Posts de Pedro Valentini Roxo (5)

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Palavras

Mais uma vez venho aqui escrever, sinto que estou perdendo o hábito...
procurando-te somente quando preciso, pareço com aqueles
que só rezam quando estão passando sufoco
Mas no fundo é só confusão mental, desilusão da realidade.
tenho um sério problema de afinidade com as relações humanas,
eu achava que eram simples, mas são quânticas.
como sentimentos sem palavras para descrever, memórias
que te fazem sentir gosto e cheiro, irreplicáveis, inexplicáveis.
Nunca sei o que esperar das pessoas por mais que minha intuição grite,
Estou mesmo escutando? Ou estou tampando meus ouvidos com desculpas?
No final não sei de nada mesmo achando que tenho a resposta para tudo,
a falta e a busca da conexão é sempre muito improdutiva aos meus olhos.
procurar, sangrar e sorrir. E no final comer um prato frio de realidade.
Fingir que está tudo bem é sufocante, alguém realmente quer me escutar?
No fundo acredito que não, parece que nos olhos alheios sou um tolo,
talvez seja culpa minha e da forma que eu mesmo me trato.
Só me sinto cansado de ser tão profundo,
sentindo-me exausto da troca constante de eus,
Algum dia eu realmente fui eu?
essa neblina social fez-me perder em mim mesmo, esse sorriso é meu?
Mas aqui todas as perguntas são sanadas, crucificadas e enxarcadas em lágrimas,
sempre estive aqui, no texto, no sentimento e nas palavras sinto-me real,
vivido e completo dentro das linhas, versos e letras.

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A resposta mais fácil

Tudo que sinto, para ninguém minto,
mostrando para mim, que sou ninguém.
como isso acontece, sem o céu escurecer,
o ser descolorir e ao tempo estagnar?
Desfaço o espaço,
Faço o laço, apertado como nunca,
mesmo assim continuo descalço.
Onde está a vontade? Quando isso me incomodou?
Um ninguém roubou nossa chama sem saber.
Preciso encontrá-lo, resolver o que ninguém pode ajudar,
amar-te-ei não importa a situação e a ocasião,
O que fez foi por nossa proteção.
agora, importância enxergo,
Inevitavelmente transparente o vento torna-se,
mente clara, peito quente, mesmo descalço
sinto-me invencível.

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Doce contrarreação

Não gosto de escrever apaixonado,
Meu pensar inundado com imagens e
palavras que quero te dizer.
Entender não consigo,
queria sonhava e agora que estou
a um passo da felicidade
minha mente planta lapsos
de medo e inseguranças.
quando com ela estou, penso em tudo,
capaz de tudo realizar,
quando se vai penso em tudo,
tudo que sem ela não sou capaz.

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GAIOLA

COMO FLOR SEM ODOR
CINGIDO DE ANGÚSTIA E DOR,
CHORO EM MEU BERÇO APERTADO,
AQUI PERDURA O CANTO DOURADO.

BRILHA E ILUMINA MEU PENSAR
TRILHA POR ONDE O PÁSSARO JÁ CANTOU
TUDO DE BOM VOOU, AQUI A FELICIDADE PASSOU
RESTOS DE UM PILAR QUE NÃO SUBIU AO ALTAR.

NO POLEIRO SÓ RESTOU UM OVO,
QUANDO SERÁ QUE IRÁ CHOCAR DE NOVO?
GUARDADO A MIL CHAVES NOVAMENTE,
ALGO CONSTANTEMENTE INCONSTANTE.

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NAVEGAR

Acorda para o novo, afinal,
A corda bamba não vai esperar,
Jovem marinheiro, pronto à sonhar
Enquanto tiver paz e epifania longe ele vai.
Em seu mar corais tão pouco vaidosos, algas risonhas
Secam de tantas memorias, curadas em maresia,
Sol fofoqueiro, não o deixa só,
Cada ponto sem nó, de sal vira pó.
Ô sol largue do pé do jovem,
Ele só precisa da calmaria da manhã
Onde na bagunça bagunçada de sua mente arrumada
Consegue, de tanto procurar achar um sentido em tudo que velejou,
O tempo passa e o entardecer se aproxima, onde nada caminha,
Vá deite em sua caminha de fraquezas
Onde a maresia defuma o que pensas,
Aguarde o escuro que clareia sua mente,
Seu barco, sua morada, seu lar
Costa estrelada, noite calada,
Lua nua, pura e transparente
Ilumina o ritmo
Do homem marítimo.

Pedro Roxo

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