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A poeira dos silêncios by Frederico de Castro

A POEIRA DOS SILÊNCIOS

 

Na poeira dos silêncios esfarrapados
Penduram ecos e brados desgarrados
Balouçam e gemem breus engelhados
Soam ao longe como truncados e
Uivados lamentos apiedados

Das minhas dores saturadas o corpo em
Metástases sacode-se quase vergado
E depois das palavras expurgadas o tempo
Fenece num segundo altercado
Quem me lapida estas lágrimas provindas
Deste imenso silêncio tão abismado

Frederico de Castro

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Respostas

  • 8877781852?profile=RESIZE_180x180

    Doloroso Poema de abismos traçados no amâgo da Alma sem garganta que os possa soltar assim a vida de solidão feita e sentida em aríetes sem resposta possível...nem escrita...

    aplauso sentido e incontido8877787495?profile=RESIZE_584xbeijos de poesiaaaaaaa

    chantal fournet

  • Gestores

    Belos e profundos versos! Parabéns Frederico!

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