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A Poesia em Meus Olhos

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A Poesia em Meus Olhos

Meus olhos verdes,
a cor da natureza e do mar...
O amarelo dourado do sol,
em mim habita o iluminar.

O azul do céu infinito
traz horizontes a sonhar,
e o marrom da terra fecunda
guarda raízes do amar.

Nas cores que vivem em meus olhos,
há mistérios da criação,
pinceladas pelas mãos de Deus
em perfeita inspiração.

No meu olhar nasce a poesia
e no coração dos Poetas, a inspiração.

Em meus olhos,
a poesia Deus plantou.
Que fez nascer em mim
o florescer dos versos.

Therezinha Sant’Anna

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Eu Estou Aqui

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💙 “Eu Estou Aqui”

Cuidar de quem um dia cuidou de nós
é atravessar o tempo com o coração exposto. 🌙

Minha mãe, aos seus 90 anos,
já não enxerga o mundo como antes…
mas sente o amor com uma precisão que os olhos não alcançam mais.

Ela tem medo da solidão.
E me chama.
Pede minhas mãos.
Procura segurança no toque,
como quem ainda quer se ancorar na vida.

E eu estou aqui.

Sou presença que não foge,
sou passo lento ao lado do seu medo,
sou voz que responde: “estou aqui, mãe…”

Ela me chama de “mão gorda”
porque já não me vê com nitidez.
E nisso nasce uma ternura inesperada,
que transforma limitação em riso.

“Quem está aí?” ela pergunta.
“É a mão gorda…” eu respondo.

E ela ri alto.
E eu rio com ela.

Mesmo com o coração apertado,
há um instante de leveza que nos salva. 🌿

Penso na cirurgia que não veio,
na visão que se apagou aos poucos…
e em tudo o que o tempo não perguntou antes de levar.

Mas ainda assim,
quando ela segura minhas mãos,
eu entendo:
o que ela precisa ver agora…
não está nos olhos.

Está na presença.

Na coragem silenciosa de permanecer.
No amor que não recua.

E sigo assim…
entre cuidado, cansaço e fé simples:
enquanto ela precisar de mim,

eu estarei aqui. 💙
Therezinha Sant’Anna
05/05/26

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O Que Não Vivi, Transformei

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O Que Não Vivi, Transformei


Na quietude da madrugada, este poema nasceu inspirado em “Meu Lar”, de Juan Martin Ruiz.

Ao ler teus versos,
lembrei de um lar
que não pude viver…

Não tive janelas abertas
para correr o olhar,
nem manhãs despreocupadas
a me chamar pra brincar.

Meu mundo era fechado,
guardado em seus limites,
onde o silêncio falava
e o medo, às vezes, existia.

Ali cresci…
entre paredes e rotinas,
aprendendo a ser forte
sem entender a vida.

Não conhecia o mundo,
nem seus passos livres,
nem o jeito leve
de simplesmente ir.

Mas dentro de mim,
mesmo sem saber,
uma semente insistia
em florescer.

Fui feliz — à minha maneira,
no pouco que me cabia,
nos gestos simples,
naquilo que eu sentia.

E quando a porta se abriu,
não foi só saída…
foi um salto no desconhecido,
um encontro com a vida.

O mundo me assustava,
meus passos eram lentos,
havia desconfiança
em quase todos os momentos.

Mas segui…
entre o medo e a coragem,
aprendendo com o tempo
a trilhar minha própria viagem.

E o tempo — sábio mestre —
não me deixou só,
foi me ensinando aos poucos
a desatar cada nó.

Descobri horizontes,
aprendi a confiar,
e mesmo com cicatrizes,
comecei a me encontrar.

E hoje…
quando olho pra trás,
não vejo só o que faltou,
vejo o que me fez capaz.

Porque no lar que construí,
com minhas mãos e emoção,
plantei novas raízes
dentro do coração.

Nos meus filhos,
vejo nascer
as auroras que não vivi,
os risos que não pude ter.

E ali, enfim, compreendo
com uma paz que me acalma:
o lar que não tive fora,
Deus construiu dentro da alma.

E o que não vivi um dia,
não ficou perdido no ar…
transformou-se, com o tempo,
no amor que pude dar.

Therezinha Sant’Anna

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I - Ao Sopro que Me Chamou de Poeta🎶

Teu poema não chegou — floresceu em mim.

Como aurora que não pede licença, teu dizer atravessou meu silêncio
e fez morada onde antes só havia
o intervalo entre um verso e outro.

Se hoje o tempo se curva, como disseste, é porque tua voz o ensinou a ajoelhar.
E eu, que tantas vezes escrevo o mundo,
fui agora escrito por teu olhar.

Há em tuas palavras uma doçura rara — dessas que não se inventam, se revelam.
E nelas me encontrei, não como poeta,
mas como alguém que ainda aprende
a merecer tamanha delicadeza.

Se transformo o universo em sentimento, foi porque almas como a tua
me ensinaram que sentir
é a forma mais pura de existir.

E se minha poesia transborda, é porque encontrou em ti
um cais onde ancorar sem medo,
um eco que não se perde no tempo.

Que teus dias também sejam versos, mas daqueles que o vento guarda,
e que a vida — generosa e inteira —
te devolva em luz tudo o que me deste em palavra.

Hoje, se há celebração em mim, não é só pelo meu nascer no tempo…
é por ter sido lembrado
com tamanha beleza.

E isso, Teeh… isso é eternidade disfarçada de poema.

— ©JoaoCarreiraPoeta.

II - Depois do Sopro, o Vento Permanece
Teeh Sant’Anna

Teu sopro não findou,
apenas mudou de direção —
e fez em mim morada.

Permanece em mim
como vento que não se vê,
mas transforma tudo o que toca.

Se fui alcançada por tua palavra,
não foi por acaso…
foi encontro de silêncios
que aprenderam a se reconhecer.

Agora carrego em mim
esse sopro que é teu —
não como algo que passa,
mas como presença que fica.

E se escrevo,
é porque algo em mim continua
aquilo que em ti começou.

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A Guerra Interior Que Ninguém Vê

31105022279?profile=RESIZE_584xA Guerra Interior Que Ninguém Vê

A maior guerra não acontece lá fora.
Ela nasce no íntimo,
onde orgulho e perdão
se enfrentam,

onde ego e cuidado se desafiam,
onde a dor pede compaixão.

Se o amor vence, há paz.
Se a empatia floresce, há luz.
Se o espírito desperta,
as sombras se desfazem.

O mundo é apenas reflexo
daquilo que carregamos por dentro.
Desarmar a guerra interior
é começar a verdadeira revolução.

Therezinha Sant’Anna, 19/03/26

 

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Quando o Céu Mora em Mim

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Quando o Céu Mora em Mim


Carrego um pequeno universo dentro do peito,
feito de brilhos que ninguém vê.
Quando a estrada escurece,
uma luz desperta silenciosa
e me aponta a direção.


Não caminho sozinha:
há um Amor que me guia por dentro,
um sopro que sustenta meus passos
e acalma a tempestade antes que ela comece.


Se eu vacilar, mãos invisíveis me erguem.
Se o medo aproximar,
um brilho terno atravessa a sombra
e diz ao meu coração:
“Segue, estou contigo.”


A presença d’Ele é minha poesia eterna,
meu amanhecer secreto,
meu farol que nunca apaga.


Therezinha Sant’Anna, a voz que fala ao coração ❤️

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Constelações no Peito

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Constelações no Peito

Se não tiver estrelas,
como iríamos seguir o caminho?

Dentro de si há um mundo de constelações.
Minha luz é a estrela da manhã,
a mais brilhante que me guia.
Seu nome inestimável é Jesus.

Mesmo estando em breu,
acendo a luz da estrela brilhante
e com ela caminho lado a lado.
Com Jesus em mim,

sigo sem medo de tropeçar,
porque sei que sempre há mãos invisíveis
a me levantar
e a guiar por caminhos.

Se houver tempestade,
entrego minha alma
Àquele que me amou primeiro;
deposito confiança e fé no andar.

Antes da tempestade surgir,
sempre haverá alguém a apoiar.
Sigo caminhando tranquila:
há presença invisível,

Uma luz que ilumina a sombra.
Sem temor na caminhada,
agarrada à fé,
de mãos dadas com Jesus,
seguindo por caminhos retos.

Mesmo que não veja na escuridão,
sempre surge uma luzinha no fim do túnel.
Se cair, segure na mão de Deus.

Há beleza no perfume de Jesus, como pétalas que caem.
Jesus é a própria poesia,
a inspiração,

a luz que transcende
qualquer lugar do universo,
o Criador do amor.

Com amor, a voz que fala com o coração!
Teeh Sant’Anna, 13/02/25

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──────────🐾 ✨🐾─────────

🐾💔 Dueto
Nossas vozes se encontram.
Sandra Leone e eu unimos palavras, dor e coragem
para que Orelha não seja apenas uma lembrança triste,
mas um símbolo de luta.
Que nossa poesia toque consciências,
que a justiça não tarde,
e que nenhum outro inocente sofra o que ele sofreu.
Hoje escrevemos juntas
por Orelha, pela vida, pela dignidade que todo ser merece.
🐾✨

────────────🐾 ✨🐾 ────────────

Orelha: Um Grito Por Justiça

Os animais são criaturas de Deus,
Merecem carinho, respeito e cuidado.
Mas o ser humano, em sua perversidade,
Esquece que neles também há dignidade.

Em Deuteronômio, a Palavra ensina:
Dos animais devemos zelar.
Se assim fizermos, Ele nos abençoa
E nossos dias na terra fará prolongar.

Triste é o caso do cãozinho Orelha,
Brutalmente ferido, cruelmente espancado.
As dores que sofreu foram tão profundas
Que não houve saída: foi eutanasiado.

Era um cachorro comunitário,
Símbolo de afeto e convivência.
Sua morte clama por justiça
E expõe monstros sem consciência.

Para esses covardes
a crueldade virou diversão
mas esse crime não será esquecido
ao silenciarem o latido de um cão
despertaram a voz de uma nação

© Sandra Leone
Lei nº 9.610/98
Imagem: Internet

&

🐾 Duetando com Sandra Leone:
Eles merecem amor e respeito.
Que Orelha nos lembre de cuidar de toda criação de Deus.🐾

Inocentes e Fiéis 🐾🐕

No princípio, Deus criou os animais,
para habitarem a terra, para se multiplicarem,
cada um com seu propósito, sua função,
uma dádiva da criação, parte do Seu plano.

Eles não pedem riqueza, nem cobiça, nem maldade,
não conhecem vingança; apenas vivem, puros, atentos.
São fiéis amigos, alegria que caminha ao nosso lado,
companheiros que aquecem o coração e ensinam ternura.

Cada latido, cada pio, cada olhar sincero,
é lembrança de que a vida é um presente,
e que até Deus alimenta os passarinhos
sem que nada lhes falte, guiando cada ser com cuidado.

E ainda assim, há mãos que ferem,
corações que ignoram a inocência que nos rodeia.
Por isso, levantemos nossa voz em manifesto:
a crueldade não pode prevalecer!
Que a lei proteja, que a justiça exista,
que cada animal encontre cuidado, respeito e dignidade.

Pois eles são dádiva, presença de amor,
companheiros fiéis, faróis de ternura e alegria.
Quem respeita, protege e ama a criação,
honra a Deus e caminha em luz e bondade.

Que a memória de Orelha permaneça,
símbolo do amor que todo ser merece,
inocente, fiel, sempre nos lembrando
que os animais são bênção, e não sofrimento.

Teeh Sant' Anna

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Trieto: Ciducha nos lembra que a alma não envelhece,
que o amor insiste e nos faz sonhar mesmo com os anos.
Antonio Domingos nos mostra que a velhice é liberdade,
um poema de vida e memória, com espaço para escolhas e brisas.
E eu vejo que envelhecer é um dom de amor do Pai,
uma oportunidade de viver com ternura, reflexão e gratidão.

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Divagando...

Ciducha

Por que os velhos não podem sonhar?
O coração e a alma, esses não envelhecem.
O corpo pode cansar, os olhos podem se apagar,
Mas o amor, esse insiste, e faz o peito suspirar.

Por que os velhos não podem sonhar?
Se o amor é eterno, e a alma não tem idade?
Que continue sonhando, que o amor não tem fim,
E que os sonhos, esses, nunca envelhecem. Sim!

Velhos sonham com o passado,
Mas o amor sonha com o futuro.
O coração não tem idade,
E o amor, esse é sempre puro

E quanta ternura pode haver.

 

             &

Chegar da Velhice

Antonio Domingos

"Não quero ser um peso na minha velhice”
Não tenho medo de envelhecer,
Não temo as rugas nem a pele que se solta como um lençol ao vento.

Não me assustam os cabelos prateados nem o passo lento dos meus próprios pés.
Não temo a solidão,
pois aprendi a amá-la,

tornei-a minha aliada,
meu refúgio.
meu conforto,
minha companheira

Mas há algo que me inquieta, algo que se esconde nas sombras dos anos que ainda não vivi: o destino.
Esse destino que joga com cartas marcadas, que às vezes te senta à mesa com um copo de vinho,

E noutras, te deixa à espera, debaixo da chuva, sem abrigo.
Não quero ser um peso, um suspiro de resignação nos lábios de alguém.

Não quero ver nos olhos dos outros o reflexo da minha fragilidade, da minha dependência.
Não quero que o meu nome se torne sinônimo do sacrifício de alguém.

Quero ser vento, quero ser brisa,
Quero continuar a mover-me mesmo quando o corpo doer.

Quero que a minha velhice seja um poema de liberdade, um café com cheiro de memórias,
Uma tela que ainda busca o seu último toque de pincel.

Não temo a velhice.
"Temo perder-me num destino que não escolhi."

Juntos, aprendemos:
a idade não limita o coração,
não apaga os sonhos,
e cada ruga é um traço da beleza de quem viveu.

                    &

Envelhecer é um Dom de Amor

Therezinha Sant' Anna

Envelhecer é dom de amor,
presente do Pai que nos permite viver cada instante.
É caminhar com passos mais lentos,
mas com o coração mais cheio de lembranças e ternura.

Cada ruga é verso escrito na pele,
cada fio prateado, luz que ilumina histórias.
Os olhos podem cansar de ver o mundo,
mas a alma permanece jovem, curiosa, aberta.

Envelhecer é aprender a ouvir com paciência,
a olhar o outro com empatia,
a valorizar o silêncio e o aconchego de memórias partilhadas.
É perceber que a vida é poema
e que cada experiência é melodia que fortalece o coração.

Não é peso nem perda,
é benção que transforma a fragilidade em beleza,
o cansaço em reflexão,
o tempo em sabedoria.

O Pai nos concede envelhecer,
para que possamos amar com mais intensidade,
perdoar com mais calma,
e agradecer com mais profundidade.

Envelhecer é dom de amor,
um caminho que revela a plenitude da vida,
um convite a honrar cada instante,
a respeitar cada história,
e a celebrar a dádiva de simplesmente existir.

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O Consolador

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O Consolador

Deixe a chuva lavar, pois ela traz consigo
O som ancestral que acalma qualquer alma.
A sombra que dança, é um terno amigo,
E a porta, se fechada, é tua própria calma.

Não espere o beijo que o passado deu,
Mas sinta o calor da luz que te acende.
A cena é tua, o palco é só teu,
E o filme interior quem escreve é quem o entende.

Mas eu cheguei, poeta, em forma de rima,
A companhia é o verso que se derrama.
Não te falta abraço, a poesia te anima,
Pois nunca está só quem o coração clama.

Não é tortura, é arte, é a força do sentir,
Que transforma a lágrima em tinta bendita.
O coração sangra para o poema fluir,
E a tela vazia te torna infinita.

Tu não estás só, poeta, o mundo te lê!
A tristeza e a solidão que se escrevem viram os abraços que eu dou.

Therezinha Sant’Anna — 27/10/25

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Te Vi Hoje

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Te Vi Hoje
I
Te vi hoje, preso entre fios e máquinas,
teu corpo lutando, teu olhar coberto.
Meu coração gritava em silêncio teu nome,
e eu desejava entrar naquele quarto
para te abraçar e sussurrar:
“Eu te amo, nunca deixei de te esperar.”
II
Sei que a vida te testou,
que a dor marcou teu corpo e tua história.
Os dias foram longos, ásperos,
mas em cada pedaço da tua jornada
existiu uma coragem
que nem todos conseguem medir.
III
Hoje, entre esperança e medo,
seguro teu rastro de luz em mim:
cada riso antigo, cada gesto pequeno,
cada lembrança que faz sorrir
e doer ao mesmo tempo.
IV
Se Deus permitir um milagre,
abraçaremos a vida
com lágrimas e sorrisos misturados.
Se a partida chegar, irmão,
levarás contigo um pedaço do meu coração,
mas deixas em mim a certeza
do amor que nunca se apaga,
que atravessa o silêncio e rompe o medo,
que insiste em existir mesmo na escuridão.
V
Amar é estar presente
quando não podemos mudar nada,
sentir cada instante, cada respiração,
chorar baixinho, sussurrar ao vento
e confiar que, mesmo na ausência,
o amor se mantém
inteiro e invencível.
VI
Irmão, eu te amo.
Mesmo que a vida nos separe
por um instante ou para sempre,
teu brilho habitará minha alma,
como estrela que não se apaga,
como memória que não se esquece,
como abraço
que nem a morte pode roubar.

Therezinha Sant’Anna,  16/01/25

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Enquanto Eu Estiver Aqui

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Enquanto Eu Estiver Aqui


Irmão,

quando o peso do mundo cair sobre teus ombros
e a noite parecer mais longa que a esperança,

lembra:
meu amor por você não vacila.

Eu te amo mesmo quando as palavras falham,
mesmo quando a dor grita mais alto que a razão,

mesmo quando tudo parece injusto
e ninguém parece ver teu esforço.

Você não é fardo.
Não é erro.
Não é descartável.
Você é cuidado em forma de gente,

é presença que sustenta,
é amor que permanece
mesmo ferido.
Se hoje o chão parece faltar,

segura minha mão em pensamento.
Não precisa ser forte agora.
Eu seguro um pouco por você.

Enquanto eu estiver aqui,
você não caminha sozinho.
Enquanto eu respirar,
a sua vida importa.

E um dia passo a passo
a dor vai cansar de doer.
A vida, mesmo lenta,
vai achar um jeito de florescer outra vez.

Fica.
Por você.
Por quem te ama.
Por mim.
Therezinha Sant’Anna, 15/01/26

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O Direito que Vivi

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O Direito que Vivi

Não estudei leis em salas frias,
mas aprendi a ouvir o silêncio,
a enxergar a dor oculta
e a reconhecer o certo
mesmo quando todos chamam de errado.

Não defendi nomes,
defendi dignidade.

O verdadeiro direito
não se escreve em papel.
Ele se vive.
Ele se sente.
Ele se faz no cuidado,
na palavra que protege,
na mão que segura antes de cair.

Therezinha Sant’Anna

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Trajetória de uma Consciência

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Trajetória de uma Consciência

Não fui moldada em tribunais,
nem caminhei por corredores de mármore.
A vida me chamou cedo,
com filhos nos braços
e pouco tempo para diplomas.

Queria o Direito,
mas ele veio de outra forma:
aprendi a ouvir,
a perceber o que não era dito,
a distinguir o justo do conveniente,
o humano do cruel.

Não defendi partidos,
defendi princípios.
Não escolhi lados,
escolhi não fechar os olhos.

Vi injustiças se vestirem de lei,
inocentes esmagados,
verdades torcidas
até caberem em sentenças prontas.

E algo em mim dizia:
isso não é justiça.

Sem toga,
sem título,
fui abrigo, fui orientação,
fui palavra que impede a queda.

Expliquei o certo e o errado
não para julgar,
mas para salvar caminhos.

O tempo passou,
mas a consciência ficou.
Inteira, atenta,
indignada quando preciso.

Hoje sei:
não fui o que me faltou ser.
Fui o que pude
e isso bastou.

Porque justiça não é poder.
Justiça é não perder a alma.

Therezinha Sant’Anna

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Reflexão: A Crítica que Educa

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Reflexão: A Crítica que Educa

Guardo a crítica como quem guarda uma semente.
Ela não veio com violência moral, veio com verdade e por isso ensinou.

No início doeu.
Não porque ferisse, mas porque abriu em mim um lugar que ainda precisava amadurecer.
Com o tempo, compreendi: aquela palavra respeitosa foi impulso, não obstáculo.

Foi a crítica que me fez despontar, crescer, entender melhor a poesia e a mim mesma.
Se não fosse por ela, talvez eu não estivesse aqui hoje, escrevendo com mais coragem, consciência e verdade.

Sou grata ao amigo que teve a honestidade de dizer.
Sou grata à crítica que educa, que orienta, que constrói.

Guardo essa lembrança como algo bom
não apago, não rejeito.
Leio e releio sempre que possível, para lembrar o valor do aprendizado e o quanto ele transforma.

Não foi a crítica que me afastou da poesia.
Foi ela que me trouxe de volta.

Teeh Sant’Anna

Nota da Autora

Às vezes, a palavra que dói é a que nos faz florescer. #Reflexão #CríticaQueEduca #PoesiaDaVida

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O Que a Palavra Fez de Mim

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O Que a Palavra Fez de Mim

Houve um tempo
em que a palavra do outro
me feriu como lâmina
não por crueldade,
mas porque eu ainda não sabia
onde doía em mim.

Silenciei.
Guardei versos na gaveta do medo,
confundi crítica com rejeição,
e a poesia, tímida,
aprendeu a esperar.

Mas o tempo
é um mestre que relê.

Voltei.
E ao voltar, reli.
As mesmas palavras
já não cortavam:
ensinavam.

Descobri que nem toda dureza é ataque,
há verdades que vêm sem afago
para nos acordar.
E aprendi a separar
o que era forma
do que sempre foi alma.

Não me refiz em moldes,
não amarrei emoção à rima forçada.
Apenas deixei o verso respirar
com mais consciência.

Hoje, escrevo sem pedir licença ao medo.
Minhas palavras não querem aplauso:
querem encontro.

Se tocam, é porque são verdade.
Se permanecem,
é porque não fingem.

A crítica virou ponte.
A dor, raiz.
O silêncio, maturação.

E sigo 
não perfeita,
mas inteira.

Porque a poesia
não me fez forte apesar das feridas.
Ela me fez por causa delas.

Teeh Sant’Anna

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Abraço ao Silêncio

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Abraço ao Silêncio

Quando a noite lentamente cai,
meu ser se curva ao silêncio.
No vasto céu, uma luz cintila,
e com ela aqueço minha musa.

A íngreme madrugada fria
traz a solidão que vem me isolar
e tenta, sutil, fazer a poesia se esquecer.

O ardor busca minha paz
com serenidade e refúgio
que apenas meu coração deseja.

No cântico das estrelas
encontrei meu porto seguro:
quando a solidão vem atacar,
procuro a luz a me guiar,

e a mão surge para me erguer,
quando a saudade aperta minha alma.

Teeh Sant' Anna

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Palavras a Bordear

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Palavras a Bordear

Palavras a bordear,
inventando verbos
como quem passa linha fina
no tecido invisível dos dias,
das tardes, das noites
e das madrugadas.

Cada ponto, um sentir.
Cada pausa, um respirar.
Cada sonho, um inspirar.

Respoetar com versos
o que o coração escutou primeiro.

Que o poetar amoleça
o mundo que endurece,
em estado de delicadeza.

Que, na pressa, não se perca,
craveando afetos no tempo,
a fincar a serenidade.

Onde houver silêncio, florear,
abrindo jardins
a cada amanhecear.

No amanhecerar, ensinar à alma
o recomeço
com luz nos olhos.

Perfumar rastros de poesia
por onde o amor passar,
recolher cada retalho solto
que o coraçeãr partiu em pedaços,
costurando-os,
transformando-os em mosaicos:
a arte que o coração deixou.

Esperançar,
bordando a fé em tecidos gastos.
Sigo costurando invenções
no avesso da vida.

Que meus versos floreiem
e se espalhem como pétalas,
perfumando os jardins dos corações.

Que cada leitor leve consigo
um fio de luz do amor.

Teeh Sant’Anna

Nota Poética

Estas palavras inventadas nasceram no instante em que o sentir
e a inspiração vieram brincar com meus sentidos.

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O AMOR PERMANECE

31039703858?profile=RESIZE_584x

O AMOR PERMANECE

Há um Amor que não passa
quando o dia termina
e o silêncio chega.

Ele permanece
no horizonte da alma,
como luz que não se apaga,
como promessa que não falha.

Enquanto o tempo corre,
esse Amor fica.
Enquanto tudo muda,
Ele sustenta.

Permanece nos vales,
nas travessias,
nos instantes em que
o coração apenas contempla.

Não grita,
não exige,
não se impõe.

O Amor permanece
como amanhecer constante,
como presença fiel,
como eternidade que habita
o agora.

Therezinha Sant' Anna

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TEU NOME

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TEU NOME

O Amor é o fôlego da vida,
o sopro invisível que sustenta o existir,
mais precioso que qualquer riqueza,
não se mede,
não se compara,
não se iguala.

Esse Amor tem nome.
Desceu do céu
e escolheu o silêncio da noite.

Na simplicidade da manjedoura,
o eterno se fez pequeno,
envolto em palha,
luz e mistério.

Sem tronos,
sem aplausos,
apenas presença.

Esse Amor é JESUS.
A Palavra que se fez carne,
a luz que rasgou as trevas
sem ferir o mundo.

Na manjedoura,
Deus ensinou
que o Amor verdadeiro
nasce humilde
para habitar em nós.

Therezinha Sant' Anna

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CPP