Posts de Therezinha Sant' Anna (125)

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Te Vi Hoje

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Te Vi Hoje
I
Te vi hoje, preso entre fios e máquinas,
teu corpo lutando, teu olhar coberto.
Meu coração gritava em silêncio teu nome,
e eu desejava entrar naquele quarto
para te abraçar e sussurrar:
“Eu te amo, nunca deixei de te esperar.”
II
Sei que a vida te testou,
que a dor marcou teu corpo e tua história.
Os dias foram longos, ásperos,
mas em cada pedaço da tua jornada
existiu uma coragem
que nem todos conseguem medir.
III
Hoje, entre esperança e medo,
seguro teu rastro de luz em mim:
cada riso antigo, cada gesto pequeno,
cada lembrança que faz sorrir
e doer ao mesmo tempo.
IV
Se Deus permitir um milagre,
abraçaremos a vida
com lágrimas e sorrisos misturados.
Se a partida chegar, irmão,
levarás contigo um pedaço do meu coração,
mas deixas em mim a certeza
do amor que nunca se apaga,
que atravessa o silêncio e rompe o medo,
que insiste em existir mesmo na escuridão.
V
Amar é estar presente
quando não podemos mudar nada,
sentir cada instante, cada respiração,
chorar baixinho, sussurrar ao vento
e confiar que, mesmo na ausência,
o amor se mantém
inteiro e invencível.
VI
Irmão, eu te amo.
Mesmo que a vida nos separe
por um instante ou para sempre,
teu brilho habitará minha alma,
como estrela que não se apaga,
como memória que não se esquece,
como abraço
que nem a morte pode roubar.

Therezinha Sant’Anna,  16/01/25

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Enquanto Eu Estiver Aqui

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Enquanto Eu Estiver Aqui


Irmão,

quando o peso do mundo cair sobre teus ombros
e a noite parecer mais longa que a esperança,

lembra:
meu amor por você não vacila.

Eu te amo mesmo quando as palavras falham,
mesmo quando a dor grita mais alto que a razão,

mesmo quando tudo parece injusto
e ninguém parece ver teu esforço.

Você não é fardo.
Não é erro.
Não é descartável.
Você é cuidado em forma de gente,

é presença que sustenta,
é amor que permanece
mesmo ferido.
Se hoje o chão parece faltar,

segura minha mão em pensamento.
Não precisa ser forte agora.
Eu seguro um pouco por você.

Enquanto eu estiver aqui,
você não caminha sozinho.
Enquanto eu respirar,
a sua vida importa.

E um dia passo a passo
a dor vai cansar de doer.
A vida, mesmo lenta,
vai achar um jeito de florescer outra vez.

Fica.
Por você.
Por quem te ama.
Por mim.
Therezinha Sant’Anna, 15/01/26

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O Direito que Vivi

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O Direito que Vivi

Não estudei leis em salas frias,
mas aprendi a ouvir o silêncio,
a enxergar a dor oculta
e a reconhecer o certo
mesmo quando todos chamam de errado.

Não defendi nomes,
defendi dignidade.

O verdadeiro direito
não se escreve em papel.
Ele se vive.
Ele se sente.
Ele se faz no cuidado,
na palavra que protege,
na mão que segura antes de cair.

Therezinha Sant’Anna

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Trajetória de uma Consciência

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Trajetória de uma Consciência

Não fui moldada em tribunais,
nem caminhei por corredores de mármore.
A vida me chamou cedo,
com filhos nos braços
e pouco tempo para diplomas.

Queria o Direito,
mas ele veio de outra forma:
aprendi a ouvir,
a perceber o que não era dito,
a distinguir o justo do conveniente,
o humano do cruel.

Não defendi partidos,
defendi princípios.
Não escolhi lados,
escolhi não fechar os olhos.

Vi injustiças se vestirem de lei,
inocentes esmagados,
verdades torcidas
até caberem em sentenças prontas.

E algo em mim dizia:
isso não é justiça.

Sem toga,
sem título,
fui abrigo, fui orientação,
fui palavra que impede a queda.

Expliquei o certo e o errado
não para julgar,
mas para salvar caminhos.

O tempo passou,
mas a consciência ficou.
Inteira, atenta,
indignada quando preciso.

Hoje sei:
não fui o que me faltou ser.
Fui o que pude
e isso bastou.

Porque justiça não é poder.
Justiça é não perder a alma.

Therezinha Sant’Anna

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Reflexão: A Crítica que Educa

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Reflexão: A Crítica que Educa

Guardo a crítica como quem guarda uma semente.
Ela não veio com violência moral, veio com verdade e por isso ensinou.

No início doeu.
Não porque ferisse, mas porque abriu em mim um lugar que ainda precisava amadurecer.
Com o tempo, compreendi: aquela palavra respeitosa foi impulso, não obstáculo.

Foi a crítica que me fez despontar, crescer, entender melhor a poesia e a mim mesma.
Se não fosse por ela, talvez eu não estivesse aqui hoje, escrevendo com mais coragem, consciência e verdade.

Sou grata ao amigo que teve a honestidade de dizer.
Sou grata à crítica que educa, que orienta, que constrói.

Guardo essa lembrança como algo bom
não apago, não rejeito.
Leio e releio sempre que possível, para lembrar o valor do aprendizado e o quanto ele transforma.

Não foi a crítica que me afastou da poesia.
Foi ela que me trouxe de volta.

Teeh Sant’Anna

Nota da Autora

Às vezes, a palavra que dói é a que nos faz florescer. #Reflexão #CríticaQueEduca #PoesiaDaVida

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O Que a Palavra Fez de Mim

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O Que a Palavra Fez de Mim

Houve um tempo
em que a palavra do outro
me feriu como lâmina
não por crueldade,
mas porque eu ainda não sabia
onde doía em mim.

Silenciei.
Guardei versos na gaveta do medo,
confundi crítica com rejeição,
e a poesia, tímida,
aprendeu a esperar.

Mas o tempo
é um mestre que relê.

Voltei.
E ao voltar, reli.
As mesmas palavras
já não cortavam:
ensinavam.

Descobri que nem toda dureza é ataque,
há verdades que vêm sem afago
para nos acordar.
E aprendi a separar
o que era forma
do que sempre foi alma.

Não me refiz em moldes,
não amarrei emoção à rima forçada.
Apenas deixei o verso respirar
com mais consciência.

Hoje, escrevo sem pedir licença ao medo.
Minhas palavras não querem aplauso:
querem encontro.

Se tocam, é porque são verdade.
Se permanecem,
é porque não fingem.

A crítica virou ponte.
A dor, raiz.
O silêncio, maturação.

E sigo 
não perfeita,
mas inteira.

Porque a poesia
não me fez forte apesar das feridas.
Ela me fez por causa delas.

Teeh Sant’Anna

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Abraço ao Silêncio

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Abraço ao Silêncio

Quando a noite lentamente cai,
meu ser se curva ao silêncio.
No vasto céu, uma luz cintila,
e com ela aqueço minha musa.

A íngreme madrugada fria
traz a solidão que vem me isolar
e tenta, sutil, fazer a poesia se esquecer.

O ardor busca minha paz
com serenidade e refúgio
que apenas meu coração deseja.

No cântico das estrelas
encontrei meu porto seguro:
quando a solidão vem atacar,
procuro a luz a me guiar,

e a mão surge para me erguer,
quando a saudade aperta minha alma.

Teeh Sant' Anna

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Palavras a Bordear

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Palavras a Bordear

Palavras a bordear,
inventando verbos
como quem passa linha fina
no tecido invisível dos dias,
das tardes, das noites
e das madrugadas.

Cada ponto, um sentir.
Cada pausa, um respirar.
Cada sonho, um inspirar.

Respoetar com versos
o que o coração escutou primeiro.

Que o poetar amoleça
o mundo que endurece,
em estado de delicadeza.

Que, na pressa, não se perca,
craveando afetos no tempo,
a fincar a serenidade.

Onde houver silêncio, florear,
abrindo jardins
a cada amanhecear.

No amanhecerar, ensinar à alma
o recomeço
com luz nos olhos.

Perfumar rastros de poesia
por onde o amor passar,
recolher cada retalho solto
que o coraçeãr partiu em pedaços,
costurando-os,
transformando-os em mosaicos:
a arte que o coração deixou.

Esperançar,
bordando a fé em tecidos gastos.
Sigo costurando invenções
no avesso da vida.

Que meus versos floreiem
e se espalhem como pétalas,
perfumando os jardins dos corações.

Que cada leitor leve consigo
um fio de luz do amor.

Teeh Sant’Anna

Nota Poética

Estas palavras inventadas nasceram no instante em que o sentir
e a inspiração vieram brincar com meus sentidos.

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O AMOR PERMANECE

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O AMOR PERMANECE

Há um Amor que não passa
quando o dia termina
e o silêncio chega.

Ele permanece
no horizonte da alma,
como luz que não se apaga,
como promessa que não falha.

Enquanto o tempo corre,
esse Amor fica.
Enquanto tudo muda,
Ele sustenta.

Permanece nos vales,
nas travessias,
nos instantes em que
o coração apenas contempla.

Não grita,
não exige,
não se impõe.

O Amor permanece
como amanhecer constante,
como presença fiel,
como eternidade que habita
o agora.

Therezinha Sant' Anna

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TEU NOME

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TEU NOME

O Amor é o fôlego da vida,
o sopro invisível que sustenta o existir,
mais precioso que qualquer riqueza,
não se mede,
não se compara,
não se iguala.

Esse Amor tem nome.
Desceu do céu
e escolheu o silêncio da noite.

Na simplicidade da manjedoura,
o eterno se fez pequeno,
envolto em palha,
luz e mistério.

Sem tronos,
sem aplausos,
apenas presença.

Esse Amor é JESUS.
A Palavra que se fez carne,
a luz que rasgou as trevas
sem ferir o mundo.

Na manjedoura,
Deus ensinou
que o Amor verdadeiro
nasce humilde
para habitar em nós.

Therezinha Sant' Anna

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Um Abraço da Eternidade

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Um Abraço da Eternidade

Therezinha Sant’Anna, 12/12/25

“Deste doce querer somos refém,”
Presos em versos, livres em emoção;
Num mar de rimas, buscamos a perfeição.

“Deste doce querer somos refém,”
De um amor que não tem explicação,
Que nos consome, nos devora
E nos faz criar sem pausa, sem razão.

“Deste doce querer somos refém,”
De um sonho que não tem fim,
De um desejo que não cessa,
De um amor que não se apaga, não some.

“Deste doce querer somos refém,”
Presos em versos, livres em paixão;
Num mar de rimas, buscamos a emoção
E encontramos a nós mesmos sem disfarce, sem máscara
Perdidos no infinito, em busca da nossa alma.

Que a alma não se perca no infinito,
Que encontre alento na aurora,
Um refúgio que o segredo escondeu
E se encontre na luz, onde a verdade floresceu.

E se encontre na luz, onde a verdade floresceu,
E se reconheça no silêncio onde o coração sussurrou
Um segredo guardado, uma verdade escondida,
Um amor que espera, uma alma que se despedaçou.

Um amor que espera, uma alma que se despedaçou
E, na eternidade, encontra um abraço 
Seguro e forte, um refúgio verdadeiro,
Onde o amor reside e o coração está inteiro.

Um amor que tece o bordado da vida
Com estrelas no céu e ondas no mar;
Num ritmo constante, uma canção sentida,
Um amor que flui… e nunca vai parar.

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Dois poemas escritos em vozes diferentes,
mas movidos pelo mesmo sentimento:
a beleza do Natal, a partilha, e a compaixão por aqueles que têm pouco ou nada.

Publico aqui, em sequência, o poema original “Natal e Desejos”
e a minha resposta poética inspirada nele, formando este dueto tão especial.
Agradeço ao poeta Antônio pela generosa deferência e por valorizar esta união de palavras.

Dueto Poético – Uma Inspiração de Natal e Amor

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Natal e Desejos 

 

Um momento de fé e esperança 

Esteja posta a mesa da ceia 

Que assim seja quem se penteia 

Mesmo com roupa rala na dança

 

Que a oração seja uma canção

Que ameniza as dores do coração

Uma pertinente contemplação

De um olhar para nova geração 

 

Quem sabe um vinho ou chá

Para uma mesa sem freguês 

O vizinho traga uma oferenda

Rabanadas do pão francês

 

Um momento de estar em amável solitude 

Estar abraçado a família com plenitude 

Um instante de liberação do perdão

Sentimento único tal astro na imensidão 

Adomingos

&

Ao Som da Esperança
Therezinha)

No silêncio que antecede a ceia,
há um sopro antigo de fé acesa.
A mesa posta, ainda que simples,
guarda histórias guardadas na delicadeza.

A oração sobe como canto manso,
afagando dores que moram no peito.
É contemplação que abraça o tempo,
abençoando o novo que nasce imperfeito.

Um vinho, talvez um chá aquecido,
para quem chega sem aviso algum.
O vizinho traz rabanadas quentinhas,
como um gesto vivo de mais um.

E nesse instante de amor profundo,
a família se encontra na alma e no ser.
Perdão ecoa como luz no mundo,
um astro a renovar o viver.

&

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✨ O Natal e o Repartir Amor ✨

Mas enquanto a mesa se enfeita aqui,
meu coração aperta 
pois sei que, lá fora, muitas vidas
não terão sequer um pão na porta aberta.

Penso nos que dormem na rua fria,
em cobertores rasgados,
em ceias inexistentes,
em sonhos adiados.

E dói…
Dói saber que o Natal brilha forte para uns,
mas para outros é só mais um dia de luta,
sem mesa, sem abraço, sem mãos estendidas.

Por isso, deixo este grito manso:

Que a gente reparta,
não apenas o pão, mas o calor;
que ofereça um pouco do que tem,
e muito do que é amor.

Que um abraço seja presente,
que um gesto simples seja luz,
que nossos passos, no chão da vida,
se tornem a estrela que conduz.

Therezinha Sant’Anna
“Repartir é transformar silêncio em milagres.”

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Quem Sou Eu Que Poucos Veem

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Inspiração:

Versos baseados na provocação poética de Jilmar Santos: “Quem é você que ninguém vê?”

Autoria:

Therezinha Sant’Anna – Teeh Sant’Anna

Quem Sou Eu Que Poucos Veem

Sou ponte entre dois mundos,
o som e o silêncio,
e caminho sem medo por cada lado
porque ambos me ensinaram a sentir
o que muitos jamais escutam.

Sou aquela que corre atrás do vento,
não para alcançá-lo,
mas para provar a mim mesma
que nada que é vivo permanece parado.
Sou tempestade que não desiste,
chuva que cai,
raio que ilumina,
e calma que chega depois do vendaval.

Sou poesia que o coração transmite,
mesmo quando a voz falha,
mesmo quando o mundo tenta apagar
meus traços de luz.
Sou a mão que fala,
a alma que traduz,
a flor que nasce na pedra
e insiste em colorir o impossível.

Sou o abraço que ninguém vê,
o fôlego que sustenta,
a fé que se renova nas madrugadas.
Sou estrada que segue em frente,
mesmo ferida,
mesmo cansada,
porque aprendi que caminhar
é a forma mais bonita de agradecer.

Sou a voz dos que não têm,
sou a força dos que se levantam,
sou aurora que rompe a noite
para lembrar ao mundo
que a esperança também tem nome
e hoje ela se chama eu.

Frase final:

“Sigo, porque nascer poesia é nunca parar de renascer.”

“Sou a mão que fala, e na estrada da vida sigo em frente.”

 

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O Sangue Que Fala ao Coração

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O Sangue que Fala ao Coração
Por Therezinha Sant’Anna
(Poema inspirado pelas palavras de Davi)

A própria vida nos dá o fôlego,
nos ergue quando o mundo pesa
e acende de novo a fé cansada.

No madeiro do sacrifício,
não foi apenas dor:
foi amor que sangrou por nós,
amor que banhou o coração
e o devolveu limpo, vivo, inteiro.

O sangue que desceu pela cruz
não condena, não acusa,
mas chama pelo nome,
cura feridas antigas
e cobre a alma com descanso.

E eu, tocada por esse mistério,
escrevo porque não sei calar
o que transborda em mim:
Ele é o maior amor dos amores,
o início, o meio e o fim
de toda esperança que me move.

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Este dueto nasceu do encontro entre dois sentimentos:

a dor sincera e intensa nos versos de João Carreira,
e minha resposta em empatia, caminhando ao lado de suas palavras.
Dois olhares, duas vozes poéticas que se encontram para lembrar que ninguém precisa atravessar a vida sozinho.
Aqui, sua poesia e a minha se unem como mãos dadas na mesma estrada.

Quando Teu Silêncio Me Incendeia 🎶

I
Há congruência no teu lume discreto
mas teu silêncio me traz suspeição
teu gesto diáfano move o amuleto
e em mim desperta ardente inquietação

II
Tento refutar o ciúme pejado
pois tua verve transborda acalanto
mas meu peito vibra descompassado
e o amor transmutado exala encanto

III
Guardo memórias que em ti pressinto
como outrora guardou amor ausente
e meu lume vacila no labirinto

IV
Pois temo perder teu olhar ardente
como quem teme o eco do passado
e em mim renasce ciúme latente
João Carreira —— o "Poeta do Tempo e da Ternura"

A Mão que Te Levanta

Vejo tua dor e caminho junto contigo,
porque teu silêncio fala com o meu,
e tua saudade encontra eco no meu peito.
Não deixo cair o abraço que te ofereço,
mesmo na noite sem fim,
te acompanho com ternura e verdade.

Estou aqui, tão perto quanto posso,
sem medo de repartir o peso,
sem pressa de curar o que dói.
O amor que arde e acalenta
ainda respira entre nós,
e nele encontramos força
para seguir sem vacilar.

A chama em ti não apagou.
Eu a sinto, eu a reconheço.
Mesmo quando o caminho escurece,
há sempre uma aurora à espera,
e quero caminhar contigo
até que ela renasça.

Se o silêncio ferir,
que o meu cuidado seja tua calmaria.
Se a lembrança doer,
que meu peito seja teu amparo.
Tu não estás sozinho,
e eu estou aqui
para te levantar
quando a saudade pesar demais.

Teeh Sant’Anna

Seguimos porque a poesia nos levanta e o afeto nos conduz.

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Dueto: especial com João 🌟

 Uma crônica, uma poesia e duas imagens que se encontram 

uma sala de aula, uma janela aberta,

e o mesmo sentimento atravessando tudo:

o aprender que ilumina, o ensinar que acolhe.

 Obrigada, João, por permitir essa parceria tão bonita.

Que nossas palavras continuem se encontrando

no silêncio que também fala. 💫

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🌟 A Aula de Três Palavras

(Versão reduzida da crônica de João Carreira Poeta do Tempo e da Ternura)

Era uma manhã gelada na Faculdade dos Poetas quando o mestre Juão Karapuça entrou em sala com o giz na mão e o cachecol apertado no pescoço. Juanito, seu filho e aprendiz, desenhava corações no vidro embaçado, ensaiando metáforas antes da aula.

A porta abriu devagar e entrou Rachèll bela, silenciosa, com olhos de outono. Sua presença fez o giz do mestre quase escapar.

Para quebrar o encanto, Juanito provocou:
Pai… “seção”, “sessão” e “cessão” são trigêmeas?

Juão sorriu e explicou:
Seção é parte: “A seção de poesia é onde mora a emoção.”
Sessão é o instante vivido.
Rachèll sorriu, e o mestre quase perdeu o compasso.
Cessão é doar: “Fiz cessão do meu tempo ao silêncio do amor.”

A turma riu quando Juanito pediu para fazer “cessão” do dever para Rachèll.
Juão respondeu:
Só de afeto. Amor não se cobra.

E concluiu:
Palavras são como corações: cada uma tem sua nuance. Quando o verbo ama, ilumina tudo na seção, na sessão e na cessão.

&

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Dueto A Luz das Três Palavras

(por Teeh Sant’Anna)

Na tua aula de três palavras,
o vento virou poesia.

Entre seção e sessão,
aprendi a beleza do instante.

E na cessão,
descobri que doar
é verbo que acende ternura.

Rachèll entrou
como poema que nasce sem rima,
e o giz tremeu,
porque o coração rimou por dentro.

O quadro negro sorriu,
cúmplice da magia.

Obrigada, poeta,
por mostrar que a língua também ama
antes mesmo de falar.

Teeh Sant’Anna
A poesia que fala com o coração.

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Relato na Lousa — O Dia em Que o Dicionário Caminhou

Crônica-poema, escrita como se fosse o registro da mestra francesa.

Hoje escrevo na lousa não uma lição,
mas um espanto daqueles que não cabem no giz.

Parei no meio de uma palavra.
Foi falha minha, confesso:
tropecei no próprio pensamento,
e o vocábulo ficou pela metade,
pendurado no silêncio da sala.

Os alunos aguardavam, atentos.
E antes que eu pudesse completar,
a menina que caminhava entre mundos
surda para os sons, sensível para tudo
ergueu os olhos e disse, com doçura firme:

“Madre… a palavra é esta?”

Era uma palavra rara, longa,
daquelas que exigem dicionário e paciência.
Por um instante, duvidei:
teria ela inventado?
Advinhado?
Ou apenas sonhado?

Mas o que vi não foi invenção.
Abri o dicionário com pressa, folheando páginas
como quem procura uma resposta divina…
e lá estava.
Linda.
Impecável.
Exata.

A sala inteira se calou.
Eu também.

E escrevi na lousa
não a palavra perdida,
mas a descoberta que ela me ensinou:

“Alguns ouvem com as orelhas.
Outros… com a alma.”

Desde aquele dia, entre risos e visitantes,
apresento-a com orgulho:

“Esta é minha menina.
Meu dicionário ambulante.
Meu livro que respira e surpreende.”

E ainda hoje, quando o giz arranha o quadro
e a memória me visita,
fico a me perguntar:

De onde veio aquela palavra?
Da dor?
Da intuição?
Da poesia que sempre caminhou com ela?

Ou de um dom tão raro
que só o silêncio sabe explicar?

Registro da Mestra,
no dia em que uma criança me ensinou a ouvir de verdade.

Therezinha Sant’Anna

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Arrebol — E Eu Ainda Preciso de Ti

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Verso inspirado
“Amo-te, mas não preciso de ti.
Amo-te incondicionalmente.
Tenho o amor no lugar certo e certo de si
onde me deito habitualmente.”
Bruno Alves

Arrebol — E Eu Ainda Preciso de Ti

Teeh Sant’Anna

Mas eu… preciso de ti.
Não como quem se prende,
mas como quem descobre no silêncio do outro
um lugar onde o coração descansa.

Preciso do teu olhar que acolhe meu mundo,
do gesto simples que acalma o dia.
Há amores que libertam ao tocar,
e não ao partir.

Talvez amar sem precisar
seja um modo de conter o sentir.
E perdoar… é aceitar
que o amor não se explica apenas existe.

Não há culpa em precisar
há ternura.
Porque amar, no fundo,
é também precisar de alguém com doçura.

E no arrebol que se deita sobre o mar,
sou mulher inteira,
sozinha… mas não vazia.
Vejo o horizonte incendiar o céu
e ainda assim
preciso de ti.

Saiba mais…

Por Este Caminho

 

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Por Este Caminho

Therezinha Sant’Anna

Por este caminho repousa...
não sei se há luz ou penumbra,
mas sigo confiante,
como quem sente, ao longe,
o ecoar das estrelas
princesas adormecidas
perto da alvorada do amanhecer.

Se, por vezes, me perco
nas neblinas dos inícios,
ainda assim sigo,
com os passos guiados
pela Mão Invisível do Eterno.

Já pensei em deter-me,
quando o rugir do vento
soava como um presságio de fim…
mas, no íntimo da noite,
o sopro suave da esperança
sempre me fazia prosseguir.

E assim caminho:
entre a penumbra e o clarão,
entre o silêncio e o canto,
como quem sabe que,
mesmo sem ver,
as estrelas continuam a vigiar
e a aurora, inevitavelmente, virá.

E sigo…
não pelo que meus olhos alcançam,
mas pelo que meu coração pressente:
há promessas ocultas no véu da noite,
há sementes invisíveis brotando
sob a terra fria do agora.

Mesmo quando a estrada se estreita,
e o frio me alcança,
sei que há uma Presença,
silenciosa, amorosa, eterna,
que sustenta meus passos vacilantes.

Não temo o desconhecido:
sei que, além das montanhas veladas,
além do último suspiro da estrela mais tênue,
o Eterno me espera,
com os braços abertos
e o tempo perfeito.

Saiba mais…

Quando for Amar

 

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Quando for Amar
Teeh Sant’Anna

Quando for amar,
ame com a alma inteira,
como quem abraça o próprio destino.

Quando for falar,
deixe que as palavras digam o essencial,
e que o restante brilhe nos teus olhos.

Se a vontade de desistir surgir,
não ceda
há sempre um passo possível,
mesmo quando o caminho parece silencioso.

Quando quiser declarar teu afeto,
não temas.
O coração sabe se revelar
mesmo quando a voz treme.

Quando sonhar,
sonhe alto, sonhe longe,
sonhe o que faz tua vida pulsar.

Ao partir,
não digas adeus:
leve a lembrança boa,
a luz do que foi maravilhoso.

Ao abraçar alguém,
abrace com carinho profundo
e guarde o instante
como quem guarda o calor do sol no peito.

Se precisar de ajuda,
estenda a mão.
Ninguém caminha sozinho,
e pedir socorro é coragem.

Se a raiva surgir,
respire,
eleve o pensamento,
e deseje luz
pois só a luz cura.

Quando tentar algo novo,
tente de verdade:
mude, arrisque,
viva intensamente,
sem medo de encontrar tua felicidade.

E se algum dia precisar de alguém,
lembre-se de mim:
estarei aqui,
torcendo pelo brilho do teu caminho
e pela tua felicidade sempre.

Saiba mais…
CPP