Você me enlaçou e inebriei-me com seu perfume

Ouvi somente o barulho do fecho-éclair

Rasgando a madrugada

Deitada ali naquela cama macia

Toda enfeitada com pétalas de rosas

Onde as abrigava a cor púrpura dos lençóis

Perfumes que se misturavam

Uma tênue luz iluminava o ambiente

Pareciam querer sentir levemente

O que eu sentia...

Respiração baixa, mas ofegante

Recebi o prêmio desejado, onde

A cada instante

A chama tênue acompanhava

Aquela dança de corpos, sôfregos

Cuja música, eram os beijos trocados

Fazendo ritmo com os risos

E os uivos, como os de uma pantera domada

Irresistível desfecho

Que não seria o fim, mas sim o início

De um amor, que acontecia, que começou

Com o barulho do fecho-éclair

Rasgando a madrugada.

                                                                 Veraiz Souza - Tema poesia - 19/09/2017

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Respostas

  • Um fecho-éclair se abrindo é a melhor imagem para uma madrugada se rasgando! 

    Sempre presente a delicadeza de uma jovem de poucos anos, vivendo o sonho do amor.!

    Acho linda  essa sua disposição, Veraiz, para enaltecer os sentimentos mais singelos e mais bonitos

     - mesmo quando o erotismo marca presença! A vida preservou poeticamente em você todos os castelos que amor erigiu!

    Acho isso muito bonito! Um privilégio mesmo!

  • Gestores

    Magnífico, Veraiz! Calorosos aplausos! Bjs

  • Gestores
    Uau!!! Magnifico!!! Para ens Veraiz.
  • Delicadeza e Sensualidade Poética..., parabéns!
    • Grata Elzana Mattos pela visita e comentário carinhoso.

      Abraços poéticos

      Veraiz Souza

  • Gestores

    uaauaaaauuuu! Maravilhoso Veraiz!

    aplausos!!!!!

    Beijnhos

    • Grata Livita Silva

      Que bom que gostou de meu poema

      Agradeço a visita e comentário. Será sempre bem vinda.

      Abraços poéticos de Veraiz Souza

  • Gestores

    Ah! Esse maldito fecho éclair
    De repente, a gente rasga a roupa
    E uma febre muito louca
    Faz o corpo arrepiar.
    Tudo que vier eu topo
    Tudo que vier, vem bem
    Quando amo perco o juízo
    Não me responsabilizo
    Nem por mim, nem por ninguém!!!
    Percebo que a Diva da poesia está sendo super eclética em seus trabalhos literários, primorosíssimo poema – A verdade e que não devemos nos prender em tabus em nossos trabalhos – o universo poético está sempre em movimento de renovação – quem não se renova fica obsoleto em seu compor. Faço ressoar meus aplausos pelo despojamento da excelente partilha!

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