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O Raiar do Madruganescer

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O Raiar do Madruganescer

Quando a noite ainda dorme
e a madrugada quer ficar,
um fio de luz se anuncia
sem pressa de despertar.

É o instante entre dois mundos,
entre o silêncio e o nascer,
quando a madrugada inventa
um jeito novo de amanhecer.

Madruganescer é isso:
nem noite, nem dia a nascer
é a madrugada poetando
antes mesmo de amanhecer.

Teeh Sant’Anna

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O Despertar da Poesia

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🌅 O Despertar da Poesia

Nesta fria madrugada,
despertada de um sono
que se findou,
a poesia pede licença
em busca de palavras.

E nesta linda aurora,
onde o silêncio do mundo
permanece em repouso,
na penumbra do quarto,
a janela reflete raios de luz,
iluminando a rua.

O desejo de poetar,
que pulsa dentro do peito,
em busca da inspiração,
as palavras soltam-se
ao raiar do dia,
sem sol,
com as estrelas brilhando
no céu da noite fria.

Para a poesia reflorir
ao nascer do sol,
espalhando seu olor pelo ar
e aquecendo o coração.

Que o silêncio
aprenda a rimar,
e a eterna poesia
continue a brilhar.

Teeh Sant’Anna
Versão revisada — 01/09/2026

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No Deserto

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"O vento desenhou meu rosto na miragem."
(Antônio Domingos)

Inspirada neste belo mote, nasceu o rondel "No Deserto".
Entre dunas, miragens e um oásis de esperança, a poesia revela que o deserto também pode guardar saudades, lembranças e memórias que o tempo não apaga.
Boa leitura!

No Deserto

No deserto teu reflexo me deixou saudade,
Água que não é, apenas miragem.
O vento canta a dor da veracidade,
E o tempo desfaz toda a falsa imagem.

Perdeu-se ao longe toda paisagem,
Mas sigo firme com lealdade.
No deserto teu reflexo me deixou saudade.
Desfez-se ao vento toda miragem.

Guardei no peito a serenidade,
Aprendi vivendo cada viagem.
Hoje floresce a dignidade,
O vento trouxe sua última mensagem.
No deserto teu reflexo me deixou saudade.

Teeh Sant'Anna

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Os Sons do Meu Olhar

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Este poema nasceu cedo, entre a luz da manhã e o silêncio da alma.

Na imagem, deixei também um pedaço do rascunho, com a minha própria letra, algumas correções e palavras que fui buscando pelo caminho. Achei bonito mostrar não só o poema pronto, mas também o seu nascimento.

Compartilho com carinho “Os Sons do Meu Olhar”. 💙

Os Sons do Meu Olhar

06h47 da manhã

Embora deseje ouvir os sons
por uns momentos,
o marulhar e o borbulhar das ondas do mar
batendo nas pedras.

Ouvir os sons da chuva tamborilando
nos telhados e no chão,
do vento que uiva,
da canção melódica da natureza.

Do cair das cachoeiras
e do correr dos rios,
do jorrar das fontes,

do vento que balança as árvores,
do capim do mato,
do canto dos passarinhos.

Do assobio de quem assobia,
da voz em canto dos tenores,
dos pianos de Chopin e Beethoven,
dos violões com seus compassos.

Se eu pudesse voltar para trás, outrora,
gravar na memória cada som,
ouvir o pulsar do coração...

Mas me contento com o meu olhar.
Não há outro som melhor:
posso imaginar e sentir
no meu verbo viver.

E dos sonhos a aurora trazer
a luz dos meus olhares,
que acalenta minha alma.

Therezinha Sant’Anna,  22/06/26

 

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REINVENTANDO O AMANHECER

Um dueto poético nascido de quatro palavras:
Olhar • Amanhecer • Estrelas • Poesia

Dois olhares, duas sensibilidades e um mesmo horizonte iluminado pela inspiração.
Márcia Aparecida Mancebo & Therezinha Sant'Anna

REINVENTAR

O amanhecer ainda tem estrelas
Com brilho fosco da noite passada.
A chuva encharcou as rosas vermelhas,
que floresceram pela madrugada.

Caminho cabisbaixa e pensativa
me interrogando sobre a fantasia
que brota da paisagem atrativa
e aguça o olhar para o que extasia.

Mas o poeta sabe reinventar;
E com palavras põe cores no céu,
Põe luzes nas estrelas e luar,
Replanta rosas, as cobre com véu.

O amanhecer borda com o sol,
Retira o fosco, faz uma alquimia,
Rabisca verso até o pôr do sol,
Para que a noite nasça com poesia!

Márcia Aparecida Mancebo
17/06/26

O OLHAR DO AMANHECER

No olhar, um amanhecer
que pude viver,
contemplando as estrelas brilhando
e suas luzes em mim,
em noite de luar.

Recorro à poesia como luz serena,
que acalenta a alma
e aquece o silêncio interior.

Que eu seja farol
em noite de tempestade.

Therezinha Sant'Anna
17/06/26

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O Sono Foi Viajar

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🌙 O Sono Foi Viajar

03h30 da manhã.
Levanto com fome,
furto a geladeira,
belisco alguns petiscos
e volto para a cama.

Fecho os olhos,
ou pelo menos tento.

Mas cadê o sono?
Ele foi viajar com o sonho
e me deixou a insônia,
presenteando-me com a solidão.

Sono, volte aqui!
Não autorizei essa viagem.
Por que me abandonou?
Por que partiu sem avisar?

Será que foi para me deixar
contemplar as estrelas
que ainda vigiam o céu
nesta madrugada fria?

Talvez soubesse
que a poesia me esperava,
escondida entre o silêncio
e o brilho da última estrela.

O sono viajou com os sonhos
e esqueceu meu endereço.

Teeh Sant'Anna

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O Despertar da Poesia

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O Despertar da Poesia

Nesta fria madrugada,
despertada de um sono que se findou,
a poesia pede licença
em busca de palavras.

E neste lindo amanhecer,
onde o silêncio do mundo permanece em repouso,
na penumbra do quarto
a janela reflete raios de luz,
iluminando a rua.

O desejo de poetar
o que o coração quer aquecer

busca inspiração,
e as palavras se soltam no amanhecer,

entre estrelas ainda brilhando
no céu da madrugada fria.

Para a poesia nascer,
neste amanhecer que perfuma o ar,
o desejo de te ver florir em poesia.

Que a madrugada
aprenda a rimar,
e que a eterna poesia brilhe.

Teeh Sant'Anna — 15/06/26

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O Braço que Virou Jardim

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Inspirado em um sonho que tive ao amanhecer. Nele, um pequeno galho tocou meu braço e deixou uma semente que se transformou em jardim. Ao despertar, percebi que alguns mistérios da vida talvez não tenham sido feitos para serem explicados, mas para florescerem em poesia.

O Braço que Virou Jardim

Passeava entre os netos, no verde do chão, quando a terra entregou-me uma estranha visão: um pedaço de galho, tamanho de um palito, que guardava o mistério de um mundo infinito.

Ao tocá-lo, a surpresa: a madeira partiu, e uma força de vida da ponta surgiu. Como um beijo sutil, no meu braço pousou, e uma marca de afeto na pele deixou.

Tentei arrancar a graminha que vinha, mas a terra era forte, a semente era minha! Quanto mais eu puxava, mais viva crescia, entre areias brancas que o braço tecia.

Chamei pelo sal, quis o broto conter, mas a força da vida não sabe esconder: o antebraço virou ramagem, raiz, e a seiva correu onde o medo não quis.

Não houve mais tempo de interromper, o meu corpo escolheu no jardim florescer. Hoje a escrita que trago na ponta dos dedos é a voz da floresta que canta segredos.

Se o braço é de terra e a alma é de flor, sou a própria natureza vestida de amor.

Therezinha Sant'Anna

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A Poesia em Meus Olhos

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A Poesia em Meus Olhos

Meus olhos verdes,
a cor da natureza e do mar...
O amarelo dourado do sol,
em mim habita o iluminar.

O azul do céu infinito
traz horizontes a sonhar,
e o marrom da terra fecunda
guarda raízes do amar.

Nas cores que vivem em meus olhos,
há mistérios da criação,
pinceladas pelas mãos de Deus
em perfeita inspiração.

No meu olhar nasce a poesia
e no coração dos Poetas, a inspiração.

Em meus olhos,
a poesia Deus plantou.
Que fez nascer em mim
o florescer dos versos.

Therezinha Sant’Anna

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Eu Estou Aqui

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💙 “Eu Estou Aqui”

Cuidar de quem um dia cuidou de nós
é atravessar o tempo com o coração exposto. 🌙

Minha mãe, aos seus 90 anos,
já não enxerga o mundo como antes…
mas sente o amor com uma precisão que os olhos não alcançam mais.

Ela tem medo da solidão.
E me chama.
Pede minhas mãos.
Procura segurança no toque,
como quem ainda quer se ancorar na vida.

E eu estou aqui.

Sou presença que não foge,
sou passo lento ao lado do seu medo,
sou voz que responde: “estou aqui, mãe…”

Ela me chama de “mão gorda”
porque já não me vê com nitidez.
E nisso nasce uma ternura inesperada,
que transforma limitação em riso.

“Quem está aí?” ela pergunta.
“É a mão gorda…” eu respondo.

E ela ri alto.
E eu rio com ela.

Mesmo com o coração apertado,
há um instante de leveza que nos salva. 🌿

Penso na cirurgia que não veio,
na visão que se apagou aos poucos…
e em tudo o que o tempo não perguntou antes de levar.

Mas ainda assim,
quando ela segura minhas mãos,
eu entendo:
o que ela precisa ver agora…
não está nos olhos.

Está na presença.

Na coragem silenciosa de permanecer.
No amor que não recua.

E sigo assim…
entre cuidado, cansaço e fé simples:
enquanto ela precisar de mim,

eu estarei aqui. 💙
Therezinha Sant’Anna
05/05/26

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O Que Não Vivi, Transformei

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O Que Não Vivi, Transformei


Na quietude da madrugada, este poema nasceu inspirado em “Meu Lar”, de Juan Martin Ruiz.

Ao ler teus versos,
lembrei de um lar
que não pude viver…

Não tive janelas abertas
para correr o olhar,
nem manhãs despreocupadas
a me chamar pra brincar.

Meu mundo era fechado,
guardado em seus limites,
onde o silêncio falava
e o medo, às vezes, existia.

Ali cresci…
entre paredes e rotinas,
aprendendo a ser forte
sem entender a vida.

Não conhecia o mundo,
nem seus passos livres,
nem o jeito leve
de simplesmente ir.

Mas dentro de mim,
mesmo sem saber,
uma semente insistia
em florescer.

Fui feliz — à minha maneira,
no pouco que me cabia,
nos gestos simples,
naquilo que eu sentia.

E quando a porta se abriu,
não foi só saída…
foi um salto no desconhecido,
um encontro com a vida.

O mundo me assustava,
meus passos eram lentos,
havia desconfiança
em quase todos os momentos.

Mas segui…
entre o medo e a coragem,
aprendendo com o tempo
a trilhar minha própria viagem.

E o tempo — sábio mestre —
não me deixou só,
foi me ensinando aos poucos
a desatar cada nó.

Descobri horizontes,
aprendi a confiar,
e mesmo com cicatrizes,
comecei a me encontrar.

E hoje…
quando olho pra trás,
não vejo só o que faltou,
vejo o que me fez capaz.

Porque no lar que construí,
com minhas mãos e emoção,
plantei novas raízes
dentro do coração.

Nos meus filhos,
vejo nascer
as auroras que não vivi,
os risos que não pude ter.

E ali, enfim, compreendo
com uma paz que me acalma:
o lar que não tive fora,
Deus construiu dentro da alma.

E o que não vivi um dia,
não ficou perdido no ar…
transformou-se, com o tempo,
no amor que pude dar.

Therezinha Sant’Anna

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I - Ao Sopro que Me Chamou de Poeta🎶

Teu poema não chegou — floresceu em mim.

Como aurora que não pede licença, teu dizer atravessou meu silêncio
e fez morada onde antes só havia
o intervalo entre um verso e outro.

Se hoje o tempo se curva, como disseste, é porque tua voz o ensinou a ajoelhar.
E eu, que tantas vezes escrevo o mundo,
fui agora escrito por teu olhar.

Há em tuas palavras uma doçura rara — dessas que não se inventam, se revelam.
E nelas me encontrei, não como poeta,
mas como alguém que ainda aprende
a merecer tamanha delicadeza.

Se transformo o universo em sentimento, foi porque almas como a tua
me ensinaram que sentir
é a forma mais pura de existir.

E se minha poesia transborda, é porque encontrou em ti
um cais onde ancorar sem medo,
um eco que não se perde no tempo.

Que teus dias também sejam versos, mas daqueles que o vento guarda,
e que a vida — generosa e inteira —
te devolva em luz tudo o que me deste em palavra.

Hoje, se há celebração em mim, não é só pelo meu nascer no tempo…
é por ter sido lembrado
com tamanha beleza.

E isso, Teeh… isso é eternidade disfarçada de poema.

— ©JoaoCarreiraPoeta.

II - Depois do Sopro, o Vento Permanece
Teeh Sant’Anna

Teu sopro não findou,
apenas mudou de direção —
e fez em mim morada.

Permanece em mim
como vento que não se vê,
mas transforma tudo o que toca.

Se fui alcançada por tua palavra,
não foi por acaso…
foi encontro de silêncios
que aprenderam a se reconhecer.

Agora carrego em mim
esse sopro que é teu —
não como algo que passa,
mas como presença que fica.

E se escrevo,
é porque algo em mim continua
aquilo que em ti começou.

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A Guerra Interior Que Ninguém Vê

31105022279?profile=RESIZE_584xA Guerra Interior Que Ninguém Vê

A maior guerra não acontece lá fora.
Ela nasce no íntimo,
onde orgulho e perdão
se enfrentam,

onde ego e cuidado se desafiam,
onde a dor pede compaixão.

Se o amor vence, há paz.
Se a empatia floresce, há luz.
Se o espírito desperta,
as sombras se desfazem.

O mundo é apenas reflexo
daquilo que carregamos por dentro.
Desarmar a guerra interior
é começar a verdadeira revolução.

Therezinha Sant’Anna, 19/03/26

 

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Quando o Céu Mora em Mim

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Quando o Céu Mora em Mim


Carrego um pequeno universo dentro do peito,
feito de brilhos que ninguém vê.
Quando a estrada escurece,
uma luz desperta silenciosa
e me aponta a direção.


Não caminho sozinha:
há um Amor que me guia por dentro,
um sopro que sustenta meus passos
e acalma a tempestade antes que ela comece.


Se eu vacilar, mãos invisíveis me erguem.
Se o medo aproximar,
um brilho terno atravessa a sombra
e diz ao meu coração:
“Segue, estou contigo.”


A presença d’Ele é minha poesia eterna,
meu amanhecer secreto,
meu farol que nunca apaga.


Therezinha Sant’Anna, a voz que fala ao coração ❤️

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Constelações no Peito

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Constelações no Peito

Se não tiver estrelas,
como iríamos seguir o caminho?

Dentro de si há um mundo de constelações.
Minha luz é a estrela da manhã,
a mais brilhante que me guia.
Seu nome inestimável é Jesus.

Mesmo estando em breu,
acendo a luz da estrela brilhante
e com ela caminho lado a lado.
Com Jesus em mim,

sigo sem medo de tropeçar,
porque sei que sempre há mãos invisíveis
a me levantar
e a guiar por caminhos.

Se houver tempestade,
entrego minha alma
Àquele que me amou primeiro;
deposito confiança e fé no andar.

Antes da tempestade surgir,
sempre haverá alguém a apoiar.
Sigo caminhando tranquila:
há presença invisível,

Uma luz que ilumina a sombra.
Sem temor na caminhada,
agarrada à fé,
de mãos dadas com Jesus,
seguindo por caminhos retos.

Mesmo que não veja na escuridão,
sempre surge uma luzinha no fim do túnel.
Se cair, segure na mão de Deus.

Há beleza no perfume de Jesus, como pétalas que caem.
Jesus é a própria poesia,
a inspiração,

a luz que transcende
qualquer lugar do universo,
o Criador do amor.

Com amor, a voz que fala com o coração!
Teeh Sant’Anna, 13/02/25

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──────────🐾 ✨🐾─────────

🐾💔 Dueto
Nossas vozes se encontram.
Sandra Leone e eu unimos palavras, dor e coragem
para que Orelha não seja apenas uma lembrança triste,
mas um símbolo de luta.
Que nossa poesia toque consciências,
que a justiça não tarde,
e que nenhum outro inocente sofra o que ele sofreu.
Hoje escrevemos juntas
por Orelha, pela vida, pela dignidade que todo ser merece.
🐾✨

────────────🐾 ✨🐾 ────────────

Orelha: Um Grito Por Justiça

Os animais são criaturas de Deus,
Merecem carinho, respeito e cuidado.
Mas o ser humano, em sua perversidade,
Esquece que neles também há dignidade.

Em Deuteronômio, a Palavra ensina:
Dos animais devemos zelar.
Se assim fizermos, Ele nos abençoa
E nossos dias na terra fará prolongar.

Triste é o caso do cãozinho Orelha,
Brutalmente ferido, cruelmente espancado.
As dores que sofreu foram tão profundas
Que não houve saída: foi eutanasiado.

Era um cachorro comunitário,
Símbolo de afeto e convivência.
Sua morte clama por justiça
E expõe monstros sem consciência.

Para esses covardes
a crueldade virou diversão
mas esse crime não será esquecido
ao silenciarem o latido de um cão
despertaram a voz de uma nação

© Sandra Leone
Lei nº 9.610/98
Imagem: Internet

&

🐾 Duetando com Sandra Leone:
Eles merecem amor e respeito.
Que Orelha nos lembre de cuidar de toda criação de Deus.🐾

Inocentes e Fiéis 🐾🐕

No princípio, Deus criou os animais,
para habitarem a terra, para se multiplicarem,
cada um com seu propósito, sua função,
uma dádiva da criação, parte do Seu plano.

Eles não pedem riqueza, nem cobiça, nem maldade,
não conhecem vingança; apenas vivem, puros, atentos.
São fiéis amigos, alegria que caminha ao nosso lado,
companheiros que aquecem o coração e ensinam ternura.

Cada latido, cada pio, cada olhar sincero,
é lembrança de que a vida é um presente,
e que até Deus alimenta os passarinhos
sem que nada lhes falte, guiando cada ser com cuidado.

E ainda assim, há mãos que ferem,
corações que ignoram a inocência que nos rodeia.
Por isso, levantemos nossa voz em manifesto:
a crueldade não pode prevalecer!
Que a lei proteja, que a justiça exista,
que cada animal encontre cuidado, respeito e dignidade.

Pois eles são dádiva, presença de amor,
companheiros fiéis, faróis de ternura e alegria.
Quem respeita, protege e ama a criação,
honra a Deus e caminha em luz e bondade.

Que a memória de Orelha permaneça,
símbolo do amor que todo ser merece,
inocente, fiel, sempre nos lembrando
que os animais são bênção, e não sofrimento.

Teeh Sant' Anna

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Trieto: Ciducha nos lembra que a alma não envelhece,
que o amor insiste e nos faz sonhar mesmo com os anos.
Antonio Domingos nos mostra que a velhice é liberdade,
um poema de vida e memória, com espaço para escolhas e brisas.
E eu vejo que envelhecer é um dom de amor do Pai,
uma oportunidade de viver com ternura, reflexão e gratidão.

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Divagando...

Ciducha

Por que os velhos não podem sonhar?
O coração e a alma, esses não envelhecem.
O corpo pode cansar, os olhos podem se apagar,
Mas o amor, esse insiste, e faz o peito suspirar.

Por que os velhos não podem sonhar?
Se o amor é eterno, e a alma não tem idade?
Que continue sonhando, que o amor não tem fim,
E que os sonhos, esses, nunca envelhecem. Sim!

Velhos sonham com o passado,
Mas o amor sonha com o futuro.
O coração não tem idade,
E o amor, esse é sempre puro

E quanta ternura pode haver.

 

             &

Chegar da Velhice

Antonio Domingos

"Não quero ser um peso na minha velhice”
Não tenho medo de envelhecer,
Não temo as rugas nem a pele que se solta como um lençol ao vento.

Não me assustam os cabelos prateados nem o passo lento dos meus próprios pés.
Não temo a solidão,
pois aprendi a amá-la,

tornei-a minha aliada,
meu refúgio.
meu conforto,
minha companheira

Mas há algo que me inquieta, algo que se esconde nas sombras dos anos que ainda não vivi: o destino.
Esse destino que joga com cartas marcadas, que às vezes te senta à mesa com um copo de vinho,

E noutras, te deixa à espera, debaixo da chuva, sem abrigo.
Não quero ser um peso, um suspiro de resignação nos lábios de alguém.

Não quero ver nos olhos dos outros o reflexo da minha fragilidade, da minha dependência.
Não quero que o meu nome se torne sinônimo do sacrifício de alguém.

Quero ser vento, quero ser brisa,
Quero continuar a mover-me mesmo quando o corpo doer.

Quero que a minha velhice seja um poema de liberdade, um café com cheiro de memórias,
Uma tela que ainda busca o seu último toque de pincel.

Não temo a velhice.
"Temo perder-me num destino que não escolhi."

Juntos, aprendemos:
a idade não limita o coração,
não apaga os sonhos,
e cada ruga é um traço da beleza de quem viveu.

                    &

Envelhecer é um Dom de Amor

Therezinha Sant' Anna

Envelhecer é dom de amor,
presente do Pai que nos permite viver cada instante.
É caminhar com passos mais lentos,
mas com o coração mais cheio de lembranças e ternura.

Cada ruga é verso escrito na pele,
cada fio prateado, luz que ilumina histórias.
Os olhos podem cansar de ver o mundo,
mas a alma permanece jovem, curiosa, aberta.

Envelhecer é aprender a ouvir com paciência,
a olhar o outro com empatia,
a valorizar o silêncio e o aconchego de memórias partilhadas.
É perceber que a vida é poema
e que cada experiência é melodia que fortalece o coração.

Não é peso nem perda,
é benção que transforma a fragilidade em beleza,
o cansaço em reflexão,
o tempo em sabedoria.

O Pai nos concede envelhecer,
para que possamos amar com mais intensidade,
perdoar com mais calma,
e agradecer com mais profundidade.

Envelhecer é dom de amor,
um caminho que revela a plenitude da vida,
um convite a honrar cada instante,
a respeitar cada história,
e a celebrar a dádiva de simplesmente existir.

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O Consolador

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O Consolador

Deixe a chuva lavar, pois ela traz consigo
O som ancestral que acalma qualquer alma.
A sombra que dança, é um terno amigo,
E a porta, se fechada, é tua própria calma.

Não espere o beijo que o passado deu,
Mas sinta o calor da luz que te acende.
A cena é tua, o palco é só teu,
E o filme interior quem escreve é quem o entende.

Mas eu cheguei, poeta, em forma de rima,
A companhia é o verso que se derrama.
Não te falta abraço, a poesia te anima,
Pois nunca está só quem o coração clama.

Não é tortura, é arte, é a força do sentir,
Que transforma a lágrima em tinta bendita.
O coração sangra para o poema fluir,
E a tela vazia te torna infinita.

Tu não estás só, poeta, o mundo te lê!
A tristeza e a solidão que se escrevem viram os abraços que eu dou.

Therezinha Sant’Anna — 27/10/25

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Te Vi Hoje

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Te Vi Hoje
I
Te vi hoje, preso entre fios e máquinas,
teu corpo lutando, teu olhar coberto.
Meu coração gritava em silêncio teu nome,
e eu desejava entrar naquele quarto
para te abraçar e sussurrar:
“Eu te amo, nunca deixei de te esperar.”
II
Sei que a vida te testou,
que a dor marcou teu corpo e tua história.
Os dias foram longos, ásperos,
mas em cada pedaço da tua jornada
existiu uma coragem
que nem todos conseguem medir.
III
Hoje, entre esperança e medo,
seguro teu rastro de luz em mim:
cada riso antigo, cada gesto pequeno,
cada lembrança que faz sorrir
e doer ao mesmo tempo.
IV
Se Deus permitir um milagre,
abraçaremos a vida
com lágrimas e sorrisos misturados.
Se a partida chegar, irmão,
levarás contigo um pedaço do meu coração,
mas deixas em mim a certeza
do amor que nunca se apaga,
que atravessa o silêncio e rompe o medo,
que insiste em existir mesmo na escuridão.
V
Amar é estar presente
quando não podemos mudar nada,
sentir cada instante, cada respiração,
chorar baixinho, sussurrar ao vento
e confiar que, mesmo na ausência,
o amor se mantém
inteiro e invencível.
VI
Irmão, eu te amo.
Mesmo que a vida nos separe
por um instante ou para sempre,
teu brilho habitará minha alma,
como estrela que não se apaga,
como memória que não se esquece,
como abraço
que nem a morte pode roubar.

Therezinha Sant’Anna,  16/01/25

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Enquanto Eu Estiver Aqui

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Enquanto Eu Estiver Aqui


Irmão,

quando o peso do mundo cair sobre teus ombros
e a noite parecer mais longa que a esperança,

lembra:
meu amor por você não vacila.

Eu te amo mesmo quando as palavras falham,
mesmo quando a dor grita mais alto que a razão,

mesmo quando tudo parece injusto
e ninguém parece ver teu esforço.

Você não é fardo.
Não é erro.
Não é descartável.
Você é cuidado em forma de gente,

é presença que sustenta,
é amor que permanece
mesmo ferido.
Se hoje o chão parece faltar,

segura minha mão em pensamento.
Não precisa ser forte agora.
Eu seguro um pouco por você.

Enquanto eu estiver aqui,
você não caminha sozinho.
Enquanto eu respirar,
a sua vida importa.

E um dia passo a passo
a dor vai cansar de doer.
A vida, mesmo lenta,
vai achar um jeito de florescer outra vez.

Fica.
Por você.
Por quem te ama.
Por mim.
Therezinha Sant’Anna, 15/01/26

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CPP