalha da minha história
Testemunho fiel de que vivi e amei.

A Domingos
03/03/2026

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Cântico Noturno

Cântico Noturno

Os ruídos da noite vão comigo,
São quais as melodias bem cantadas;
Misturam-se às brisas, meu abrigo,
Pra que eu não sinta a dor das madrugadas.

Os ruídos e as brisas curam tédio,
Entrelaçam-se em canções afinadas;
Têm sons serenos, qual doce remédio,
Chegam a mim como brandas toadas.

E a noite segue em doce leveza,
Sem dor, sem solidão que me feria;
Enquanto vejo o céu com tal beleza,
Das estrelas que anunciam o dia.

A noite finda e o dia resplandece,
E a vida continua com sentido,
O tédio e solidão a mente esquece,
Renova-se em meu peito o bem vivido.

Márcia Aparecida Mancebo
03/03/26

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Tom Azul, Esperança e Alegria

Tom Azul, Esperança e Alegria

Neste dia azulado, vejo a vida:
um quadro com cor, doce e tão bonito;
a minha alma se agita, enternecida,
fecho os olhos e voo ao infinito.

Nesse voar, encontro a fantasia,
companhia fiel no meu pairar;
este céu azulado tem magia
e faz meus olhos tudo se encantar.

Encanto diferente que meu ser
extasia-se ao sentir esta beleza,
incentiva o caminho a percorrer
com alegria, sentindo leveza.

E a vida, em tom azul, traz esperança
que abrilhanta a manhã toda azulada;
neste instante, volto a ser criança
e deixo a alma em paz e iluminada.

Márcia Aparecida Mancebo
03/26

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Caminhada da Luz

Caminhada da Luz

Onde a luz brilha, viva, pela estrada,
Está o amor, regente, da estrada.

A luz é um artifício, um lume,
Um guia a levar-me na caminhada.

O sinto como escudo e confiança;
Não posso interromper minha jornada.

Que a vida deu-me como presente,
Quando nasci, ao amor fui outorgada.

Com caminhos certos a seguir,
Calculados a cada passada.

Os passos calculados são lumes,
Clareando a vasta e longa caminhada.

Márcia Aparecida Mancebo
31/01/26

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Eternidade

Esse amor que virou eternidade,
Adormece num sono tão profundo;
E o abraço com ternura e saudade
Trazendo uma lembrança onde me inundo.

Pra minha alma é acalanto a lembrança,
Lembrar que o meu passado foi bonito,
Que ainda há resto de luz e esperança,
E que em mim resplandece o infinito.

Ah, mesmo adormecido esse amor
É razão pra que a vida siga em frente;
Eu o sinto na estrada, em cada flor,
Quando a brisa me passa docemente.

Eu o cubro com flores da estação,
Pra ser velado e não morra jamais;
É esse amor que embala o meu coração,
Quando a tristeza o enche com os ais.

Márcia Aparecida Mancebo
28/02/26

&

Onde o Amor Permanece

Antonio Domingos

Amar deixou na alma uma vertigem
De ternura, silêncio e cicatriz;
Mas na sombra da antiga paisagem
A lembrança persiste e não se desfaz.

Há saudade nos gestos da memória,
Como o vazio perdido em sentimento lunar
Mesmo quando a dor conta outra história,
O coração insiste com força em amar.

Esse amor já conheceu o desgosto,
Já provou do amargo da solidão;
Mas resiste , é sereno , e bem posto
Como chama guardada na amplidão.

E assim segue comigo na estrada,
Entre espinhos, perfumados em profusão;
Pois a saudade, mansa se faz calada,
Ainda revela doce amor no coração.

A Domingos
28/02/2026

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Eternidade

Eternidade

Esse amor que virou eternidade,
Adormece num sono tão profundo;
E o abraço com ternura e saudade
Trazendo uma lembrança onde me inundo.

Pra minha alma é acalanto a lembrança,
Lembrar que o meu passado foi bonito,
Que ainda há resto de luz e esperança,
E que em mim resplandece o infinito.

Ah, mesmo adormecido esse amor
É razão pra que a vida siga em frente;
Eu o sinto na estrada, em cada flor,
Quando a brisa me passa docemente.

Eu o cubro com flores da estação,
Pra ser velado e não morra jamais;
É esse amor que embala o meu coração,
Quando a tristeza o enche com os ais.

Márcia Aparecida Mancebo
28/02/26

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Entre o Humano e o Simbólico

Enquanto a lua tece a bela noite,
A solidão dos dias é aclarada.
Ser sozinha já não traduz açoite,
Somente traz lembranças — e mais nada.

A mente se distrai com fantasia,
Chegando a ver o que é tão impossível.
Mas o pensar tem toda essa magia:
Trazer aos olhos imagem visível.

Se é ilusão da mente solitária,
Fantasia que ronda o pensamento,
É o desalento da lida diária:
Sem ver um gesto de agradecimento.

Um vulto envolto em flores... alegria,
Que somente se torna verdadeiro
A quem segue a vida sem companhia:
Receber rosa é um gesto certeiro.

Márcia Aparecida Mancebo
15/11/25

&

Ser uma Verdade ou Versão

Não sei se ser a bruma ou claridade,
Nem se vinhas do mundo ou da memória;
Mas teu sinal sinaliza discreta eternidade
Abre-nos no peito uma fenda da história.

Há presenças que nascem do invisível,
Como se o vazio aprendesse a florir;
E o que parece sonho impossível
É só o mistério na busca do existir.

Paradoxal , quanto mais isolado no caminho,
Mais passos e sonidos dentro do ser;
No ermo profundo a germinar um carinho
Que nenhuma razão pode retroceder

Entre o sentir e o que a mente inventa
Vive um rumor de antiga confecção
Talvez verdade que a alma sustenta,
Talvez a versão do próprio coração.

Se era sinal ou mera miragem tardia,
Isso o tempo jamais a esclarecer
Pois há encontros que a vida recria
Antes mesmo que alguém florescer

E assim, no espaço onde o silêncio impera,
Algo sempre a renascer sem explicação:
Não sei se era promessa que me espera
Ou o preferido perfume cítrico, uma intenção.

A Domingos
27/02/2026

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Entre o Humano e o Simbólico

30984849263?profile=RESIZE_710xEntre o Humano e o Simbólico

Enquanto a lua tece a bela noite,
A solidão dos dias é aclarada.
Ser sozinha já não traduz açoite,
Somente traz lembranças — e mais nada.

A mente se distrai com fantasia,
Chegando a ver o que é tão impossível.
Mas o pensar tem toda essa magia:
Trazer aos olhos imagem visível.

Se é ilusão da mente solitária,
Fantasia que ronda o pensamento,
É o desalento da lida diária:
Sem ver um gesto de agradecimento.

Um vulto envolto em flores... alegria,
Que somente se torna verdadeiro
A quem segue a vida sem companhia:
Receber rosa é um gesto certeiro.

Márcia Aparecida Mancebo
15/11/25

Saiba mais…

Decaída

T e m a: Poesia 

"Quando o amor já não guia"

(Wanderson Silva Reis in Amar você me dói todo dia )

Decaída 

Quando finda o amor, a vida decai;
As horas não passam, é um tormento,
A esperança debate-se e cai,
E a alma naufraga num vil sofrimento.

Os olhos se perdem no firmamento,
Buscando algum motivo pra brilhar;
Apagam-se as luzes do pensamento,
Pois falta o amor para o iluminar.

Se o amor, esse bem que rege o viver,
Esse sentir tão belo em conexão,
Se fenecer, não ter mais o poder
Em dar um sentido ao coração.

É nesse instante que o ser entristece,
Se envereda pela estrada sozinho,
Não vê seta que o guie, isso aborrece,
Escurecendo as luzes do caminho.

Quando o amor já não guia, a vida embrutece.

Márcia Aparecida Mancebo
18/01/26

Saiba mais…
CPP